segunda-feira, 30 de março de 2026

Pontos, badges e rankings não engajam mais: a IA expôs a gamificação rasa


Por Samir Iásbeck
 

Durante a última década, o mercado corporativo comprou uma ilusão perigosa: a de que transformar o trabalho em um videogame de baixo orçamento seria o suficiente para reter talentos e aumentar a produtividade. A lógica era sedutoramente simples: bastava adicionar uma barra de progresso, alguns selos dourados e um ranking de vendas na TV do corredor para que, magicamente, a motivação florescesse. Essa abordagem rasa não apenas falhou, como morreu. E quem apertou o gatilho, de forma definitiva, foi a Inteligência Artificial.

O problema nunca residiu nos pontos ou nos badges em si, mas no uso desses elementos como uma maquiagem para processos burocráticos, monótonos e desinteressantes. De acordo com a Gartner, já em 2014, cerca de 80% das iniciativas de gamificação falham em atingir seus objetivos de negócio, principalmente devido ao design pobre e à falta de um propósito claro que conecte o indivíduo à estratégia da empresa.

Quando a Inteligência Artificial entrou em cena nos últimos anos, ela agiu como um solvente, expondo a fragilidade desses sistemas, não mudando o cenário. Em um mundo onde a máquina pode automatizar o repetitivo, o colaborador humano passou a exigir o que a tecnologia não consegue replicar: significado e profundidade. Rankings competitivos, que antes eram vendidos como estímulo, hoje são percebidos pelo que muitas vezes realmente são: ferramentas de microgerenciamento que geram ansiedade em vez de entusiasmo. O relatório State of the Global Workplace, da Gallup, reforça que o engajamento real não emerge de recompensas extrínsecas e superficiais, mas sim da tríade autonomia, maestria e propósito.

Nesse cenário, surge a IA generativa, que agora é capaz de personalizar trilhas de aprendizado e fluxos de trabalho em tempo real, o que torna o conceito de "ranking global" da empresa algo obsoleto e até injusto. Não faz mais sentido comparar o desempenho do colaborador A com o do colega B, que possui contextos e desafios distintos, se a IA pode oferecer um feedback ultra-personalizado sobre a evolução individual de cada um. A chamada Gamificação 3.0, potencializada pela tecnologia, foca no estado de Flow, o equilíbrio perfeito entre desafio e habilidade, em vez do comportamento "fazer para ganhar". O jogo mudou: não se trata mais de acumular selos digitais inúteis, mas de receber o desafio certo, na hora certa, com o suporte necessário para o crescimento real.

Para os líderes que desejam sobreviver a essa transição, a sugestão é clara: é preciso migrar da competição para a jornada de maestria. A IA deve ser utilizada para mapear lacunas de competência e transformar o cotidiano em uma narrativa de evolução pessoal, substituindo o feedback anual por loops de resposta imediatos e construtivos. Precisamos estabelecer uma economia do reconhecimento verdadeiro, onde o progresso é validado por oportunidades reais e autonomia, e não por pontos que não guardam valor fora da tela.

Por fim, a IA não veio para substituir o humano, mas para forçar as empresas a tratarem seus colaboradores com a complexidade que merecem. A gamificação rasa era, no fundo, uma desculpa para a má gestão. Agora, ou as organizações desenham experiências de trabalho que sejam intrinsecamente recompensadoras, ou nem o badge mais brilhante do mundo evitará o cinismo e o turnover de grandes talentos. No novo cenário corporativo, não há mais botão de "reset" para o engajamento perdido. E você, está preparado para a mudança


*Samir Iásbeck, CEO e Fundador do Qranio, plataforma LMS/LXP customizável que tem como objetivo auxiliar empresas na criação de programas de treinamentos personalizados para seus colaboradores e que usa gamificação para estimular seus usuários com conteúdos educacionais. Seu foco é criar cursos que possibilitem que os funcionários destas organizações tenham acesso às informações na hora e no local que necessitam, por meio de recursos que incentivam o autodesenvolvimento.

IBP lança Jornada da Liderança para formar nova geração de líderes no setor de O&G e Energia


O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), por meio da UnIBP, anuncia o lançamento da Jornada de Formação de Lideranças do Setor de O&G e Energia, um programa inovador voltado ao desenvolvimento de competências estratégicas para profissionais que desejam assumir ou consolidar posições de liderança na indústria. A iniciativa reforça o compromisso do IBP com a qualificação contínua dos profissionais do setor, elemento essencial para a competitividade e sustentabilidade da indústria. As inscrições podem ser realizadas neste link.

