segunda-feira, 20 de abril de 2026

Antes e depois do nascimento: como preparar, guardar e conservar as roupas do bebê sem riscos à saúde


Um dos momentos mais especiais da gestação é a preparação do enxoval do bebê. Essa fase, repleta de expectativas por parte dos pais, exige organização e cuidados especiais para a chegada do pequeno, e algumas medidas que ajudam a preservar a saúde da criança após o nascimento. Pensando nisso, Marinês Cassiano, especialista têxtil da 5àsec, dá dicas sobre como preparar e armazenar corretamente este tipo de peça antes e depois do nascimento do bebê.

Cuidados necessários antes do nascimento

Após a compra das peças que estarão em contato com a pele do bebê, como as roupinhas, meias, toalhas, cobertores e paninhos de boca, é fundamental realizar a higienização correta dos itens. Como o recém-nascido possui a pele e o sistema respiratório muito sensíveis, é importante evitar produtos químicos com cheiro forte, como água sanitária ou amaciante, para não causar alergias. Além da higienização, outra orientação importante é cortar as etiquetas, que podem causar coceira ou desconforto nas crianças, devido ao tamanho e ao material. No caso de brinquedos e bichinhos de pelúcia, os mesmos cuidados também são necessários para evitar ácaros e fungos, que são prejudiciais à saúde.

Depois do nascimento

Após a chegada do bebê, as roupas devem ser lavadas separadamente das peças dos adultos, semanalmente ou sempre que necessário. Além disso, os produtos utilizados devem ser suaves, próprios para o público infantil. No caso de manchas difíceis de tirar, a orientação é enviar os itens para uma lavanderia especializada, que é treinada para a remoção de diversos tipos de sujidades. Itens como kit berço, colchão e até o sofá podem ser higienizados quinzenalmente por empresas especializadas. A rede francesa, por exemplo, conta com um serviço chamado 5àsec em Casa, que conta com equipamento profissional que realiza o processo de limpeza e higienização de estofados e colchões fazendo o uso de água ozonizada, que tem ação sanitizante potencializada pela aplicação da tecnologia Nano UV, promovendo uma proteção bactericida e germicida.

Além disso, as roupas adquiridas no enxoval ou presenteadas por amigos e familiares no chá de bebê são, muitas vezes, maiores que o tamanho atual da criança e podem ser utilizadas futuramente. Por isso, não é necessário higienizar todos de uma só vez. O ideal é armazenar as peças corretamente, separadas daquelas que estão em uso, em sacos de TNT e em ambientes secos e arejados, que ajudam a proteger o tecido de poeira e outras sujidades. Quando chegar o momento de utilizá-las, basta realizar a higienização adequada antes do uso.

Depois da fase de recém-nascido

Quando o bebê já pode sair de casa, uma dúvida recorrente é sobre a limpeza dos estofados que compõem o bebê conforto, da cadeirinha para o carro e do carrinho de passeio. Alguns deles são removíveis e podem ser lavados mensalmente para evitar o acúmulo de poeira e sujeira do dia a dia.

Já no caso daqueles que não podem ser retirados ou dos colchões, principalmente quando a criança está em época de desfralde, é possível contratar uma lavanderia especializada que realiza o serviço de limpeza de estofados e colchões, para que o item permaneça sempre limpo e seguros para o uso.

“Além da parte estética, a higienização e o armazenamento corretos do enxoval do bebê são fundamentais para a saúde dos pequenos. Os bebês são mais sensíveis durante os primeiros meses de vida, por isso, tudo deve ser pensado com carinho e atenção para garantir conforto e segurança. Quem tem dúvidas sobre a forma correta, pode recorrer a lavanderias especializadas, que contam com processos profissionais que auxiliam na limpeza de diversos itens”, afirma Marinês Cassiano, especialista têxtil da 5àsec.

13º antecipado do INSS exige planejamento para evitar aperto no fim do ano


A antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS começa ainda este mês e deve representar um alívio no orçamento de milhões de brasileiros. O valor extra pode ajudar a colocar as contas em dia e trazer mais fôlego financeiro, desde que utilizado com organização.

 Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida deve injetar cerca de R$ 78,2 bilhões na economia, sendo aproximadamente R$ 39 bilhões pagos na primeira parcela, entre 24 de abril e 8 de maio, e outros R$ 39 bilhões na segunda, de 25 de maio a 8 de junho.

 

O calendário de pagamentos segue o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador após o traço. Têm direito à antecipação os beneficiários que receberam, em 2026, aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade ou auxílio-reclusão.

Dívidas devem ser prioridade

Avaliar a situação financeira atual é o primeiro passo, segundo Daniel Oliveira, coordenador de Produtos de Renda Fixa do Banco Mercantil, instituição financeira especializada no público 50+. Para quem possui dívidas, especialmente as de juros mais elevados, como cartão de crédito ou cheque especial, a recomendação é priorizar a quitação ou renegociação desses compromissos.
 

“O 13º pode ser uma ferramenta importante para reequilibrar o orçamento. Quitar ou negociar dívidas costuma ser o melhor caminho, já que reduz o peso dos juros e melhora a saúde financeira no médio prazo”, afirma Daniel Oliveira.
 

Consumo exige cautela


Além disso, o uso consciente do recurso ajuda a evitar decisões impulsivas. Embora o consumo faça parte da rotina, o ideal é planejar os gastos e evitar comprometer todo o valor de uma só vez.
 

Outro ponto de atenção é que, como o pagamento ocorre antes do período tradicional, esse recurso não estará disponível no fim do ano, quando as despesas costumam aumentar. “Planejar o uso do 13º é fundamental para não gerar um desequilíbrio mais adiante. Separar uma parte do valor pode ajudar a evitar aperto no orçamento nos próximos meses”, complementa o especialista do Banco Mercantil.
 

Reserva e aplicações simples


Para quem quer investir, aplicações conservadoras podem ser uma alternativa para preservar o dinheiro e obter algum rendimento ao longo do tempo. Produtos simples, com baixo risco e liquidez, como CDBs com resgate diário, podem ser opções a serem consideradas, desde que estejam alinhados ao perfil do investidor e sejam de fácil compreensão e acesso.
 

“Organizar o uso do 13º desde o recebimento faz diferença no restante do ano. Para quem conseguir guardar uma parte do valor, aplicações simples, conservadoras e com liquidez podem ajudar a formar uma reserva sem abrir mão do acesso ao dinheiro quando necessário. Pequenas decisões agora podem evitar a necessidade de recorrer a crédito no futuro”, finaliza o especialista do Mercantil.

A Voz do Cliente como motor de crescimento nas franquias


A ABF Rio realiza, no próximo dia 29 de abril, a partir das 10h30, um encontro estratégico para empresários e executivos que buscam ganhar tração em um mercado cada vez mais orientado por percepção e experiência. Com o tema “A Voz do Cliente como motor de crescimento nas franquias”, a palestra coloca a reputação digital no centro da agenda, não como suporte, mas como driver direto de performance e expansão.

Quem conduz a conversa é Patrícia Cansi, COO e sócia do Reclame AQUI, plataforma que reúne mais de 27 milhões de consumidores únicos por mês e mais de 750 mil marcas cadastradas. Com visão prática e baseada em dados reais de mercado, a executiva mostra como a escuta ativa, o atendimento eficiente e a gestão de crises impactam indicadores-chave como conversão, retenção e valor de marca.

 

Mais do que um debate conceitual, o encontro posiciona a reputação como ativo estratégico dentro do franchising. Em um cenário onde a decisão de compra passa pelo digital, ignorar a voz do cliente significa perder competitividade. A proposta é clara: transformar feedback em inteligência de negócio, alinhar operação com expectativa do consumidor e destravar crescimento sustentável.

Marco Figueiredo defende articulação política para fortalecer a saúde na Região dos Lagos


Em 2014, a população de Rio das Ostras recebeu duas vans para transporte de pacientes (foto acima) em tratamento fora da cidade. Os veículos, entregues pelo Governo do Estado, foram adquiridos graças a emenda parlamentar indicada por Marco Figueiredo. A iniciativa garantiu mais conforto e segurança para pacientes em hemodiálise, quimioterapia e outros procedimentos de alta complexidade.

