sexta-feira, 8 de maio de 2026

Marco Figueiredo defende retomada do programa “Vias Verdes” para impulsionar turismo ecológico


Liderança estadual conecta legado legislativo à necessidade de novas parcerias com o governo para fortalecer o turismo sustentável

Em 2009, Marco Figueiredo apresentou e conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa a Lei nº 5481, que instituiu o programa “Vias Verdes” no Estado do Rio de Janeiro. A iniciativa previa a criação de rotas ecológicas e turísticas, integrando áreas naturais com infraestrutura adequada para visitantes e comunidades locais. O objetivo era estimular o turismo sustentável, gerar emprego e renda, e ao mesmo tempo preservar o patrimônio ambiental.

Passados 17 anos, a pauta ganha nova relevância. Dados recentes da Secretaria Estadual de Turismo mostram que a Região dos Lagos recebeu mais de 3 milhões de visitantes em 2025, mas ainda carece de infraestrutura ecológica adequada para atender à demanda crescente. Para Marco Figueiredo, a retomada do programa “Vias Verdes” é estratégica para transformar o potencial turístico em desenvolvimento sustentável.

“Quando criamos essa lei, nosso objetivo era abrir caminhos para que o turismo fosse aliado da preservação ambiental. Hoje, precisamos retomar essa agenda em parceria com o novo governador, garantindo que a Região dos Lagos receba investimentos em rotas ecológicas, sinalização e infraestrutura. Turismo sustentável é futuro, é renda e é qualidade de vida”, afirmou Figueiredo.

Com cinco mandatos consecutivos na ALERJ, Marco Figueiredo consolidou sua imagem como liderança estadual capaz de transformar ideias em políticas públicas. Sua atuação atual busca garantir que o novo governo estadual assuma compromissos claros com o turismo ecológico, colocando a Região dos Lagos como referência nacional em sustentabilidade e inovação.

O que se sabe e o que falta saber sobre o recolhimento de produtos da Ypê por determinação da Anvisa


Ao determinar a suspensão da fabricação, venda, distribuição e uso de dezenas de produtos da marca Ypê, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou as principais causas identificadas após inspeção na planta em Amparo (SP), mas não divulgou detalhes sobre quais seriam os riscos envolvidos.

A agência apontou falhas nos sistemas de garantia de qualidade e risco à segurança sanitária, com possibilidade de contaminação microbiológica, para determinar o recolhimento de lava louças, lava roupas e desifetantes de lotes com final 1 - entenda abaixo como identificar se o produto pertence ao lote proibido.

Em nota, a Ypê manifestou "indignação com a decisão" da Anvisa, classificou a medida como "arbitrária e desproporcional" e informou que vai recorrer. A empresa alega ter laudos de análises independentes que comprovam que os produtos são "totalmente seguros e adequados para consumo".

O que se sabe até agora ✅

Decisão da Anvisa

A Anvisa determinou o recolhimento de produtos da Ypê após identificar risco de contaminação microbiológica. A medida inclui ainda a suspensão da fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos.

Produtos afetados

A medida atinge detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes fabricados pela empresa Química Amparo, em Amparo (SP).

Quais lotes devem ser recolhidos

Apenas produtos com lotes cuja numeração termina em 1 estão incluídos na determinação.

Motivo da decisão

A Anvisa apontou falhas em etapas críticas do processo produtivo, incluindo problemas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle, o que compromete as boas práticas de fabricação.

Fiscalização na fábrica

A inspeção na unidade da empresa durou quatro dias e resultou na emissão de um auto de infração.

Prazo para a empresa recorrer

A Ypê tem 10 dias para apresentar recurso contra a decisão.

Posição da empresa

A fabricante nega riscos aos consumidores, afirma que os produtos são seguros e classifica a decisão como “arbitrária”, além de dizer que confia na reversão da medida.

Orientação aos consumidores

A recomendação é interromper o uso dos produtos afetados e procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre o recolhimento.

Problemas relatados no atendimento

Consumidores têm relatado dificuldades para acionar o SAC da empresa, com ligações que não completam ou são interrompidas.

O que ainda falta saber❓

Quais irregularidades específicas foram encontradas

As falhas identificadas durante a fiscalização não foram detalhadas pelas autoridades que acompanharam a inspeção.