Com duração média de três meses e carga horária total de 40 horas, o programa combina aulas síncronas, desafios práticos em grupo e atividades individuais, estruturadas em quatro módulos: SER, GERIR, FAZER e LEGAR. A proposta vai além de um curso tradicional. Trata-se de uma jornada imersiva, baseada em metodologia ativa, na qual os participantes são desafiados a tomar decisões em situações simuladas de crise, conflito e gestão da complexidade, sempre conectadas à realidade do setor de petróleo, gás e energia.
 

O público-alvo inclui profissionais com pelo menos quatro anos de experiência na indústria que tenham potencial ou perspectiva de assumir posições de liderança, ou que já atuem em funções de coordenação, supervisão ou média liderança e desejem fortalecer suas competências. Diferentemente de programas de mentoria, a Jornada da Liderança não é centrada na orientação individual, mas na vivência prática de desafios coletivos que estimulam protagonismo, tomada de decisão, comunicação e gestão de equipes em ambientes de pressão e risco.
 

No módulo SER, o foco está no autoconhecimento, na autogestão e na transição do papel técnico para o papel de líder. Em GERIR, os participantes desenvolvem habilidades voltadas à gestão de pessoas, segurança e desempenho, incluindo comunicação, gestão de conflitos e alinhamento de expectativas. O módulo FAZER aborda cultura organizacional, motivação, tomada de decisão sob pressão e dilemas éticos. Por fim, em LEGAR, a jornada consolida aprendizados e conecta liderança à visão estratégica, preparando os participantes para atuar como multiplicadores de conhecimento e cultura, com foco em sucessão e legado sustentável.
 

A metodologia inclui desafios simulados em grupos de três a quatro participantes, além de atividades individuais registradas em um “diário de bordo”, no qual cada profissional reflete sobre sua evolução ao longo da jornada. Ao final, o participante terá um registro estruturado das suas reflexões e progressos acerca de seu desenvolvimento individual, nas dimensões de ser, gerir, fazer e legar, reforçando sua preparação para assumir posições estratégicas.
 

O formato híbrido — com encontros ao vivo e atividades colaborativas — amplia a interação entre profissionais do setor e fortalece o networking qualificado, criando um ambiente de troca de experiências e construção coletiva de soluções.

 

“Nosso objetivo é preparar profissionais para liderar em um setor cada vez mais complexo, no qual competências técnicas precisam estar integradas a habilidades de gestão, visão estratégica e capacidade de tomada de decisão em ambientes de pressão. A Jornada da Liderança foi desenhada para oferecer uma experiência prática e transformadora, alinhada às demandas reais da indústria”, afirma Karen Cubas, gerente executiva da UnIBP.
 

Com essa iniciativa, o IBP reafirma seu papel como agente estruturante na formação de profissionais preparados para enfrentar os desafios técnicos, regulatórios e estratégicos da indústria de O&G e Energia. Em um contexto de transformação energética, inovação tecnológica e crescente complexidade operacional, investir no desenvolvimento de líderes é investir na solidez e no futuro do setor.

Cansaço no fim do dia nem sempre é só excesso de trabalho


Em adultos, a fadiga ocular surge como fator silencioso que impacta concentração e rendimento, explica especialista

Ao longo do expediente, é comum perceber a atenção diminuindo, a leitura mais lenta e um desconforto que se instala de forma progressiva. Para muitos adultos, essa queda de rendimento é atribuída automaticamente ao excesso de tarefas ou ao estresse. No entanto, há um fator silencioso que tem ganhado protagonismo na rotina profissional: a sobrecarga do sistema visual diante de jornadas prolongadas em frente a telas.

Computadores, celulares e outros dispositivos exigem foco constante a curta distância, reduzindo a frequência do piscar e aumentando o esforço da musculatura ocular dos olhos. Com o passar das horas, esse cenário pode comprometer não apenas o conforto, mas também a qualidade das entregas no trabalho. A dificuldade de manter a atenção, erros simples e a sensação de exaustão no fim do dia passam a fazer parte da rotina. 