Esse exemplo de conquista, fruto da articulação política entre Assembleia Legislativa e Governo do Estado, é usado por Marco Figueiredo para reforçar sua visão sobre o futuro da saúde pública na Região dos Lagos. Para ele, o caminho para que novas obras e equipamentos cheguem à população passa pelo estreitamento das relações institucionais com o novo governador eleito em 2026.

“Quando trabalhamos juntos, os resultados aparecem. As vans de Rio das Ostras são prova disso. Agora, precisamos ampliar essa parceria para que hospitais, postos de saúde e programas sociais recebam os investimentos que a população merece. As costuras políticas não são vaidade, são instrumentos para transformar a vida das pessoas”, afirmou Figueiredo.

Com cinco mandatos consecutivos na ALERJ, Marco Figueiredo consolidou sua imagem como liderança estadual capaz de transformar demandas locais em políticas públicas efetivas. Sua atuação atual busca garantir que a Região dos Lagos esteja no centro das prioridades do novo governo, com foco em saúde, infraestrutura e qualidade de vida.

sábado, 18 de abril de 2026

Vai viajar no feriado? Não esqueça do cuidado com as pernas


Com a proximidade dos feriados de 21 de abril e 1º de maio, milhares de brasileiros se preparam para encarar rodovias e aeroportos em busca de dias de descanso. No entanto, o planejamento deve incluir o cuidado com a saúde das pernas. De acordo com especialistas, o hábito de permanecer sentado por muito tempo, que é uma característica comum em deslocamentos de longa distância, prejudica o mecanismo natural de bombeamento do sangue venoso para o coração.

Essa estagnação ocorre quando o sistema circulatório perde o auxílio da musculatura para vencer a gravidade. Com o corpo estático, o processo falha e resulta em sintomas imediatos como pernas pesadas e edemas. Conforme dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e do Ministério da Saúde, essa condição favorece a formação de coágulos internos, conhecidos como trombos, que trazem riscos severos à saúde sem a devida atenção preventiva.

 

Para assegurar que o trajeto seja tão prazeroso quanto o destino e evitar que problemas vasculares interrompam o lazer, o Ministério da Saúde e especialistas da SBACV recomendam ações práticas: 

  1. No carro, planeje paradas: a cada duas horas de estrada, estacione o veículo para caminhar por pelo menos cinco minutos. Esse intervalo reativa a circulação e evita o acúmulo de sangue nas extremidades.
     
  2. No avião e ônibus, evite a imobilidade: mesmo em espaços reduzidos, realize movimentos de "sobe e desce" com os calcanhares. Use o corredor para curtas caminhadas e visitas ao banheiro sempre que permitido para estimular o fluxo sanguíneo.
     
  3. Mantenha o corpo alinhado: procure manter as pernas o mais esticadas possível sob a poltrona à frente. Evite dobrar os joelhos em ângulos muito agudos, pois a dobra excessiva dificulta a passagem do sangue.
     
  4. Não cruze as pernas: essa posição comprime veias importantes atrás do joelho e funciona como um obstáculo extra para a circulação. Mantenha os dois pés apoiados no chão ou em um suporte.
     
  5. Atenção à hidratação: beba água regularmente para preservar a fluidez do sangue e evite o consumo excessivo de cafeína ou álcool, substâncias que contribuem para o inchaço.
     
  6. Use meias de compressão graduada: item indispensável para qualquer modalidade de viagem longa, a pressão controlada da meia atua como um suporte externo que auxilia o retorno venoso, previne a fadiga e o risco de trombose.

Meias de compressão 

A SIGVARIS GROUP, referência no tratamento de doenças circulatórias, desenvolve soluções médicas de alta qualidade que unem suporte técnico e bem-estar, oferece a linha Traveno, desenvolvida com tecnologia específica para longos deslocamentos. A meia aplica uma compressão graduada que começa no tornozelo e diminui em direção ao joelho, o que ajuda o sangue a circular melhor e evita inchaços e sensação de pernas pesadas. 

Escute Suas Pernas 

Alinhada ao propósito de bem-estar, a SIGVARIS GROUP promove a campanha "Escute Suas Pernas", que orienta a população a não ignorar sintomas como dores, cansaço, sensação de peso, edemas, varizes, entre outros.
 

Para saber mais sobre a campanha visite o site oficial sigvaris.com/escutesuaspernas e o perfil sigvarisgroup.brasil nas redes sociais.

