quinta-feira, 16 de abril de 2026

Agenda de eventos impulsiona aluguel por temporada no Rio e abre janela de alta rentabilidade para investidores


A intensa agenda de eventos no Rio de Janeiro consolidou-se como o principal motor do mercado de short stay, transformando datas comemorativas e grandes shows em janelas de alta lucratividade. O próximo grande marco é a apresentação da cantora Shakira, no dia 2 de maio, que já movimenta a demanda por imóveis de temporada e coloca investidores em alerta para capturar a valorização das diárias, que podem chegar a quintuplicar, dependendo da localização.

Em regiões estratégicas como Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca, a taxa de ocupação costuma romper a barreira dos 90% durante esses picos de demanda. O fenômeno reflete a robustez de um setor que, segundo dados da Fundação Getulio Vargas, movimentou R$ 99,8 bilhões no Brasil em 2024. Apenas no Rio de Janeiro, a atividade conectada a plataformas como o Airbnb injetou R$ 9,9 bilhões na economia, sustentando mais de 61 mil empregos e adicionando R$ 5,6 bilhões ao PIB local.

Para Ramiro Delgado, CEO do Trade Imobiliário e especialista em investimentos no setor, o calendário de eventos da cidade tornou-se um vetor previsível de valorização. Segundo o executivo, o investidor que compreende essa dinâmica consegue antecipar movimentos e maximizar margens em períodos curtos.

“O Rio de Janeiro opera com uma lógica de picos de demanda altamente previsíveis. Quem se posiciona corretamente e prepara o ativo para esses momentos consegue resultados significativamente acima da média do mercado tradicional”, analisa Delgado.

A preparação do imóvel é apontada como o divisor de águas entre uma ocupação comum e uma rentabilidade premium: Delgado destaca que a sofisticação da demanda exige agilidade na entrega dos projetos. “Investidores têm buscado reformas rápidas, concluídas em até três meses, com montagem final de mobiliário e decoração em menos de 20 dias, tudo para não perder o timing dos grandes eventos”.
 

Além da Zona Sul, o especialista aponta o crescimento da Barra da Tijuca, impulsionado por festivais como o Rock in Rio e o robusto calendário corporativo da região, e do Centro, durante períodos como o carnaval.

O avanço do aluguel por temporada no Rio também marca uma mudança estrutural no perfil do proprietário. O setor deixou de ser uma fonte de renda extra para se tornar uma estratégia de investimento empresarial, baseada em precificação dinâmica e análise de dados.

“Quem trata a locação com visão de negócio, acompanhando o calendário, o comportamento da demanda e investindo na experiência do hóspede, transforma o imóvel em um ativo de alta performance financeira”, conclui o CEO do Trade Imobiliário.

 

Sobre Ramiro Delgado 


Ramiro Delgado é sócio e fundador do Trade Imobiliário e um dos principais especialistas em house flipping no Brasil. Formado em Administração pela UFRJ e com experiência no mercado financeiro, construiu sua trajetória na interseção entre análise de risco e investimento imobiliário. Com passagens por multinacionais como Norskan Offshore, Subsea 7, PwC México, Accenture e Deloitte, levou ao setor imobiliário o rigor analítico e os padrões de governança corporativa das grandes empresas, desenvolvendo uma metodologia própria de compra, reforma e revenda acelerada de imóveis.

Livro infantil explora forma como crianças enfrentam o medo


A autora e ilustradora Tessa Nogueira apresenta seu livro “Nina e o Monstro da Caixa”, publicado pela Studio Plural Editora. Voltada para leitores a partir de sete anos, a obra aborda temas como medo, coragem, amizade e superação, convidando crianças e famílias a dialogarem sobre emoções comuns da infância.

A história começa em um dia chuvoso, quando Nina, que adora desenhar e criar mundos cheios de cor, sente um medo interior crescer. Com papel, lápis e muita imaginação, ela cria algo inesperado: um monstrinho azul, peludo e curioso. A partir desse desenho, descobre que até os sentimentos mais assustadores podem ganhar novos significados.