De acordo com o Dr. Paulo de Tarso, oftalmologista especialista em Retina e Vítreo do Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH), esse impacto é direto e muitas vezes subestimado. “A visão é uma das principais ferramentas de trabalho. Quando ela não está funcionando de forma confortável, o cérebro precisa se esforçar mais para interpretar as imagens, o que leva à perda de desempenho ao longo do dia”, explica.

Os sinais costumam surgir de maneira gradual, o que dificulta a identificação do problema. Dor de cabeça frequente, sensação de peso ao redor dos olhos, visão instável e dificuldade para alternar o foco entre diferentes distâncias estão entre as queixas mais comuns. “Nem sempre os adultos percebem que esses sintomas têm relacionados ao uso intenso da visão. Muitas vezes, ele só nota que está mais cansado e menos produtivo”, afirma o especialista. 

Outro ponto relevante está nas condições do ambiente profissional. Espaços com iluminação inadequada, reflexos na tela e mobiliário pouco ajustado contribuem para o aumento da exigência visual. Além disso, a postura adotada ao longo do dia influencia diretamente esse quadro. “Quando o posicionamento não é adequado, há um esforço adicional não só dos olhos, mas de toda a musculatura envolvida. Isso potencializa o desconforto e pode acelerar o aparecimento dos sintomas”, destaca o médico. 

A dinâmica acelerada do trabalho também favorece hábitos prejudiciais, como longos períodos sem pausas. Permanecer horas seguidas em uma mesma atividade visual intensifica a sobrecarga e reduz a capacidade de recuperação dos olhos. “O sistema visual não foi projetado para manter foco contínuo por tanto tempo sem intervalos. Respeitar esses momentos de descanso é essencial para preservar o rendimento”, orienta. 

Medidas simples no dia a dia podem ajudar a minimizar esses impactos. Ajustar o brilho das telas, manter uma distância adequada dos dispositivos, organizar o espaço de trabalho e inserir pequenas pausas ao longo da jornada são estratégias eficazes. “São mudanças acessíveis, que não exigem grandes adaptações, mas fazem diferença significativa na forma como os olhos respondem ao longo do dia”, pontua. 

O acompanhamento oftalmológico também desempenha um papel fundamental nesse contexto. Alterações como grau desatualizado, podem intensificar o esforço necessário para enxergar com clareza. “Muitas vezes, a pessoa já precisa de correção e não sabe. Isso faz com que os olhos trabalhem mais do que deveriam, agravando o cansaço e impactando diretamente a produtividade”, explica o especialista. 

Ignorar os sinais pode levar à repetição do desconforto e à naturalização de um problema que tem solução. Com a atenção adequada e ajustes na rotina, é possível recuperar o bem-estar visual e melhorar o desempenho nas atividades profissionais. “Cuidar da saúde dos olhos é também cuidar da qualidade do trabalho. Quando há equilíbrio, o resultado aparece tanto no conforto quanto na performance”, conclui o Dr. Paulo de Tarso.

Vencedores da Olimpíada Carioca de Matemática recebem medalhas da edição de 2025


O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, e o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, entregaram, neste domingo (29/3), as medalhas aos alunos que se sagraram campeões da Olimpíada Carioca de Matemática (OCM) de 2025. Ao todo, foram entregues 291 medalhas de ouro, prata e bronze. Também como premiação, os 44 estudantes que mais se destacaram em toda a rede já viajaram, em janeiro, para os Estados Unidos, onde visitaram a Disney e a Nasa.

A cerimônia de premiação dos vencedores da 9ª Coordenadoria Regional de Educação foi realizada no Parque Oeste, reunindo estudantes, educadores e familiares em um momento de reconhecimento e celebração. Houve ainda homenagens às escolas, professores e equipes que se destacaram.

O prefeito Eduardo Cavaliere discursou aos alunos sobre o orgulho que a medalha alcançada na Olimpíada deveria lhes causar. E destacou a necessidade de um olhar atento para a Educação:

– Essa garotada com medalha no peito é a razão de ser das coisas que a gente faz na Secretaria de Educação. Essa é a nossa medalha de Olimpíada, essa é a nossa obra que tem algo muito especial. No caso dessas crianças, desses adolescentes, desses alunos, essa obra não termina nunca. É uma obra viva, contínua, o que demanda da gente um olhar atento permanente.

O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, destacou a importância do aprendizado como fator para novas oportunidades no futuro.