Brasileirão 2026 tem queda de 13% na média de público e somente quatro times com mais de 30 mil por partida


O Brasileirão 2026 chega à 12ª rodada a partir do próximo sábado (18) e, após passado mais de um quarto do campeonato, a competição apresenta uma média de público de 22,4 mil torcedores. A atual ocupação representa uma queda de 13,2% em relação à média de 25,8 mil à esta mesma altura da competição em 2025. Outro ponto que chama a atenção é que neste ano somente quatro equipes têm levado mais de 30 mil espectadores por jogo – foram dez clubes em 2023, nove em 2024 e seis em 2025.

Quem novamente lidera o ranking é o Flamengo, com média de 57,98 mil torcedores por jogo, seguido pelo Bahia, que, com 36,98 mil espectadores por partida, supera equipes como Corinthians, São Paulo, Palmeiras, entre outros clubes. Na sequência, Corinthians (32,63 mil), São Paulo (30 mil) e Fluminense (28,27 mil) completam o top-5.

Destes, o São Paulo foi um dos únicos que registrou maior presença do torcedor em 2026, com alta de 25% no MorumBis em relação à média de 24 mil em 2025. No total, o Tricolor Paulista levou mais de 150 mil pessoas nesta edição do principal torneio nacional. Eduardo Toni, diretor de marketing do São Paulo FC, destaca que a alta também passa por iniciativas realizadas pelo clube.

"O São Paulo tem feito um trabalho para trazer cada vez mais torcedores ao MorumBis. A nossa casa é um lugar imponente, tradicional e que oferece aos torcedores diversas atrações. Além das partidas de futebol, o estádio conta com centro de fisioterapia, academia, loja do clube, um tour completo e diversos restaurantes de alta gastronomia. Por conta de tudo isso que oferecemos aos fãs, em média, seis mil pessoas circulam diariamente pelo lugar", afirma.

Já nos casos tanto do Flamengo como do Corinthians, por exemplo, apesar da boa ocupação atual, houve queda significativa, já que os clubes levaram, respectivamente, 66 mil e 38 mil espectadores por jogo em 2025.

O que explica a queda dos números?

Entre os principais motivos listados por especialistas para a menor adesão do público em 2026, destaca-se o começo antecipado do Campeonato Brasileiro neste ano, com início em janeiro, o que causou um acúmulo de jogos nas primeiras semanas de 2026. Nesse sentido, o atual patamar dos preços dos ingressos também se destaca entre os fatores que podem justificar tal cenário. É o que aponta Fábio Wolff, sócio-diretor da agência de marketing esportivo Wolff Sports.

“A mudança nos horários tradicionais, com jogos mais cedo durante a semana e à noite, nos fins de semana, também influencia o comportamento do torcedor. Soma-se a isso o alto custo dos ingressos, sobretudo nos grandes centros, o que pode levar à escolha por partidas específicas, como confrontos de mata-mata ou jogos do próprio Brasileirão. Nesse contexto, a antecipação do início do campeonato para janeiro criou um cenário inédito, em que clubes passaram a conciliar, ao mesmo tempo, estaduais, Brasileirão e, em alguns casos, as fases iniciais da Copa do Brasil, ampliando o volume de jogos em disputa”, explica.

André Dalto, VP de Administração do SC Internacional, clube com média de 21 mil torcedores na atual edição, adota raciocínio semelhante: “A precificação é um dos fatores relevantes. Nesse ponto, o Inter trabalhou este ano para diversificar os produtos. Temos cerca de 150.000 sócios que contam com vantagens e ingressos a partir de R$ 10, visando diminuir o impacto financeiro. Outra questão é sobre os horários e logística: jogos realizados em horários tardios dificultam o transporte público, impactando principalmente os torcedores da região metropolitana de Porto Alegre. Por fim, o calendário também influencia. Com o campeonato começando muito cedo, entre janeiro e fevereiro, coincidindo com o período de férias e o Carnaval, há um esvaziamento dos estádios. Estamos sempre atentos a todos esses fatores para tentar contornar possíveis baixas de público”, destaca.

