sábado, 11 de abril de 2026

Antes e depois do nascimento: como preparar, guardar e conservar as roupas do bebê sem riscos à saúde


Um dos momentos mais especiais da gestação é a preparação do enxoval do bebê. Essa fase, repleta de expectativas por parte dos pais, exige organização e cuidados especiais para a chegada do pequeno, e algumas medidas que ajudam a preservar a saúde da criança após o nascimento. Pensando nisso, Marinês Cassiano, especialista têxtil da 5àsec, dá dicas sobre como preparar e armazenar corretamente este tipo de peça antes e depois do nascimento do bebê.

Cuidados necessários antes do nascimento

Após a compra das peças que estarão em contato com a pele do bebê, como as roupinhas, meias, toalhas, cobertores e paninhos de boca, é fundamental realizar a higienização correta dos itens. Como o recém-nascido possui a pele e o sistema respiratório muito sensíveis, é importante evitar produtos químicos com cheiro forte, como água sanitária ou amaciante, para não causar alergias. Além da higienização, outra orientação importante é cortar as etiquetas, que podem causar coceira ou desconforto nas crianças, devido ao tamanho e ao material. No caso de brinquedos e bichinhos de pelúcia, os mesmos cuidados também são necessários para evitar ácaros e fungos, que são prejudiciais à saúde.


Depois do nascimento


Após a chegada do bebê, as roupas devem ser lavadas separadamente das peças dos adultos, semanalmente ou sempre que necessário. Além disso, os produtos utilizados devem ser suaves, próprios para o público infantil. No caso de manchas difíceis de tirar, a orientação é enviar os itens para uma lavanderia especializada, que é treinada para a remoção de diversos tipos de sujidades. Itens como kit berço, colchão e até o sofá podem ser higienizados quinzenalmente por empresas especializadas. A rede francesa, por exemplo, conta com um serviço chamado 5àsec em Casa, que conta com equipamento profissional que realiza o processo de limpeza e higienização de estofados e colchões fazendo o uso de água ozonizada, que tem ação sanitizante potencializada pela aplicação da tecnologia Nano UV, promovendo uma proteção bactericida e germicida.

 

Além disso, as roupas adquiridas no enxoval ou presenteadas por amigos e familiares no chá de bebê são, muitas vezes, maiores que o tamanho atual da criança e podem ser utilizadas futuramente. Por isso, não é necessário higienizar todos de uma só vez. O ideal é armazenar as peças corretamente, separadas daquelas que estão em uso, em sacos de TNT e em ambientes secos e arejados, que ajudam a proteger o tecido de poeira e outras sujidades. Quando chegar o momento de utilizá-las, basta realizar a higienização adequada antes do uso.

 

Depois da fase de recém-nascido


Quando o bebê já pode sair de casa, uma dúvida recorrente é sobre a limpeza dos estofados que compõem o bebê conforto, da cadeirinha para o carro e do carrinho de passeio. Alguns deles são removíveis e podem ser lavados mensalmente para evitar o acúmulo de poeira e sujeira do dia a dia.

 

Já no caso daqueles que não podem ser retirados ou dos colchões, principalmente quando a criança está em época de desfralde, é possível contratar uma lavanderia especializada que realiza o serviço de limpeza de estofados e colchões, para que o item permaneça sempre limpo e seguros para o uso.

 

“Além da parte estética, a higienização e o armazenamento corretos do enxoval do bebê são fundamentais para a saúde dos pequenos. Os bebês são mais sensíveis durante os primeiros meses de vida, por isso, tudo deve ser pensado com carinho e atenção para garantir conforto e segurança. Quem tem dúvidas sobre a forma correta, pode recorrer a lavanderias especializadas, que contam com processos profissionais que auxiliam na limpeza de diversos itens”, afirma Marinês Cassiano, especialista têxtil da 5àsec.

 

Sobre a 5àsec:  


A 5àsec é uma lavanderia premium especialista na limpeza e passadoria de roupas do dia a dia e peças especiais. A rede também oferece serviços de higienização e tratamento de itens como tênis, cortinas, tapetes, estofados, pelúcias e travesseiros, utilizando equipamentos e produtos exclusivos e de alta tecnologia. Reconhecida como uma lavanderia inteligente, a marca conta ainda com soluções especializadas, como revitalização de cores, impermeabilização de tecidos e tratamento de couro. A 5àsec é a maior rede de lavanderias premium do Brasil, com mais de 600 pontos de venda em todo o país.