– Eu imagino o orgulho que deve ser ter um filho campeão de uma Olimpíada de Matemática. Eu sou fruto da Olimpíada de Matemática. Tive minha vida transformada por essas iniciativas. Quando eu era um aluno de escola pública, ganhei R$ 100,00 de uma bolsa de estudos. A partir dali, comecei a compreender que pela matemática eu poderia ter acesso a oportunidades. Estudar vale a pena.

Isabelle Vitória Carvalho Santos, de 14 anos, aluna do 9º ano da Escola Municipal Venezuela, em Campo Grande, está entre os 44 alunos que, além de medalha de ouro, ganharam uma viagem à Disney e à Nasa, nos Estados Unidos, pelo desempenho alcançado em 2025.

– A Olimpíada de Matemática incentiva o aluno a se dedicar mais. Amigos meus passaram a estudar mais. E a viagem aos Estados Unidos uniu muito a gente. Foi mágica, inesquecível – contou a adolescente.

Gustavo Henrique de Souza Muna, de 15 anos, já havia conquistado uma medalha de ouro em 2024, quando também ganhou uma viagem à Disney.  Na edição do ano passado, ficou com o bronze ao concluir o Ensino Fundamental no GET Diego Matias Hypólito, em Campo Grande.

– Eu fico muito feliz por ter esse conhecimento todo porque a matemática pode abrir muitos caminhos, muitas portas, para um futuro lindo e próspero. Essa competição, além de premiar os melhores, os mais estudiosos que se esforçam mais, também acrescenta ao conhecimento. Ela  influencia quem não ganhou, e até mesmo quem ganhou, a tentar ganhar de novo.

O evento celebra o talento, a dedicação e o desempenho dos alunos medalhistas. Ao longo dos últimos anos, a Olimpíada tem se consolidado como uma relevante política educacional da rede municipal, contribuindo para o fortalecimento da aprendizagem, a identificação de novos talentos e a ampliação de oportunidades para os estudantes.

A OCM

Criada em 2021, a OCM é uma iniciativa inédita nas redes públicas de ensino do Brasil, organizada pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). O objetivo da competição é engajar alunos do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental, estimular a aprendizagem em matemática, identificar talentos e promover uma competição saudável. Em cinco edições, a OCM já premiou mais de 250 estudantes com viagens e contou com mais de 1,6 milhão de inscrições.

Fonte: Prefeitura do Rio


Marco Figueiredo defende retomada da qualificação profissional e políticas públicas para idosos em nova pré-candidatura à Alerj

Deputado estadual com cinco mandatos consecutivos, Figueiredo destaca experiência na implantação de unidades da Faetec, criação da Comissão do Idoso e atuação na defesa ambiental da Laguna de Araruama como prioridades para possível novo mandato.

O pré-candidato a deputado estadual Marco Figueiredo anunciou que pretende retornar à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, com foco na retomada de políticas públicas voltadas à qualificação profissional da juventude e à defesa dos direitos da população idosa.

Durante entrevista concedida nesta semana, o ele destacou sua trajetória iniciada aos 21 anos como vereador em Duque de Caxias e posteriormente consolidada em cinco mandatos como deputado estadual, entre 1993 e 2019. O encontro com a nossa reportagem aconteceu durante as comemorações dos 50 anos da gerontóloga e gestora pública, Cristiane Fernandes, em Cabo Frio.

Cris Fernandes, que foi Secretaria da Melhor Idade na cidade, ajudou o então deputado a coordenar a Comissão do Idoso na Alerj, enquanto era assessora parlamentar na Alerj. Ela é casada com Emanoel Fernandes, que por duas vezes foi vereador em Cabo Frio e criou a lei que permitiu a instalação da primeira Secretaria Municipal do Idoso do Estado do Rio de Janeiro.

Ele também lutou incansavelmente, ao lado de Marco Figueiredo, pela instalação da Comissão de Despoluição da Laguna de Araruama na Alerj.

Marco Figueiredo (E) com o casal Cris e Emanoel Fernandes

O retorno à vida pública

Segundo Marco Figueiredo, a decisão de voltar à vida pública ocorre após a recuperação de um problema de saúde que o afastou das disputas eleitorais recentes.

“Projetos importantes que implantamos ficaram abandonados ao longo desses anos. Precisamos retomar políticas estruturantes, principalmente nas áreas de qualificação profissional e proteção ao idoso”, afirmou.

Qualificação profissional como prioridade

Entre as principais propostas, Marco Figueiredo destacou a retomada do fortalecimento da Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC) como instrumento estratégico de formação técnica e inserção de jovens no mercado de trabalho.