Além disso, outro dos motivos levantados anteriormente para a queda do público foi a obrigatoriedade do acesso aos estádios por meio do reconhecimento facial, imposta aos locais com capacidade de pelo menos 20 mil pessoas desde junho de 2025, e que torna os ingressos intransferíveis. Em Itaquera, por exemplo, o Corinthians tem tido dificuldade em manter as médias de outros tempos, próximas à casa dos 40 mil.

Em um contexto mais geral, entretanto, o próprio Brasileirão de 2025 mostrou que o público subiu após a implementação da tecnologia: os jogos após esse período somaram média de 26,5 mil torcedores, enquanto a média geral da edição do ano passado foi de 26,3 mil. Quem também reforça a conjuntura é Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply, empresa responsável pela implementação do reconhecimento facial em mais de 10 estádios no país, atualmente fornecendo sistemas para locais como Casa de Apostas Arena Fonte Nova, Beira-Rio, Ligga Arena e Mangueirão. Segundo o executivo, a tendência inclusive pode ser de alta de público com a tecnologia.

“A partir da implementação dessas tecnologias, há o aprimoramento da experiência dos torcedores, fator que também pode ser mais um atrativo para a presença nos estádios. O sistema é capaz de autenticar o usuário em poucos segundos, o que possibilita reduzir consideravelmente o tempo de espera e evitar aglomerações nas entradas. Consequentemente, é possível proporcionar maior conforto, comodidade e uma experiência muito mais positiva aos espectadores”, afirma Tironi.

Estratégias para impulsionar o público

Além de alternativas como o aprimoramento dos programas de sócios-torcedores e descontos nos ingressos, a busca pelo oferecimento de experiências diferenciadas também desponta como estratégia. Nos principais estádios do país, por exemplo, destacam-se camarotes premium, com atrações musicais antes das partidas, além de serviço de comidas e bebidas e até a oportunidade de assistir aos jogos na companhia de ídolos do clube. Em locais como Neo Química Arena, Morumbis e o estádio do Palmeiras, a Soccer Hospitality, empresa especializada em hospitalidade premium em estádios, opera com a gestão desses espaços premium, e hoje soma cerca de 18 mil assentos por rodada em nove estádios pelo país, com taxas de ocupação que chegam a 93% no Sudeste e 80% no Nordeste.

De acordo com Léo Rizzo, CEO da empresa, os números reforçam o potencial da hospitalidade premium como uma frente relevante dentro da experiência nos estádios brasileiros apesar da queda da média do público nas arquibancadas. “O torcedor hoje é muito mais seletivo e racional na decisão de ir ao estádio. Ele não compra apenas o jogo, mas toda a experiência ao redor - e isso envolve horário, mobilidade, segurança, conforto e o que ele vai encontrar do portão para dentro. Em um cenário de calendário mais apertado e com múltiplas opções de consumo de futebol, como transmissões acessíveis e conteúdo em tempo real, o torcedor faz uma escolha mais criteriosa sobre onde investir tempo e dinheiro”, completa Rizzo.

Ainda de acordo com especialistas, a queda do público na edição do Brasileirão deste ano, até o momento, pode ser vista ainda como algo pontual, entretanto é necessário que os clubes sigam mantendo no radar iniciativas para garantir a presença da torcida. “A capacidade dos clubes em atrair torcedores para o estádio, sobretudo nos momentos mais decisivos, é indiscutível, bem como a paixão da torcida. Entretanto, é fundamental manter programas de fidelidade eficazes para impulsionar a presença em todos os momentos da temporada, seja a partir de promoções dentro dos planos de sócio-torcedor, descontos nos ingressos ou novas ações de marketing”, pontua Bruno Brum, CMO da End to End, empresa que realiza ativações para clubes.

No longo prazo, tais ações ganham peso principalmente levando em conta os novos hábitos, em especial de públicos como a Geração Z, em que já há, por exemplo, a preferência pelo consumo de esportes por meio das redes sociais (56%) em detrimento da TV aberta (54%), segundo o estudo “Faces do Esporte”, conduzido pela MindMiners. Outro destaque é a alta demanda por formatos gamificados, a exemplo da grande adesão de competições como a Kings League no Brasil, que surgiu com uma propostas de dinâmica e imprevisibilidade inspirada no games e que, com a final da Copa do Mundo da modalidade deste ano, ficou a apenas 141 espectadores de bater o recorde de público do estádio do Palmeiras. outro exemplo é o fato de 61,3% da geração Z considerarem-se gamers segundo a Pesquisa Game Brasil de 2025.