Soldado do Exército tem prisão preventiva decretada após morte de colega em São Paulo


O juiz federal da Justiça Militar Vitor De Luca decretou, nesta sexta-feira (10), durante audiência de custódia, a prisão preventiva de um soldado do Exército acusado de matar a tiros um colega de farda na última quarta-feira (8), na capital paulista.

O caso ocorreu durante o primeiro serviço armado dos novos recrutas do 8º Batalhão de Polícia do Exército, menos de dois meses após o ingresso na corporação.

O disparo de uma pistola calibre 9 milímetros aconteceu na área de guarda instalada no alojamento de um condomínio residencial de oficiais, localizado no bairro do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo.

A vítima, o soldado Antonio Henrique dos Santos Sousa, foi atingida no tórax enquanto estava deitada em uma cama.

De acordo com as informações apuradas, o próprio militar acusado de efetuar o disparo tentou prestar os primeiros socorros. Outros integrantes da equipe de serviço também auxiliaram no atendimento até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o soldado não resistiu aos ferimentos e morreu.

O suspeito foi preso em flagrante por outros militares ainda no local. Na tarde desta sexta-feira, ele passou por audiência de custódia na sede da 2ª Auditoria da Justiça Militar da União, no centro da capital. A prisão preventiva foi mantida para garantir a hierarquia e a disciplina militar e a adequada apuração dos fatos.

Segundo relato de testemunhas, o disparo ocorreu enquanto o militar manuseava a arma de forma inadequada, em tom de brincadeira. Ainda conforme os depoimentos, horas antes ele já havia sido advertido por colegas após apontar a arma para outro militar.

O inquérito policial militar segue em andamento. Após a conclusão das investigações, o caso será encaminhado ao Ministério Público Militar, responsável por eventual oferecimento de denúncia. A tipificação penal poderá incluir o crime de homicídio, a depender das circunstâncias apuradas.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Apagões na Baixada: Marco Figueiredo cobra providências da Enel após prejuízos em comunidades


O descaso na prestação de serviços de energia elétrica na Baixada Fluminense voltou ao centro das discussões recentemente. Marco Figueiredo, consolidado como uma das lideranças mais influentes da região, esteve no bairro 22 de Abril para ouvir moradores e fiscalizar os impactos dos constantes apagões que têm afetado a economia local e o bem-estar das famílias.

Durante a visita, Figueiredo constatou situações críticas de perdas materiais. O caso de Dona Neide Baiana, moradora da localidade, é um retrato do drama enfrentado por muitos: alimentos estragados e eletrodomésticos danificados pela instabilidade da rede operada pela concessionária Enel.

Autoridade histórica no combate a abusos

A presença de Marco Figueiredo no local não é por acaso. Com a experiência acumulada de cinco mandatos dedicados à defesa do cidadão fluminense, ele possui um histórico de enfrentamento direto contra irregularidades no setor elétrico. Figueiredo foi o mentor e presidente da histórica CPI dos Medidores Aéreos, investigação que comprovou cobranças abusivas e garantiu, através da Justiça, o ressarcimento de milhares de consumidores no estado.

"O que presenciamos no bairro 22 de Abril é uma falta de respeito inaceitável. O histórico de luta que acumulamos na fiscalização de concessionárias nos dá o embasamento técnico para exigir que a Enel não apenas restabeleça o serviço, mas repare os danos causados a esses moradores", destacou a liderança durante o encontro.

Voz ativa pela Baixada

Para o Papo de Nível, a atuação de Marco Figueiredo reforça seu papel como um elo estratégico entre as demandas da população e os órgãos de controle. Sua trajetória é marcada pela mediação de conflitos e pela busca de soluções em áreas sensíveis como infraestrutura e direitos do consumidor.

A articulação agora segue para cobrar das agências reguladoras uma postura mais rígida contra a queda na qualidade dos serviços essenciais, garantindo que o cidadão de, todo o Estado do Rio de Janeiro não seja penalizado pela ineficiência operacional.