Segundo a autora, a ideia do livro nasceu a partir de experiências pessoais e da observação dos temores infantis. “Quando eu era pequena também tinha medos bem fortes, às vezes de coisas que não eram tão grandes assim. E meu filho, que é autista, também tem medos que ganham proporções enormes em certas ocasiões. A história surgiu como uma forma de explicar às crianças o que é esse sentimento e como ele pode existir como proteção”, explica Tessa.

 

A criação do monstrinho também dialoga com um fenômeno comum na infância: os amigos imaginários. Especialistas apontam que essas figuras fazem parte do desenvolvimento emocional das crianças, ajudando-as a expressar sentimentos, temores e inseguranças.

 

No decorrer da narrativa, o monstrinho criado por Nina passa por transformações, refletindo a forma como os medos podem mudar quando são enfrentados. “A mensagem principal é a de que, quando conseguimos dar ao medo o tamanho que realmente tem, ele começa a diminuir”, afirma a autora.

 

Processo criativo 

 

Além de escrever a história, Tessa também assina as ilustrações. O processo criativo começou pela narrativa e, posteriormente, evoluiu para a construção visual dos personagens e do universo da protagonista. “Primeiro criei a história e depois comecei a estudar os personagens, fazendo muitos desenhos até chegar no que funcionava melhor. Gosto de ilustrar minhas próprias histórias, porque consigo explorar a narrativa visual com mais liberdade”, conta.

 

Inicialmente pensado como uma criatura mais assustadora, o monstrinho azul foi ganhando um aspecto mais amigável ao longo do desenvolvimento da obra. “Percebi que ele estava ficando assustador demais. Então, fui ajustando até encontrar um equilíbrio: ele continua sendo um monstrinho, mas com um lado mais fofinho, que ajuda a mostrar que o medo também pode transformar-se”, explica.

 

Formada em Artes Visuais e com pós-graduação em Ilustração para Livros Infantis, Tessa Nogueira construiu uma trajetória ligada às artes e à criação visual. Antes de se dedicar à literatura infantil, trabalhou com desenho de moda e explorou outras linguagens artísticas, como pintura e cerâmica.

 

A convivência com os filhos também se tornou uma fonte importante de inspiração para suas histórias. “A infância é um universo muito rico. Aqui em casa, meus filhos são muito criativos, gostam de desenhar e inventar histórias. Esse ambiente de imaginação acaba influenciando muito o processo de criação”, afirma.

 

A autora espera que “Nina e o Monstro da Caixa” proporcione não apenas uma leitura prazerosa, mas também momentos de diálogo entre pais e filhos. “Gostaria que as famílias tivessem um momento de conexão durante a leitura. A leitura tem a capacidade de aproximar as pessoas e ajudar as crianças a entenderem melhor os próprios sentimentos”, conclui.

“A gente precisa consumir mais pescado. Comer peixe significa ter uma vida melhor”, diz Edipo Araujo, ministro da Pesca


Edipo Araujo, ministro da Pesca e Aquicultura, foi categórico nesta quinta-feira (16/4), durante participação no programa Bom Dia, Ministro, ao afirmar que é preciso que o Brasil mude seus hábitos alimentares e passe a adotar mais o consumo de pescado. “A gente precisa mudar uma cultura no nosso país de consumir pescado. Comer peixe significa ter uma vida melhor. E o consumo de pescado no Brasil ainda é muito baixo quando comparado ao resto do mundo”, declarou.

Formado em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal Rural da Amazônia, mestre em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais, e doutor em Ecologia Aquática e Pesca pela Universidade Federal do Pará, Edipo Araujo atuou como professor e pesquisador em diversas instituições de ensino e também na gestão de órgãos públicos. Ele apresentou dados que mostram como o consumo de pescados no Brasil ainda é limitado. “A taxa mundial é de 20 quilos por ano, por pessoa. No Brasil, nós estamos em 12 quilos. Esse dado é muito mais preocupante quando a gente traz para um recorte regional”, explica.