A extensão do risco aos consumidores

Embora a Anvisa aponte risco de contaminação microbiológica, não há detalhamento sobre o impacto concreto para a saúde em cada caso.

Como será feito o ressarcimento ou troca dos produtos

Apesar da orientação para procurar o SAC, consumidores relatam dificuldades no atendimento, e não há uma resposta clara e ampla sobre o procedimento.

Se haverá novas medidas ou sanções

O caso ainda pode evoluir após análise do recurso da empresa e o andamento das apurações sanitárias.

Como identificar lotes proibidos?

A determinação da Anvisa abrange lava louças, lava roupas e detergentes da marca que pertencem a lotes cuja numeração termina com o número 1.

É possível encontrar a informação gravada na embalagem, debaixo do rótulo — como no caso de detergentes —, na base ou próximo à tampa. Geralmente, o número do lote vem acompanhado das datas de fabricação e de validade, e é indicado com a escrita "Lote:" ou "L:" antes.

Se o último numeral do código for o 1, o produto pertence ao lote com risco de contaminação e deve ser recolhido, conforme orientação da Anvisa.

A recomendação é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para obter informações sobre o procedimento de recolhimento.

Fonte: Portal G1

'PAGUE OU VAZE': Hackers atacam grande fornecedor de serviços para o ensino superior


O setor de ensino superior recebeu mais um lembrete no fim de semana de que continua sendo um alvo principal para os cibercriminosos. Hackers que roubaram dados da Ticketmaster, do Google e de diversas universidades renomadas começaram o mês de maio invadindo a Instructure; a empresa de tecnologia educacional é proprietária do Canvas, o sistema de gestão de aprendizagem mais popular do país, usado por 41% das instituições de ensino superior da América do Norte para ministrar cursos.
'PAGUE OU VAZE'

O grupo criminoso de extorsão ShinyHunters — que também foi associado a recentes violações de dados na Universidade da Pensilvânia e nas Universidades de Princeton e Harvard — afirmou que seu ataque à Instructure afetou quase 9.000 escolas em todo o mundo (incluindo uma mistura de instituições de ensino fundamental, médio e superior) e comprometeu as informações de identificação pessoal de 275 milhões de pessoas, incluindo alunos, professores e funcionários.

Embora a Instructure afirme ter contido o ataque, especialistas dizem que isso demonstra o valor agregado que os cibercriminosos enxergam em atacar fornecedores terceirizados em vez de instituições individuais. “Essa violação segue um padrão claro que temos observado nos últimos 18 meses”, disse Doug Thompson, arquiteto-chefe de educação e diretor de engenharia de soluções da Tanium, uma empresa de gestão de cibersegurança. “Em vez de visar campi individuais, os invasores estão subindo na cadeia de suprimentos de dados até as plataformas que sustentam milhares de instituições simultaneamente.”

Esta não é a primeira vez que o grupo ShinyHunters ataca fornecedores de tecnologia educacional. No outono passado, hackers ligados ao grupo invadiram o Salesforce e reivindicaram o roubo de cerca de um bilhão de registros de clientes em dezenas de empresas — incluindo a Instructure, que possui 8.000 instituições parceiras. Em março, o ShinyHunters se infiltrou no Infinite Campus , um sistema de informações estudantis amplamente utilizado para alunos do ensino fundamental e médio. E em abril, reivindicou a autoria do acesso a dados internos da editora McGraw Hill .

“É a matemática de um ladrão de banco que acabou de descobrir onde o carro-forte para. Por que assaltar cem agências se o carro-forte visita todas elas? O verdadeiro risco agora está nas etapas seguintes”, disse Thompson. “Com acesso a nomes reais, endereços de e-mail e até mensagens entre professores e alunos, a próxima onda de phishing não será genérica. Ela fará referência a cursos e conversas reais, o que aumenta muito a probabilidade de sucesso.”

Não está claro exatamente como o grupo ShinyHunters invadiu a Instructure, mas no final da semana passada, usuários do Canvas começaram a relatar interrupções em suas chaves de autenticação. E logo depois, a Instructure recebeu uma mensagem do ShinyHunters: “PAGUEM OU VAZEM”.