Veja o registro da visita técnica no vídeo abaixo: 



Evento debate série Emergência Radioativa que retrata acidente em Goiânia


Ao revisitar o acidente com o césio-137, em Goiânia, a série Emergência Radioativa, disponível em plataforma de streaming, trouxe o debate sobre segurança nuclear de volta à agenda do setor e da sociedade e, com ele, uma pergunta que permanece atual: o que sustenta, hoje, a segurança nuclear no Brasil?

 A produção também provoca reflexões sobre como o setor evoluiu nas últimas décadas e quais mecanismos garantem, atualmente, o uso seguro das tecnologias nucleares no Brasil. Afinal, após Goiânia, o que mudou?

 

É nesse contexto que a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) promove, no dia 9 de abril, às 14h, o debate Entre Memória e Futuro, para discutir os fundamentos da segurança nuclear contemporânea e o papel da regulação. O encontro será realizado na Escola de Comunicação da Fundação Getulio Vargas (FGV Comunicação), em Botafogo, Rio de Janeiro.

 

A programação prevê discussões sobre regulação, transparência e comunicação, três pilares centrais para a construção da confiança pública no setor. Também estarão em pauta as lições deixadas pelo acidente de 1987 e os avanços institucionais e regulatórios implementados desde então.

 

Participam do encontro o diretor-presidente da ANSN, Alessandro Facure; o diretor da série, Fernando Coimbra; o jornalista Paulo Motta, premiado pela cobertura do caso; o físico Walter Mendes Ferreira, atual chefe da Emergência Radiológica da CNEN e o primeiro a identificar o acidente com o césio-137; e o deputado federal Julio Lopes, presidente da Frente Parlamentar Nuclear.

 

Para Facure, a repercussão da série tem o mérito de recolocar o tema em evidência e contribuir para qualificar o debate. Segundo ele, a segurança nuclear vai além da tecnologia e depende de regulação, responsabilidade institucional e cultura de segurança.

 

O presidente da ANSN destaca que as lições do acidente de Goiânia foram incorporadas ao longo do tempo por meio de normas, fiscalização e atuação técnica independente. Hoje, afirma, o Brasil conta com uma autoridade reguladora dedicada exclusivamente à função, um avanço que fortalece o sistema de controle e supervisão.

 

Facure ressalta ainda que segurança não significa ausência de risco, mas a capacidade de controlar, monitorar e responder com rigor, base da confiança da sociedade.
 

O físico Walter Mendes, profissional-chave na história do acidente, destacou que o acidente de Goiânia foi determinante para a consolidação dos protocolos atuais. Segundo ele, a experiência mostrou, na prática, a importância de procedimentos técnicos, treinamento contínuo e integração entre instituições no enfrentamento de emergências. “O que se aprendeu em Goiânia pode ser transportado naturalmente para a área nuclear”, afirmou.
 

Walter ressaltou que as lições do acidente resultaram em avanços estruturais, como o fortalecimento da fiscalização, a criação de normas mais robustas e a definição de mecanismos legais para atuação em crises. Ele também chamou atenção para aspectos como comunicação com a sociedade, preparação das equipes e gestão de situações de pânico. Para o especialista, a série ajuda a revisitar esse aprendizado ao evidenciar como o episódio contribuiu para a construção do atual sistema de resposta a emergências no país.
 

Na mesma linha, o deputado Júlio Lopes defende que o fortalecimento institucional é essencial para o avanço do setor. Para ele, regulação sólida, transparência e diálogo com a sociedade são condições para consolidar a confiança pública e ampliar o uso das tecnologias nucleares em áreas estratégicas como energia, saúde e inovação.
 

Com o olhar de quem acompanhou o caso de perto, o jornalista Paulo Motta recorre ao humor para reforçar a importância da fiscalização: “gato contaminado tem medo de água pesada não fiscalizada”, brinca. “Será uma ótima oportunidade de debatermos como anda a regulação hoje. “Goiânia nunca mais!”, acrescenta.

 

Fernando Coimbra conta que a motivação para fazer uma minissérie sobre o desastre do Césio-137 em Goiânia era “resgatar a memória dessa história tão importante que trata não só de um acidente radiológico, mas de uma síntese da sociedade brasileira”. Muitos aspectos e camadas – segundo ele – são tratadas nessa narrativa, entre elas o papel da ciência brasileira em lidar com um acidente até então inédito. “Para conseguir resumir três meses em 5 horas, foi necessário lançar mão de recursos ficcionais, condensando fatos e personagens, sempre com respeito e responsabilidade”, explica.

