Com a chegada da Páscoa, o chocolate torna-se um desejo quase universal. Mas o que faz dele um alimento tão irresistível? A resposta vai além do sabor e envolve uma complexa reação no cérebro, que mistura ciência, emoção e até história.
Enquanto o Brasil produz mais de 800 mil toneladas anuais
para atender à demanda, surgem dúvidas recorrentes: o alimento é um vilão para
a saúde ou um aliado do bem-estar?
Para desvendar mitos e verdades, a nutricionista Flavia
Arruda, da Santa Casa de São Roque, gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e
Pesquisas “Dr. João Amorim”, em parceria com a prefeitura do município, explica
como é possível aproveitar a data sem culpa. "O segredo está menos na
proibição e mais no entendimento. Quando conhecemos como ele age no corpo, fica
mais fácil consumir de forma equilibrada", adianta.
Confira, a seguir, algumas curiosidades científicas e
históricas sobre o item mais desejado da Páscoa:
Chocolate e o cérebro: uma conexão que vai além do sabor
A sensação de felicidade ao comer chocolate não é apenas
psicológica. Ele ativa áreas cerebrais ligadas ao prazer e à recompensa,
estimulando a liberação de neurotransmissores, como serotonina, endorfina e
dopamina. “Ele pode trazer uma sensação de conforto, mas não deve ser visto
como a solução para questões emocionais complexas”, pontua a especialista.
Nem todos são iguais
A escolha faz toda a diferença. Opções com maior teor de
cacau concentram mais compostos bioativos e menos açúcar. Já as versões ao
leite e branco costumam ter maior quantidade de gordura e açúcares adicionados.
Fonte de antioxidantes
O cacau é rico em
flavonoides, substâncias que ajudam a combater os
radicais livres no organismo. Esses compostos estão
associados à proteção
cardiovascular e à melhora da circulação sanguínea. “A
quantidade da fruta impacta diretamente nos benefícios.
Quanto mais amargo, maior a presença de
antioxidantes”, afirma a nutricionista.
4. O consumo excessivo traz consequências
Em curto prazo, o alto teor de gordura e açúcar pode causar
enjoos, diarreia e dor abdominal. A longo prazo, o excesso está associado ao
ganho de peso, aumento da glicemia, alterações no colesterol e até crises de
enxaqueca.
5. Equilibrar é possível
Pequenas porções na rotina podem ser mais saudáveis do que
alternar entre restrição severa e exagero, um padrão comum na Páscoa. “Quando
consumido com moderação, o doce pode, sim, fazer parte de uma alimentação
equilibrada”, explica a nutricionista.
6. O chocolate nem sempre foi doce
Antes de se popularizar como sobremesa, o cacau era
consumido por civilizações antigas como uma bebida amarga e ritualística. Foi
somente com a adição de açúcar, séculos depois, que o produto ganhou o perfil
que tem hoje.
7. Chocolate branco não é, tecnicamente, chocolate
Apesar de ser classificado como chocolate pela Anvisa, por
conter manteiga de cacau, a versão branca não possui a massa da fruta, que é
onde se concentram os compostos benéficos. “Por ter uma base de gordura, pode
apresentar maior valor calórico. A melhor forma de entender o que você está
consumindo é sempre analisar a lista de ingredientes no rótulo”.
8. Já foi usado como moeda e símbolo de status
O cacau já foi tão valioso que serviu como moeda para
civilizações pré-colombianas. Com o tempo, manteve seu lugar como símbolo de
prestígio, recompensa e afeto. Isso ajuda a explicar por que, especialmente na
Páscoa, o ato de comer ou presentear com chocolate está muito mais ligado à
emoção e à memória afetiva do que ao consumo.
No fim das contas, o chocolate não precisa ser visto como
vilão. Para a especialista, o mais importante são as escolhas conscientes: “Com
moderação, é possível aproveitar a data sem prejuízos e até com benefícios para
o bem-estar”, conclui.
Sobre o CEJAM
O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é
uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição
atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas
de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas,
Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins,
Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos
Campos.
A organização faz parte do Instituto Brasileiro das
Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento
transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e
assistência à saúde.
O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio
ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.
Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026:
respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente,
transformando o futuro!
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