 

A gente precisa mudar uma cultura no nosso país de consumir pescado. Comer peixe significa ter uma vida melhor. E o consumo de pescado no Brasil ainda é muito baixo quando comparado ao resto do mundo”

Edipo Araujo, ministro da Pesca e Aquicultura
 

Segundo o ministro, o consumo está praticamente concentrado em lugares que têm a cultura de pescar, como a Região Amazônica, por exemplo, onde a taxa chega a 30, 40 quilos por ano, por pessoa. “Quando a gente vai para comunidades totalmente pesqueiras tradicionais, a gente pode chegar a 120 quilos. Mas um dado preocupante é o consumo nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, por exemplo, onde esses dados podem chegar a cinco quilos por ano. É muito pouco quando a gente está falando de uma proteína nutritiva, de qualidade, que tem menor impacto no meio ambiente”, frisou Edipo Araujo.
 

VENDA DIRETA – O ministro também deixou claro que sua pasta está atenta e trabalha para que a exigência da nota fiscal como o documento oficial de comprovação de origem do pescado proveniente da pesca e da aquicultura não prejudique os pescadores de pequeno porte, que praticam a pesca artesanal, e que vendem diretamente para a população, principalmente nas praias.
 

“Quanto à questão da venda direta, esse é um tema que a gente precisa encarar. Hoje, está posto na lei que precisa passar no sistema de inspeção. Mas nós também sabemos que hoje nós já nos alimentamos de grande parte de pescado, quando nós estamos numa praia, de compra direta com o pescador. Será que esse pescado não tem qualidade? Por que ele precisa parar no sistema de inspeção? A gente precisa encarar esse diálogo”, afirmou Edipo Araujo.
 

“Todo pescado, toda matéria-prima de origem animal, precisa passar por sistemas de inspeção. A abrangência desse sistema de inspeção pode ter um sistema de inspeção federal, estadual ou municipal. Isso já está posto em lei. Nós, recentemente, publicamos a Portaria Interministerial 54, junto com o Ministério da Agricultura e Pecuária, que trouxe uma desburocratização para o setor que não estava conseguindo desembarcar e colocar o seu pescado dentro da indústria pesqueira. A gente sabe que tem um gargalo da venda direta do nosso pescado. E isso não é só na atividade pesqueira, está dentro de toda a agricultura familiar”, prosseguiu o ministro.
 

DOCUMENTO FISCAL – O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) definiram a nota fiscal como o documento oficial de comprovação de origem do pescado proveniente da pesca e da aquicultura. O objetivo é fortalecer a rastreabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva. A medida amplia a transparência nas operações comerciais, melhora os mecanismos de fiscalização e valoriza o pescado brasileiro, trazendo segurança jurídica ao alinhar a comprovação às práticas atuais do setor. Além disso, a norma institui uma autodeclaração para proteger os produtores que solicitaram a atualização de dados no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e aguardam análise administrativa, evitando prejuízos às suas atividades econômicas.


BACIA DO RIO DOCE – Outro ponto destacado pelo ministro foi como o Ministério da Pesca e Aquicultura atua em relação aos impactos aos pescadores na recuperação da Bacia do Rio Doce. Em 5 de novembro de 2015 ocorreu o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana (MG), considerado o maior desastre socioambiental do país no setor de mineração, com o lançamento de cerca de 45 milhões de metros cúbicos de rejeitos no meio ambiente. Os poluentes ultrapassaram a barragem de Santarém, percorrendo 55 km no rio Gualaxo do Norte até o rio do Carmo, e outros 22 km até o rio Doce. A onda de rejeitos, composta principalmente por óxido de ferro e sílica, soterrou o subdistrito de Bento Rodrigues e deixou um rastro de destruição até o litoral do Espírito Santo, percorrendo 663,2 km de cursos d'água.