 

O encontro é promovido pela ANSN, em parceria com a Escola de Comunicação da Fundação Getúlio Vargas (FGV Comunicação) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), com apoio da Frente Parlamentar Nuclear.

OPINIÃO: Renan Ferreirinha: Diretas Já - RJ


Cláudio Castro abandonou o cargo de governador sem ter um vice e sequer presidente da Alerj, mergulhando o estado num caos político sem precedentes. Ele ainda renunciou 24 horas antes de ser cassado. Um golpe para burlar a legislação, numa tentativa frustrada de evitar sua cassação e inelegibilidade, e retirar o direito do povo de escolher o seu novo governador, forçando uma eleição indireta, feita pelos deputados estaduais. Os ministros do STF têm a oportunidade de rechaçar essa clara fraude promovida por Castro com o objetivo de beneficiar a ele e seu grupo político.

A Alerj, infelizmente, encontra-se desmoralizada. Não é pra menos. O histórico é de uma Assembleia onde Rodrigo Bacellar, preso por ligação com o Comando Vermelho e cassado pelo TSE, foi reeleito presidente por unanimidade por seus pares. Uma Assembleia que aprovou soltá-lo da cadeia quando ele detinha foro privilegiado. Também foi a Alerj que manobrou uma votação ilegal que buscou eleger Douglas Ruas como presidente. Tentaram eliminar do caminho até mesmo o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, derrubando-o do cargo de governador interino. 

A trapaça descarada foi devidamente anulada pelo TJ diante da flagrante ilegalidade. Este histórico da Alerj representa o jogo do vale-tudo pelo poder, que não respeita até mesmo a mais alta instância do Judiciário fluminense e tampouco a vontade popular. Por tudo isso, a Alerj não tem condições de definir os rumos do nosso Estado hoje. Sendo assim, uma eleição indireta seria um enorme erro. Chegou a hora dos ministros do STF colocarem um freio de arrumação nessa atual situação insustentável a qual o RJ chegou. Chega de crise de legitimidade, de caos institucional e administrativo.

Os ministros do Supremo devem tomar uma decisão conscientes de que a eleição sendo direta, seja qual for o resultado, não abrirá nenhuma margem para questionamento do processo de escolha do governador. É o que defendem diversos juristas. Esse caminho também blinda o STF pois é a única forma de garantir a legitimidade do já conturbado processo de sucessão estadual causado por Castro. O povo é soberano. Nada mais justo que a população escolher o seu novo governador. Deve ser assegurado o exercício pleno da democracia no RJ.

Os principais pré-candidatos a governador, Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), estão em lados políticos completamente opostos, mas têm um aspecto de consenso: ambos defendem a realização de eleições diretas. O pilar central de qualquer democracia no mundo é o voto popular. Depois de tudo o que aconteceu de ruim no estado, ao menos a soberania do povo precisa ser respeitada. O estado do Rio de Janeiro não aguenta mais.

RENAN FERREIRINHA foi Secretário Municipal de Educação do Rio de Janeiro (2021-2026) e deputado federal

Redação do Enem 2026: professores dão dicas de preparação e sugerem temas para treinar


Embora o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aconteça apenas em novembro, a preparação para a redação — uma das etapas de maior peso na nota final — deve começar desde o início do ano letivo.

Produzir um texto dissertativo argumentativo em até 30 linhas, com tese clara, argumentos consistentes e proposta de intervenção detalhada, exige mais do que domínio da norma culta: requer repertório, organização de ideias, leitura crítica da realidade e treino constante.
 

Nos últimos anos, o exame abordou temas pertinentes à sociedade brasileira. O padrão se repete: a prova demanda capacidade de análise de problemas estruturais do país e apresentação de soluções viáveis, respeitando os direitos humanos.
 

As últimas propostas de redação do Enem foram:
 

2025 - Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira;

2024 - Desafios para a valorização da herança africana no Brasil;

2023 - Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil;

2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil;

2021 - Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil;

2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira;

2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil;

2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet;

2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil;

2016 - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil.