Durante seus mandatos, ele afirma ter participado da implantação de unidades da fundação na Baixada Fluminense, em Magé e em Petrópolis.

“O ensino profissionalizante é fundamental para preparar o jovem para o mercado de trabalho. Hoje vemos unidades que atendiam milhares de alunos funcionando com capacidade muito reduzida.”

O político também criticou o enfraquecimento de políticas públicas voltadas à juventude e alertou para o impacto social da falta de oportunidades.

Defesa dos direitos da população idosa

Outra pauta central destacada por Marco Figueiredo é o fortalecimento das políticas voltadas à terceira idade. Ele relembrou a criação da Comissão Especial do Idoso na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro como marco institucional na defesa desse segmento.

Segundo o pré-candidato, o envelhecimento da população brasileira exige novas políticas públicas estruturadas.

“O idoso hoje precisa ser protagonista. Muitos sustentam suas famílias e ainda enfrentam desrespeito e falta de políticas específicas.”

Entre as propostas defendidas está a criação de um hospital regional voltado ao atendimento especializado da população idosa na Região dos Lagos.

Defesa ambiental da Laguna de Araruama

Durante a entrevista, o pré-candidato também destacou sua atuação na criação da Comissão de Defesa da Laguna de Araruama, voltada à fiscalização ambiental e à cobrança de medidas de saneamento básico na região.

Segundo ele, a mobilização institucional contribuiu para avanços no controle da poluição e melhoria da qualidade da água, embora ainda existam trechos com despejo irregular de esgoto.

“A laguna apresentou melhora significativa, mas ainda precisamos ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento das responsabilidades ambientais.”

Emanoel Fernandes, Eduardo Paes, Marco Figueiredo
e o Secretário Municipal de Educação da Prefeitura
do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha
Cenário político estadual

Ao comentar o cenário político do Estado do Rio de Janeiro, Marco Figueiredo defendeu maior valorização de gestores com experiência administrativa comprovada.

Nesse contexto, declarou apoio ao nome do prefeito do Rio, Eduardo Paes, como possível alternativa para o governo estadual.

“Precisamos valorizar gestores com histórico de realizações e compromisso com políticas estruturantes.”

O retorno à vida pública

Marco Figueiredo afirmou que pretende concentrar sua atuação parlamentar em três eixos principais:

  • fortalecimento do ensino técnico e profissionalizante
  • ampliação das políticas públicas voltadas à população idosa
  • defesa ambiental da Região dos Lagos
Não podemos mais ter governadores improvisados. Nos últimos anos, assumiram muitos vices após prisões e cassações.

Segundo ele, a retomada dessas iniciativas será fundamental para ampliar oportunidades para jovens e garantir qualidade de vida à população mais envelhecida do Estado.

Segue, na íntegra, a transcrição da entrevista com Marco Figueiredo

Papo de Nível: Vamos conversar aqui com o Marco Figueiredo, que é pré-candidato a deputado estadual. Eu queria que você contasse um pouco da sua trajetória e do trabalho ao longo dos anos em que esteve na Assembleia Legislativa.

Marco Figueiredo: Prazer falar com vocês. Na verdade, a nossa caminhada na vida pública começou muito antes. Fui eleito vereador muito jovem, aos 21 anos de idade. Exerci dois mandatos como vereador em Duque de Caxias e depois cinco mandatos como deputado estadual.

Foi uma caminhada que começou em 1993, após a eleição em 1992, e seguiu até 2019. Depois disso, não fui candidato à reeleição por causa de um problema de saúde. Hoje estou com a saúde praticamente recuperada — o médico me deu nota 9 — e pronto para reconstruir a nossa caminhada.

Projetos que realizamos e ações concretas que efetivamos ficaram abandonados. Além da falta de manutenção, existe até destruição de iniciativas importantes, especialmente na área do ensino profissionalizante e na Comissão de Defesa do Idoso.

Papo de Nível: Estamos vendo agora um escândalo enorme envolvendo o CEPERJ, que levou ao afastamento do governador. O CEPERJ foi criado justamente com o objetivo de formar jovens e acabou virando o que virou. É lamentável.

Marco Figueiredo: Nesse período, inclusive, eu não era candidato — tive uma pausa de oito anos fora da vida pública. Mas é importante lembrar que temos no Estado a Fundação FAETEC, e eu atuei muito na qualificação profissional de jovens e adultos.