“A gente precisa falar do Acordo do Rio Doce. A gente não pode deixar essa história morrer do desastre que aconteceu com o rompimento da barragem de Fundão e que prejudicou não só o estado do Espírito Santo, mas boa parte do Estado de Minas Gerais”, ressaltou o ministro.
 

R$ 500 MILHÕES – Edipo Araujo lembrou a importância do Programa de Transferência de Renda (PTR), firmado no âmbito do acordo judicial para reparação integral e definitiva relativa ao rompimento da Barragem de Fundão. O programa busca atender indivíduos que tiveram suas atividades impedidas devido ao desastre, destinando auxílio mensal por até quatro anos, no valor inicial de 1,5 salário-mínimo, nos três primeiros anos e de um salário nos últimos 12 meses. A gestão do PTR Pesca cabe ao Ministério da Pesca e Aquicultura e está sendo articulada juntamente ao Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, responsável pelo PTR Rural.
 

“Dentro da discussão do Acordo do Rio Doce, o anexo 4, que trata do PTR Pesca, contempla 48 municípios, sendo 38 municípios de Minas Gerais e 10 do Espírito Santo. Quando a gente fala do impacto dos pescadores, o Espírito Santo tem o maior número de pescadores impactados, em torno de 20 mil pescadores. O Programa de Transferência de Renda já está na décima parcela. São mais de R$ 500 milhões de investimento dentro desse anexo 4, chegando na mão do pescador do Espírito Santo e de Minas Gerais, entendendo que esses pescadores precisavam ser reparados pelo dano dessa tragédia”, detalhou o ministro.
 

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta-feira o Portal A Crítica, de Manaus (AM); a Rádio Guarany, de Santarém (PA); o Portal A Tarde, de Salvador (BA); o Portal ES 365, de Vitória (ES); o Diário de Pernambuco, de Recife (PE); e o Portal Imperatriz Online, de Imperatriz (MA).

Amizades e finanças: Serasa revela que 6 em cada 10 brasileiros já emprestaram o nome para conhecidos

Emprestar o nome para ajudar alguém na busca por crédito ainda é uma prática comum no Brasil, mesmo abrindo espaço para consequências negativas nas finanças. Segundo pesquisa da Serasa em parceria com o Opinion Box, 6 em cada 10 brasileiros já cederam o CPF para terceiros. Entre esses, 34% acabaram endividados após o não pagamento das obrigações assumidas. 

O levantamento também mostra que 29% das pessoas que já emprestaram o nome se arrependeram da decisão e jamais fariam novamente. Além disso, a prática acontece principalmente com pessoas consideradas de confiança: em 60% dos casos, o empréstimo foi feito para familiares; 31% para amigos; 14% para colegas de trabalho; 11% para parceiros; e 3% para outras pessoas.

 

“Na prática, emprestar o nome significa viabilizar o acesso ao crédito — seja por meio de cartões, empréstimos, financiamentos ou parcelamentos. Mesmo sem utilizar diretamente o recurso, a responsabilidade legal pela dívida é integralmente de quem cede o CPF”, explica Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira. “Isso pode comprometer o orçamento, afetar o histórico de crédito e, em casos mais críticos, levar à inadimplência, com impactos que vão além do aspecto financeiro.”

 

 

Cenário se agrava em meio a alta da inadimplência

 

Esse comportamento ganha ainda mais relevância diante da alta da inadimplência no país. De acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa, de março de 2026, mais de 82,8 milhões de brasileiros estão inadimplentes, com um total de 338 milhões de dívidas. Desse volume, 47% das dívidas estão concentradas em bancos e financeiras – justamente os setores mais associados à concessão de crédito e, consequentemente, às situações em que o empréstimo de nome ocorre com maior frequência.

 

Só no estado do Rio de Janeiro, são mais de 8 milhões de pessoas com o nome negativado, que somam mais de 31 milhões de dívidas. Dentre essas dívidas, 32% se concentram em contas básicas.