Para apoiar estudantes na jornada até novembro, quatro educadores compartilham orientações práticas para estruturar a preparação ao longo do ano.
 

CONHECIMENTO DOS CRITÉRIOS DE CORREÇÃO
 

Henrique Barreto Andrade Dias, coordenador pedagógico do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP, destaca que conhecer profundamente as competências avaliadas pelo Enem é uma vantagem estratégica. Ele recomenda que o estudante analise redações nota mil para identificar padrões de organização textual, uso de conectivos e detalhamento da intervenção.
 

“A prova não avalia apenas criatividade. Ela mensura domínio da norma padrão, compreensão do tema, capacidade argumentativa, coesão e elaboração de proposta de intervenção detalhada. Estudar a matriz de correção evita perda de pontos por descuidos técnicos”, afirma Dias.
 

LEITURA DIVERSIFICADA E AMPLIAÇÃO DE REPERTÓRIO
 

Francisco Meneses, professor de Redação do Ensino Médio do colégio Progresso Bilíngue, de Vinhedo (SP), reforça que a qualidade da redação está diretamente ligada ao repertório sociocultural do estudante. Segundo ele, manter um banco pessoal de assuntos organizados por eixos temáticos, como direitos humanos, meio ambiente, tecnologia ou desigualdade social, facilita a adaptação a diferentes propostas.
 

“O Enem valoriza a contextualização e a estrutura. O aluno precisa relacionar o tema a dados históricos, conceitos filosóficos, obras literárias ou acontecimentos atuais. Por isso, acompanhar o noticiário, ler artigos de opinião e consumir conteúdos analíticos é parte da preparação. O candidato deve aliar esse conteúdo à estrutura da redação Enem, que também é fundamental para boas notas”, explica Francisco.
 

TREINO SEMANAL E MÉTODO ESTRUTURADO
 

Para Peter Rifaat, coordenador pedagógico da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri (SP), a redação deve fazer parte do cronograma fixo de estudos. Ele recomenda dividir o treino em três etapas: estudo da estrutura do texto dissertativo-argumentativo; produção cronometrada; e correção criteriosa, com foco nas cinco competências avaliadas pelo Inep.
 

A preparação para a redação deve seguir um planejamento escalonado ao longo do ano, com metas claras para cada etapa:
 

Abril a junho: fundamentação e repertório:
 

- Estudo aprofundado da estrutura do texto dissertativo-argumentativo;

- Compreensão detalhada das cinco competências avaliadas pelo Inep;

- Construção de repertório sociocultural (dados, autores, conceitos, atualidades);

- Produção de uma redação por semana, com foco na clareza da tese e na organização dos parágrafos.
 

Julho a setembro: intensificação e aprimoramento técnico:
 

- Produção de duas redações por semana, ao menos uma delas cronometrada;

- Ênfase na consistência argumentativa e no aprofundamento dos exemplos;

- Aperfeiçoamento da proposta de intervenção (agente, ação, meio, finalidade e detalhamento);

- Revisão sistemática dos erros recorrentes apontados nas correções.
 

Outubro: revisão estratégica e simulação de prova:
 

- Releitura e reescrita de textos anteriores para corrigir fragilidades;

- Treino com propostas inéditas, em tempo real de prova;

- Realização de simulados completos, incluindo redação, para testar resistência e gestão do tempo;

- Ajustes finais de coesão, conectivos e precisão vocabular.
 

“Assim como nas demais áreas do Enem, a constância é determinante, e ajuda o aluno a transformar a escrita em hábito e a evoluir progressivamente”, afirma Rifaat. E não basta escrever muito. “É preciso entender onde estão as falhas, seja na coesão, na argumentação ou na proposta de intervenção, e trabalhar esses pontos de forma técnica. O candidato deve solicitar que outra pessoa ou seu professor leia a redação e aponte erros, para que o treino melhore sua performance. O uso de inteligência artificial também pode ajudar”, orienta.
 

EQUILÍBRIO EMOCIONAL, FOCO E GESTÃO DE TEMPO
 

Já Paulo Rogerio Rodrigues, coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), destaca que o equilíbrio emocional é um dos pilares da preparação para a redação do Enem. Segundo ele, desempenho cognitivo e estabilidade emocional caminham juntos: níveis elevados de ansiedade comprometem memória, organização de ideias e clareza argumentativa. “A redação exige raciocínio estruturado sob pressão. Sono adequado, pausas estratégicas e técnicas de controle da ansiedade são parte da estratégia, não um detalhe”, afirma.
 