Caso a Instructure não pagasse o resgate, poderia haver um vazamento de “vários bilhões de mensagens privadas entre alunos, professores e outros alunos envolvidos, contendo conversas pessoais e outras [informações de identificação pessoal]”, escreveram os ShinyHunters em uma carta de resgate publicada em 3 de maio pelo site Ransomware.live , que rastreia e monitora as vítimas de grupos de ransomware e suas atividades. Os hackers disseram à Instructure para “entrar em contato até 6 de maio de 2026 antes que vazemos as informações, juntamente com vários problemas [digitais] irritantes que surgirão”, alertando a empresa para “tomar a decisão certa” para evitar se tornar “a próxima manchete”.

Embora a Instructure não tenha respondido aos pedidos de comentários do Inside Higher Ed sobre o resgate e outras questões específicas sobre o ataque, a empresa indicou um registro de atualizações de status elaborado por Steve Proud, diretor de segurança da informação da Instructure. Na sexta-feira, Proud confirmou que a violação foi "perpetrada por um agente criminoso" e afirmou que a empresa estava "investigando ativamente o incidente com a ajuda de especialistas forenses externos".

No dia seguinte, Proud escreveu que a Instructure acreditava ter contido o ataque e que havia tomado medidas para revogar credenciais privilegiadas e tokens de acesso associados aos sistemas afetados, implementado patches para aprimorar a segurança do sistema, rotacionado certas chaves — “embora não haja evidências de que tenham sido usadas indevidamente” — e implementado um monitoramento mais rigoroso em todas as plataformas.

Conic-Semesp 2026 abre inscrições para alunos de graduação de todo o país


Abertas as inscrições para o 26º Conic-Semesp - Congresso Nacional de Iniciação Científica até o dia 31 de agosto. Neste ano, o Conic-Semesp, maior congresso de iniciação científica do país, traz o mote “Pesquisa Muda o Mundo”, e será realizado de 10 a 13 de novembro, mais uma vez de maneira 100% remota, em salas virtuais via plataforma do congresso. O formato busca ampliar a participação de estudantes de graduação de instituições públicas e privadas de todo o país, permitindo que apresentem seus trabalhos e pesquisas em diferentes áreas do conhecimento. Esta edição conta com o apoio da Fundação Hermínio Ometto (FHO). 

Realizado desde 2001 pelo Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil, o Conic tem como objetivo identificar talentos e estimular a criatividade e a geração de conhecimentos por meio da produção de conteúdo científico, bem como reconhecer e premiar os projetos desenvolvidos por estudantes do ensino superior com potencial de aplicação prática. O congresso também incentiva a pesquisa, a arte, a cultura e o desenvolvimento intelectual contínuo dos alunos-pesquisadores e seus professores-orientadores.
 

Para os professores-pesquisadores e para as próprias Instituições de Ensino Superior (IES), o Conic representa um estímulo ao engajamento dos estudantes de graduação no processo de investigação científica, contribuindo para a formação de profissionais cada vez mais qualificados para o mercado de trabalho. Além disso, a produção científica acrescenta às IES relevante valor social e institucional.
 

“Estudantes que participam de pesquisas de iniciação científica demonstram engajamento com o aprendizado e comprometimento com os projetos institucionais. Além disso, os trabalhos desenvolvidos apresentam soluções com potencial de impacto social, abrangendo em diferentes áreas. Por meio da iniciação científica, os alunos transformam ideias em pesquisa e em iniciativas que, no futuro, podem se tornar serviços, produtos ou referências para a compreensão das transformações sociais”, destaca Lúcia Teixeira, presidente do Semesp.
 

Ao longo dos últimos 25 anos, o Conic-Semesp reuniu 55.861 alunos participantes, com 34.589 trabalhos apresentados e a atuação de 20.643 professores-orientadores.
 

Como participar

Podem inscrever trabalhos no Conic-Semesp estudantes brasileiros com matrícula vigente em 2026 em cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas do Brasil, além de ex-alunos de graduação que tenham concluído o curso no primeiro semestre de 2026. Como orientadores dos trabalhos, podem participar professores-pesquisadores brasileiros com titulação mínima de especialização (em andamento ou concluído).

 

As áreas habilitadas para receber os trabalhos de iniciação científica, nas categorias Concluído e em Andamento, são: Ciências Biológicas e Saúde; Ciências Exatas, da Terra e Agrárias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Consulte o Regulamento em Link.