 

“Embora não seja possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito, o empréstimo do nome pode ampliar a exposição ao risco em um cenário já pressionado pela inadimplência. Mesmo quando há confiança, imprevistos financeiros são comuns e podem transferir integralmente o impacto para quem assumiu formalmente a dívida”, afirma Aline.

 

Como ajudar sem comprometer o próprio bolso

 

Para evitar prejuízos financeiros e preservar as relações pessoais, a Serasa reuniu algumas orientações:

 

1.Avalie a situação com racionalidade:

Antes de decidir emprestar o nome, entenda quem está pedindo a ajuda, o motivo do pedido e se há um plano real de pagamento. Confiança é importante, mas em casos como esse exige também uma análise financeira e prática.


2. Tenha total clareza sobre a dívida:

Informe-se sobre valores, prazos, juros e possíveis encargos. Ao formalizar o crédito em seu nome, toda a responsabilidade passa a ser sua, em caso de inadimplência.


3. Entenda o contexto do pedido:

Se o crédito foi negado para a outra pessoa, é importante compreender os motivos. Isso pode indicar um risco maior de não pagamento.


4. Considere os impactos no seu futuro financeiro:

Dívidas ativas podem limitar o acesso a crédito e comprometer planos pessoais, como financiamentos ou novos empréstimos.


5. Saiba dizer "não"

Preservar sua saúde financeira pode evitar conflitos, estresses e desgastes ainda maiores na relação com familiares, amigos e colegas. Sempre que possível, ofereça ajuda de outras formas, como orientação ou apoio na negociação de dívidas.

 

“Existem maneiras de apoiar alguém sem comprometer o próprio orçamento. Proteger a própria saúde financeira também é uma forma de cuidar das relações, evitando que um gesto de ajuda se transforme em um problema duradouro”, conclui a especialista.

 

Metodologia

 

Pesquisa realizada pelo Instituto Opinion Box, com coleta entre 08 e 16 de outubro de 2025, ouvindo 1.003 entrevistados. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

Eneva está com vagas abertas no Programa de Estágio em seis cidades


A Eneva, maior operadora privada de gás natural do Brasil, está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2026, com 40 oportunidades para nível técnico e superior, em seis cidades onde a companhia opera. As inscrições podem ser realizadas pelo site oficial da companhia. Os prazos de inscrição variam conforme as vagas: para o nível técnico, as inscrições vão até 08/05; e para o nível superior, até 15/05.

 A cidade de Boa Vista, em Roraima, concentra o maior número de oportunidades para nível técnico, com 13 vagas, seguido por Silves, no Amazonas (8) e Linhares, no Espírito Santo (5). Para nível superior, o Rio de Janeiro lidera com 10 vagas, seguido de São Paulo, com 3 oportunidades e Itaqui, no Maranhão, com uma vaga.

 

Para o nível Superior, podem se candidatar estudantes dos cursos de Administração, Direito, Engenharias, Economia, Relações Internacionais, Comércio Exterior, Matemática e Ciências Contábeis. Já para o nível Técnico, as oportunidades contemplam formações em Eletromecânica, Eletrotécnica, Eletroeletrônica, Mecatrônica, Automação, Mecânica, Instrumentação, Automação Industrial, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente.
 

O programa tem duração de até 12 meses e oferece uma jornada estruturada de desenvolvimento profissional, além de bolsa-auxílio compatível com o mercado e benefícios como vale-refeição, vale-transporte, plano de saúde, entre outros.

O processo seletivo inclui as etapas de inscrição, aplicação de testes, dinâmica de grupo, entrevistas individuais e admissão.
 