Nesse contexto, Rodrigues reforça a importância do uso de estratégias de mindfulness, controle consciente da respiração e foco intencional como ferramentas práticas de autorregulação. Exercícios simples de respiração profunda antes e durante a prova ajudam a reduzir a ativação fisiológica da ansiedade, favorecendo a clareza mental. Práticas de atenção plena contribuem para que o estudante reconheça pensamentos acelerados ou auto sabotadores e consiga redirecionar o foco para a tarefa.
 

Outro ponto essencial é o autoconhecimento. Identificar gatilhos emocionais e distratores, como comparação excessiva com outros candidatos, medo de “dar branco” ou preocupação com o tempo, permite criar estratégias individuais para neutralizá-los. “O aluno que conhece seus padrões de reação consegue agir preventivamente, evitando que pequenas tensões comprometam seu desempenho”, explica.
 

Além disso, reduzir o estresse no dia da prova exige treino em condições variadas. Paulo orienta que o estudante não pratique apenas em cenários ideais, mas também em ambientes com ruído moderado ou pequenas distrações, simulando possíveis variáveis do local de aplicação. “O ambiente pode ser barulhento ou quente. Desenvolver foco intencional em contextos menos confortáveis fortalece a autorregulação e a resistência emocional”, destaca.
 

A gestão de tempo também deve ser planejada estrategicamente. Recomenda-se reservar cerca de uma hora para leitura atenta da proposta, planejamento da estrutura argumentativa, escrita e revisão final, sempre com controle rigoroso do tempo. O treino cronometrado ajuda o estudante a compreender quanto tempo precisa para cada etapa e a ajustar seu ritmo.
 

Por fim, é fundamental que cada candidato desenvolva um planejamento pessoal eficaz, conhecendo as estratégias que melhor funcionam para si, como rascunhar palavras-chave antes de escrever, estruturar previamente os parágrafos ou revisar primeiro a coesão e depois a gramática. “Quando o estudante domina suas próprias estratégias, otimiza o tempo e potencializa seus resultados”, conclui Rodrigues.
 

TEMAS PARA TREINAR ATÉ O DIA DA PROVA
 

Os docentes listam, a seguir, 20 temas sociais contemporâneos para o treino da redação. Os assuntos desafiam a capacidade de análise crítica e argumentação, requerem repertório sociocultural relevante, além de apresentarem interdisciplinaridade, uma competência muito valorizada na hora da correção dos textos.

  1. Desafios para o combate à desinformação na era da inteligência artificial
  2. Caminhos para reduzir a evasão escolar no Ensino Médio brasileiro
  3. Impactos das mudanças climáticas na vida urbana
  4. A cultura do cancelamento e seus efeitos no debate público
  5. Inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho
  6. O papel da mídia na formação da opinião pública
  7. Desafios para a promoção da saúde mental entre jovens
  8. O envelhecimento da população brasileira e seus impactos sociais
  9. Violência nas escolas: causas e estratégias de prevenção
  10. A importância da educação midiática no combate às fake news
  11. Mobilidade urbana e direito à cidade
  12. Desigualdade digital e acesso à tecnologia no Brasil
  13. Segurança alimentar e combate à fome
  14. Racismo estrutural e seus reflexos na sociedade brasileira
  15. A valorização da ciência no enfrentamento de crises sanitárias
  16. Trabalho informal e precarização das relações trabalhistas
  17. Preservação ambiental e desenvolvimento econômico
  18. O impacto das redes sociais na construção da identidade juvenil
  19. A participação política dos jovens na democracia brasileira
  20. Desafios para a garantia dos direitos das populações tradicionais

Os especialistas
 

Francisco Meneses é professor do Progresso Bilíngue - Unidade Vinhedo. É Licenciado em Letras e possui Doutorado na área de Linguagens pela Universidade de Campinas - Unicamp. Atua na área há mais de 10 anos, além de ter sido corretor do Enem no mesmo período.
 