 

Premiação

Trabalhos inscritos na categoria Concluído: Será concedida premiação ao 1º lugar de cada uma das três áreas do conhecimento, no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais). Haverá premiação ao 2º lugar de cada uma das três áreas do conhecimento, no valor de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais). Também haverá premiação ao 3º lugar de cada uma das três áreas do conhecimento, no valor de R$ 1.000,00 (mil reais).

 

Trabalhos inscritos na categoria Em Andamento: Será concedida premiação ao 1º lugar de cada uma das três áreas do conhecimento, no valor de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais). Haverá premiação ao 2º lugar de cada uma das três áreas do conhecimento, no valor de R$ 1.000,00 (mil reais). Também haverá premiação ao 3º lugar de cada uma das três áreas do conhecimento, no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais)

 

Prêmio de Incentivo à Sustentabilidade Ambiental: Será concedido um Prêmio de Incentivo à Sustentabilidade Ambiental, no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), destinado ao melhor trabalho da categoria Concluído que esteja diretamente relacionado à preservação ambiental. Apenas projetos que já tenham sido concluídos serão elegíveis para concorrer a este prêmio.

 

Todos os prêmios serão entregues exclusivamente ao autor, com base nas informações fornecidas no formulário de inscrição.

 

Isenção da taxa de inscrição

Para solicitar a isenção total da taxa de inscrição do congresso, todos os autores cadastrados deverão comprovar a participação no ProUni, FIES e/ou beneficiário da Lei de Cotas, por meio de documentação comprobatória específica. Se a opção de isenção por Aluno ProUni for marcada na hora da inscrição, o trabalho ficará pendente até todos os documentos serem enviados. Para mais informações, consulte atentamente os itens 5.6 e 5.7 do Regulamento em Link.

 

Valores da taxa de inscrição

01/05 a 31/05 - R$ 85,00;

01/06 a 30/06 - R$ 90,00;

31/07 - R$ 105,00;

01/08 a 31/08 - R$ 130,00.

 

OBS: Alunos matriculados em Instituições de Ensino Superior associadas ou assinantes institucionais do Semesp terão 30% de desconto no valor da inscrição vigente no período em que a inscrição for concluída. A taxa de inscrição será cobrada apenas uma vez para cada trabalho inscrito, independentemente do número de autores, professores-orientadores ou colaboradores. Consulte o Regulamento.

 

26º Conic-Semesp - Congresso Nacional de Iniciação Científica

Data de realização: de 10 a 13 de novembro de 2026

Local: 100% online, na plataforma do Conic-Semesp

Premiação: 13 de novembro, às 17h15, 100% online

Local: A cerimônia de Premiação e Encerramento será transmitida online pela própria plataforma do congresso e pelo canal do YouTube do Semesp (@VideosSemesp).

Período de inscrições dos trabalhos: de 1 de maio a 31 de agosto de 2026 - apenas no site Link.

Resultado da pré-seleção e notificação de aceitação do trabalho: a partir de 8 de outubro, na plataforma do congresso.

Gradeamento das apresentações em sala virtual: a partir de 19 de outubro, com divulgação no site Link.

Governo do Brasil lança edital de R$ 50 milhões para fortalecer agricultores familiares

 O Governo do Brasil abriu a chamada de projetos Cerrado +Cooperativo, voltada ao fortalecimento de cooperativas e associações da agricultura familiar que atuam no bioma Cerrado. A iniciativa é fruto da parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).


O edital tem como objetivo ampliar a produção de alimentos saudáveis, geração de renda e adoção de práticas sustentáveis por meio do apoio a empreendimentos coletivos da agricultura familiar, com o valor de R$ 50 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Socioambiental do BNDES. As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de julho de 2026 e os detalhes da chamada pública estão disponíveis no site do BNDES.

 

QUEM PODE PARTICIPAR — Podem participar da chamada instituições sem fins lucrativos, incluindo cooperativas e associações da agricultura familiar, com atuação exclusiva no bioma Cerrado. Cada proposta deve ter valor mínimo de R$ 5 milhões e, obrigatoriamente, contemplar ações de beneficiamento e comercialização da produção de alimentos.
 

A chamada prioriza a inclusão produtiva de mulheres, jovens, extrativistas e povos e comunidades tradicionais, além de ações que contribuam para a adaptação da agricultura familiar às mudanças climáticas e para a conservação do Cerrado.
 