Benefícios oferecidos pela Eneva:

  • Bolsa-auxílio compatível com o mercado
  • Vale-refeição e/ou alimentação
  • Vale-transporte
  • Plano de saúde e odontológico
  • Acesso à plataforma Wellhub (antigo Gympass)
  • Participação no Programa de Qualidade de Vida
  • Cartão-presente de Natal

A Eneva reforça seu compromisso com a diversidade e inclusão, destinando vagas também para pessoas com deficiência (PCDs). A companhia alerta que não solicita qualquer tipo de pagamento durante o processo seletivo e que todos os contatos são realizados exclusivamente por e-mails corporativos.

Soluções naturais ajudam pomares a manter produtividade mesmo em situações de estresse


A produção de frutas enfrenta desafios cada vez maiores diante das variações do clima e das condições ambientais. As culturas, como citros, uva, maçã e manga, são sensíveis à escassez de água, calor excessivo e salinidade do solo, fatores ambientais conhecidos como estresses abióticos. Esses eventos comprometem o desenvolvimento das plantas e reduzem tanto a qualidade quanto o volume da produção, levando produtores a buscar alternativas para proteger o potencial produtivo dos pomares, como os bioestimulantes.

Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e no Paraguai, destaca, entre os bioestimulantes, os extratos da alga Ascophyllum nodosum. Encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, ao longo das costas do Canadá, Irlanda e Noruega, essa alga se desenvolve em um ambiente naturalmente desafiador. 

Ela é constantemente exposta às variações de maré, elevada salinidade e oscilações intensas de temperatura, que podem variar de -22°C a 40°C. “Ao longo do tempo, essas condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. São justamente essas características que, quando transferidas por meio de seus extratos, contribuem para aumentar a tolerância das plantas cultivadas a diferentes tipos de estresse”, afirma.

Estudos e aplicações no campo mostram que esses compostos fortalecem processos internos das plantas, o que aumenta sua capacidade de resposta ao ambiente. Em situações de estresse, como períodos de seca ou temperaturas elevadas, as plantas tratadas tendem a manter um desenvolvimento mais estável, com importante redução dos impactos negativos na produção.Dessa forma, compreender a resposta das plantas às condições do ambiente é fator-chave para alcançar bons resultados no campo. Bruno Carloto explica que “quando conseguimos ajudar a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente em produtividade e qualidade dos frutos”, explica.

No dia a dia do campo, o efeito da adoção dessas estratégias pode ser observado em plantas que conseguem atravessar períodos difíceis sem comprometer a formação e o enchimento dos frutos. Em culturas frutíferas, para as quais a qualidade final é tão importante quanto o volume produzido, esse equilíbrio faz diferença tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Rio de Janeiro recebe mais de 250 mil doses da vacina contra a covid-19


Nesta semana, o Ministério da Saúde enviou mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, garantindo estoque suficiente para atender às demandas regionais. O Rio de Janeiro recebeu 254.004 doses do imunizante. Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões. Os estoques estão garantidos em todo o país.  

As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis. “As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.  

O Ministério da Saúde mantém quantitativo suficiente em estoque para atender todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses.  

O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. Estados podem formalizar solicitações adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais. Quando acionado, o Ministério realiza o envio de mais doses.  

Abastecimento contínuo em todo o país  

Entre janeiro e março de 2026, o Ministério da Saúde enviou 4,1 milhões de doses aos estados, com 2 milhões já aplicadas. Na oportunidade, o estado do Rio de Janeiro foi contemplado com 394.026 doses.  

Com a nova remessa enviada esta semana, a Pasta dá continuidade ao envio regular e se soma aos estoques regionais para crianças e adultos, reforçando a estratégia de ampliação da cobertura vacinal.  A distribuição é feita pelo Ministério da Saúde diretamente às secretarias estaduais de saúde (SES), responsáveis pela logística de recebimento e distribuição das doses aos municípios.  

Quem deve se vacinar?   

O esquema de vacinação contra a covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis:  

Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas; 

Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;  

Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;  

Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);  

População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.  

A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.  A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.

Cenário epidemiológico  

A covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente em grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito. Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por covid-19 (1.456 casos), com 188 óbitos de SRAG por covid-19. 

Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.  

Ministério da Saúde