Henrique Barreto Andrade Dias é licenciado em Geografia e Sociologia, possui especialização em projetos para o terceiro setor e pós-graduação em Psicologia Positiva, Neurociência, Mindfulness, Neuropsicopedagogia e Neurociência Aplicada à Aprendizagem. Atua na área da Educação há 18 anos e atualmente é coordenador pedagógico do currículo brasileiro do Brazilian International School.
 

Paulo Rogerio Rodrigues é psicólogo, licenciado em Letras (Português e Inglês) e coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick. Possui ampla trajetória na Educação Básica, com atuação voltada à gestão pedagógica e educacional, da Educação Infantil aos anos finais do Ensino Fundamental II. É pós-graduado com MBA em Gestão Escolar e possui especializações em Educação Antirracista, Bilinguismo e Neuropsicologia, áreas que fundamentam sua prática na formação integral dos estudantes e no desenvolvimento de equipes educacionais.
 

Peter Rifaat é educador e líder escolar com mais de 20 anos de experiência em educação internacional e bilíngue, com estudos em Ciências Comportamentais, liderança e desenvolvimento humano. É formado em Pedagogia e possui certificações internacionais, incluindo DELTA e CELTA (Universidade de Cambridge), além de diversas certificações do International Baccalaureate (IB). Atualmente, atua na Escola Internacional de Alphaville como Coordenador Pedagógico do Ensino Médio, Coordenador do Programa do Diploma IB, professor de IBDP Theory of Knowledge (TOK) e membro da equipe de Orientação Universitária e de Carreira (Future Pathways), com foco no desenvolvimento acadêmico, socioemocional e vocacional dos estudantes.

CAIXA disponibiliza Saque Calamidade para moradores de Itaperuna (RJ)


A partir desta quinta-feira (09), os trabalhadores de Itaperuna, no Rio de Janeiro, podem solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade. A liberação, motivada pelas chuvas intensas que atingiram a cidade, pode ser feita pelo Aplicativo FGTS da CAIXA.

Conforme endereços identificados pela Defesa Civil do município, os moradores poderão realizar o saque até o dia 13 de maio de 2026.

É necessário possuir saldo na conta do FGTS e não ter realizado saque pelo mesmo motivo em período inferior a 12 meses. O valor máximo para retirada é de R$6.220,00 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível na conta.

A solicitação é realizada de forma fácil e rápida pelo Aplicativo FGTS, opção Saques, no celular, sem a necessidade de comparecer a uma agência. Ao registrar a solicitação, é possível indicar uma conta da CAIXA, inclusive a Poupança Digital CAIXA Tem, ou de outra instituição financeira para receber os valores, sem nenhum custo.

Confiraaquia relação completa dos municípios habilitados para o Saque FGTS por motivo decalamidade e os prazos para a solicitação.

Saque 100% digital App FGTS:

O aplicativo está disponível para download gratuito nas plataformas digitais e é compatível com os sistemas operacionais Android e iOS.

Como solicitar o saque FGTS:

Confira as orientações para o trabalhador com direito ao saque por calamidade:

Baixe o app FGTS e insira as informações de cadastro;

Acesse a opção “Solicitar seu saque 100% digital” ou, no menu inferior, vá em “Saques” e selecione “Solicitar saque”;

Clique em “Calamidade pública”, informe o nome do município e selecione-o na lista;

Escolha o tipo de comprovante de endereço, digite o CEP e o número da residência;

Encaminhe os seguintes documentos:

Foto de documento de identidade;

Comprovante de residência em nome do trabalhador, emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade;

Escolha a conta para crédito do valor (CAIXA ou outro banco) e envie a solicitação.

Informações sobre a documentação:

Documento de identidade: também são aceitos RG, CNH ou passaporte (frente e verso);

Selfie: (foto de rosto) com o documento de identidade visível;

Comprovante de residência em nome do trabalhador: conta de luz, água, telefone, gás, fatura de internet/TV, cartão de crédito, entre outros, emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade;

Caso não possua comprovante de residência, o trabalhador poderá apresentar:

Declaração do município atestando residência na área afetada;

Declaração própria com nome completo, CPF, data de nascimento e endereço completo com CEP (as informações serão verificadas pela CAIXA nos cadastros oficiais do Governo Federal);

Certidão de casamento ou escritura pública de união estável, caso o comprovante de residência esteja em nome do cônjuge ou companheiro(a).