EIXOS — Entre os eixos apoiados estão práticas agroecológicas, manejo sustentável do solo e da água, fortalecimento da gestão dos empreendimentos coletivos, implantação ou ampliação de agroindústrias, acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e canais privados de comercialização.

Denervação renal como alternativa de tratamento para pacientes com hipertensão resistente


A hipertensão arterial, condição crônica que afeta cerca de 30% da população adulta no Brasil, sendo mais frequente em mulheres do que em homens, representa um dos maiores desafios para a saúde pública. Representa a primeira causa prevenível de morte cardiovascular e entre as mulheres é responsável por 1 em cada 3 óbitos anualmente.

Conhecida como uma "assassina silenciosa", a hipertensão evolui sem sintomas aparentes na maioria dos casos, mas suas consequências são devastadoras, incluindo o aumento do risco de infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e doença renal com necessidade de diálise.

Para um grupo de pacientes cuja pressão não é controlada mesmo com o uso de múltiplos medicamentos, a chamada hipertensão resistente, a denervação renal surge como uma alternativa terapêutica inovadora e minimamente invasiva.

“A hipertensão arterial é perigosa não por causar dor imediata, mas porque geralmente age lentamente, podendo passar despercebida e levar a eventos graves e até fatais”, explica o Dr. Rodolfo Staico, cardiologista intervencionista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, com ampla experiência no procedimento de Denervação Renal.

Sintomas, diagnóstico e os limites do tratamento convencional

Na maioria dos casos, os sintomas só aparecem quando a pressão atinge níveis muito elevados, manifestando-se como dor de cabeça, fadiga, tontura ou visão embaçada. O tratamento tradicional combina mudanças no estilo de vida, como dieta balanceada e atividade física, com o uso de medicament

Entretanto, parte dos pacientes não responde adequadamente a essa abordagem. Para esse grupo, em que os hábitos de vida saudáveis e o uso de múltiplas medicações não é suficiente para controlar os níveis de pressão arterial, condição conhecida como hipertensão resistente, a denervação renal representa uma alternativa terapêutica complementar ao tratamento tradicional.

“A hipertensão resistente é uma condição na qual a pressão continua elevada mesmo com o uso de pelo menos três medicamentos em doses adequadas. Nesses casos, é fundamental investigar a adesão ao tratamento, a adoção aos hábitos de vida saudáveis e as possíveis causas secundárias”, detalha o Dr. Staico.

Denervação renal: uma nova fronteira no tratamento

Para pacientes com hipertensão resistente, a denervação renal se apresenta como uma solução. O procedimento é minimamente invasivo e atua sobre os nervos simpáticos localizados ao redor das artérias renais, que desempenham um papel central na elevação anormal da pressão arterial nestes pacientes.

“A técnica é semelhante a um cateterismo. Através de uma punção, um cateter dedicado é introduzido pela virilha e guiado até as artérias renais, onde é aplicada energia por radiofrequência que interrompe a hiperatividade dos nervos simpáticos. O efeito não é imediato, mas progressivo e sustentado, com uma melhora significativa na pressão entre um e seis meses após o procedimento”, afirma o Dr. Rodolfo Staico. A terapia deve ser indicada em casos selecionados e avaliados apropriadamente pelo médico.

Instituto Dante Pazzanese como Centro de Referência

No Brasil, o acesso à denervação renal ainda é restrito a poucos centros. O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, se destaca como uma das principais referências na área, com equipes multidisciplinares e a infraestrutura necessária para realizar o procedimento com segurança.

“O Dante Pazzanese possui expertise para uma avaliação criteriosa e um protocolo que determina a indicação apropriada do procedimento. A denervação renal, quando aplicada em casos bem selecionados e executada com técnica adequada, traz benefícios incontestáveis”, finaliza o Dr. Staico. A consolidação dessa terapia no país representa um passo fundamental para oferecer uma nova esperança a pacientes que convivem com hipertensão arterial não controlada oferecendo melhor qualidade de vida e reduzindo o risco de sofrer eventos cardiovasculares e renais graves.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Mães solo sustentam crescimento do consumo no Brasil e desafiam marcas a provar valor


No Brasil de hoje, celebrar o Dia das Mães também é reconhecer a diversidade das configurações familiares — e o protagonismo crescente das mães que lideram seus lares. Dados do estudo trimestral Consumer Insights, da Worldpanel by Numerator, mostram que os lares monoparentais já representam 35% do total no país — um avanço de 7,7 pontos percentuais nos últimos quatro anos. Esse movimento dialoga com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam um crescimento de 20 pontos percentuais na participação de mulheres como chefes de família, passando de 30% em 2000 para 50% em 2022.