Bruna Simões, CEO da Thunder Games, empresa desenvolvedora de soluções gamificadas, reafirma tal panorama. “Observamos que a mudança de hábitos não é apenas de preferência, mas de comportamento. Isso porque a nova geração consome esporte de forma digital, fragmentada e altamente interativa. E formatos gamificados conseguem capturar essa atenção, na medida em que aliam competição, entretenimento, criadores e comunidade em uma única experiência. Esse modelo dialoga diretamente com a forma como o público jovem se informa, se conecta e passa o tempo hoje”, pontua.

Confira, a seguir, o ranking de público do Brasileirão 2025 até o momento:

1. Flamengo - 57,98 mil
2. Bahia - 36,98 mil
3. Corinthians - 32,63 mil
4. São Paulo - 30 mil
5. Fluminense - 28,27 mil
6. Cruzeiro - 27,29 mil
7. Remo - 25,42 mil
8. Coritiba - 24,33 mil
9. Athletico-PR - 23,96 mil
10. Atlético-MG - 23,63 mil
11. Internacional - 21,00 mil
12. Palmeiras - 19,53 mil
13. Grêmio - 19,50 mil
14. Vitória - 19,26 mil
15. Vasco - 19,02 mil
16. Chapecoense - 14,26 mil
17. Botafogo - 13,64 mil
18. Santos - 11,39 mil
19. Mirassol - 5,2 mil
20. Red Bull Bragantino - 4,24 mil

São Paulo pode rescindir com Arboleda após 30 dias? Entenda cenário


A novela entre Arboleda e São Paulo ganhou novos capítulos. O zagueiro teria descumprido nova promessa feita ao São Paulo ao não se reapresentar no CT da Barra Funda na última quarta-feira (15), conforme combinado anteriormente.

O clube ainda teria enviado duas notificações pedindo justificativas ao zagueiro, mas ainda sem resposta plausível e que considere o suficiente para afastar a hipótese de uma rescisão por justa causa. Ainda assim, nesse cenário, para ter segurança jurídica de rescindir o contrato com o jogador unilateralmente, o clube deve esperar o sumiço completar um mês. O clube pode reivindicar o total da multa rescisória ao jogador, no valor de 100 milhões de euros (quase R$ 600 milhões), e o próximo clube do atleta pode ser obrigado a pagar o valor.

O zagueiro não se apresentou ao CT da Barra Funda desde o dia 3 de abril, antes do duelo contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. Após o sumiço, o atleta também teria pedido para ser negociado.

O advogado especialista em direito desportivo e sócio-fundador do escritório CCLA Advogados, Cristiano Caús, analisa os precedentes do caso, em possível decisão que possa beneficiar o clube ou o jogador.

“Tenho acompanhado com atenção a recente movimentação do São Paulo Futebol Clube em relação ao Arboleda, que revela uma preocupação do clube em fortalecer a segurança nas relações com os atletas, especialmente diante das mudanças nas regras da FIFA e da evolução dos precedentes internacionais, pós caso Lassana Diarra . É uma preocupação relevante, que naturalmente exige maior cuidado nos contratos e na gestão de situações de justa causa”, analisa.

Em relação aos precedentes, o especialista traça um paralelo com a vitória do Santos no CAS (Corte Arbitral do Esporte) contra o Pachuca, do México, e o meia-atacante Christian Cueva, em 2023, por conta de uma rescisão unilateral do atleta, sem justa causa, rumo ao clube mexicano, no início de 2020.

“Atuamos no caso do Santos Futebol Clube envolvendo o atleta Christian Cueva, tanto perante a FIFA quanto no CAS, no qual foi reconhecida a rescisão sem justa causa, com a condenação do jogador ao pagamento da multa e a responsabilidade solidária do Pachuca, do México. Foi um caso sem precedentes, complexo, especialmente pela discussão sobre os critérios e motivos para a rescisão, o cálculo da indenização e a aplicação das regras da FIFA na rescisão de um contrato de trabalho brasileiro”.