Mais do que uma mudança demográfica, essa transformação vem impactando a lógica de consumo. Em meio a um cenário de maior pressão sobre o poder de compra e busca por controle financeiro, essas mães assumem decisões cada vez mais estratégicas no dia a dia e influenciam diretamente o desempenho de categorias e marcas.

Mães solo: protagonistas do crescimento em consumo

Os lares monoparentais, em sua maioria compostos por mães mais jovens e com forte presença no Norte, Nordeste e Grande São Paulo, consolidam-se como um dos principais motores de crescimento no consumo de bens de consumo massivo — especialmente em um contexto em que a média dos lares apresenta avanço mais moderado e maior racionalização dos gastos.


Da variação de valor (3,2 p.p.) e volume comprado (1,8 p.p.) no total da cesta de bens de consumo massivo (alimentos, bebidas, itens de higiene e beleza e artigos de limpeza do lar) entre 2024 e 2025, esses lares monoparentais contribuíram com 1,6 e 0,4 p.p., respectivamente. Enquanto isso, os lares de casais com filhos reduziram sua contribuição em volume total dentro da cesta, refletindo maior racionalização das despesas. Isso é ainda mais acentuado entre os lares com filhos em idade pré-escolar ou adolescente, que registram contribuição negativa de 1,6 p.p. em volume e 1 p.p. em valor.


Esse desempenho reforça que, mesmo em um cenário de consumo mais contido, os lares monoparentais seguem expandindo sua relevância e sustentando o dinamismo da cesta de FMCG, evidenciando uma conexão mais intensa com essas categorias.

Mais escolha, mais pressão: o novo desafio das marcas

Outros destaques dos lares monoparentais, na comparação com os demais arranjos familiares, são a maior frequência de compra e uma relação relevante com marcas — especialmente nas categorias de Mercearia Doce e Salgada e Higiene & Beleza, que combinam cuidado pessoal e praticidade para a rotina.


Ao mesmo tempo, esses lares refletem uma dinâmica cada vez mais presente no consumo brasileiro: mesmo mantendo vínculos com marcas, ampliam o leque de escolhas dentro da cesta, pressionados pela necessidade de equilibrar orçamento e necessidades do dia a dia.


Além disso, esses lares se destacam por equilibrar o consumo entre itens premium e economy, ao contrário de lares com filhos, mais orientados ao economy, e dos independentes, que têm maior peso no tier premium. Esse comportamento reforça o papel dos monoparentais como importantes impulsionadores do desempenho de marcas premium no país.


Nesse contexto, marcas que desejam se manter relevantes precisam ir além da presença — é fundamental construir valor percebido de forma consistente e estabelecer uma conexão genuína com essas mães, que ganham importância e representatividade no mercado.


“Os lares monoparentais liderados por mulheres revelam uma consumidora cada vez mais estratégica, que equilibra orçamento, praticidade e cuidado no dia a dia. Essas mães não apenas sustentam seus lares — elas definem prioridades de consumo, influenciam categorias e desafiam as marcas a se conectarem com mais empatia, relevância e entendimento da sua realidade”, conclui Pedro Guelfi, Diretor de Contas da Worldpanel by Numerator.

 

Metodologia


O Consumer Insights, da Worldpanel by Numerator, é um estudo trimestral que reúne dados dos três principais painéis da empresa. O Painel de Consumo In Home representa os hábitos de compra de 60 milhões de lares no Brasil, analisando o comportamento de consumo dentro do lar. O Painel de Uso aprofunda como os produtos adquiridos são, de fato, utilizados pelas pessoas dentro desses lares — com base em mais de 53 bilhões de ocasiões de uso em Alimentos e Bebidas. Já o Painel Out of Home acompanha o consumo fora de casa, com amostra que representa 158 milhões de indivíduos. Todos os painéis possuem cobertura nacional, oferecendo uma visão completa dos hábitos de consumo dos brasileiros.