Conseguimos levar a maior FAETEC da Baixada Fluminense para Duque de Caxias, implantar a primeira unidade em Magé, outra na antiga Faculdade de Medicina em Petrópolis e mais cinco unidades na Baixada. O ensino profissionalizante é fundamental para preparar o jovem para o mercado de trabalho.

Ver recursos que deveriam qualificar jovens sendo desviados para política eleitoreira é uma vergonha.

Papo de Nível: Uma das suas principais pautas foi a do idoso, que é um dos grandes desafios da administração pública. A gente sabe que você falou sobre a qualificação profissional do jovem, mas o idoso ainda não tem muitas oportunidades no mercado de trabalho. Você pensa em algo nesse sentido?

Marco Figueiredo: Criamos a Comissão do Idoso na Alerj porque era vergonhoso que a política do idoso estivesse junto com a política da criança e do adolescente. Existia apenas a comissão da criança, do adolescente e da pessoa idosa.

Tivemos a iniciativa de criar a Comissão Especial do Idoso, com grande ajuda da Cristiane Fernandes, que trabalhou comigo e coordenava os trabalhos.

A partir daí levamos à discussão uma política prioritária: o bem-estar e a qualidade de vida do idoso. Graças a Deus, a população brasileira está vivendo mais. Isso é bom, mas precisamos garantir que o idoso tenha oportunidades.

O idoso tem muito a ensinar aos jovens. Ele pode participar da qualificação profissional transmitindo experiência e conhecimento. E, se quiser aprender algo novo, também deve ter oportunidade.

Infelizmente, o idoso no Brasil é muito desrespeitado. Em países como o Japão, por exemplo, o idoso tem papel fundamental nas decisões públicas.

Além disso, muitos idosos sustentam suas famílias. Muitos são explorados até dentro da própria família, com cartões bancários sendo manipulados indevidamente.

O idoso precisa ser respeitado.

Papo de Nível: Mudando um pouco de assunto, você também criou a Comissão de Defesa da Laguna de Araruama. Hoje vemos avanços, mas que poderiam ter sido maiores. Qual a importância dessa comissão e como você avalia o cenário atual?

Marco Figueiredo: A Comissão de Defesa da Laguna de Araruama foi criada em parceria com o Emanoel Fernandes. Quando ele foi vereador, criou uma comissão municipal e propôs um consórcio entre os municípios do entorno da laguna.

Como esse trabalho não avançou no âmbito municipal, levamos o projeto para a Alerj e criamos a comissão estadual.

Identificamos um ponto fundamental: a concessionária Prolagos cobrava pelo tratamento de esgoto, mas não realizava adequadamente o serviço. Com a comissão, chamamos o Ministério Público e autoridades ambientais e obrigamos a concessionária a assumir responsabilidade pelo esgoto zero na laguna.

Hoje a melhora é significativa. A laguna está mais limpa, mais clara, com retorno de espécies marinhas.

Mas ainda existem trechos recebendo esgoto in natura. Recebo denúncias constantemente. Estive em São Pedro da Aldeia e também em Cabo Frio, especialmente na Praia do Siqueira.

Existe estação de tratamento ali, mas as obras demoram muito. Se não houver fiscalização das prefeituras, câmaras municipais e da Alerj, a poluição pode voltar.

Papo de Nível: Falamos do passado. Agora vamos falar do futuro. O que você está planejando para essa nova incursão na vida pública como pré-candidato?

Marco Figueiredo: Estou sendo convocado a voltar para a vida pública. Hoje tenho 55 anos, comecei com 21, e estou com saúde recuperada e disposição para trabalhar.

Muita coisa mudou nesses quase dez anos em que fiquei afastado. Vejo uma necessidade muito grande de recolocar a educação e a qualificação profissional como prioridade.

Muitos jovens estão perdendo oportunidades e indo para caminhos errados. Estamos vendo adolescentes perdendo a juventude para as drogas.

A FAETEC foi praticamente destruída. Existem unidades que implantamos com 10 mil alunos por ano e hoje têm menos de 200.

Quero atuar com força na pauta da educação e também na defesa da qualidade de vida do idoso. O idoso hoje está sem perspectiva, sendo vítima de fraudes, como no caso do INSS.

Quero ser um defensor firme da causa do idoso.

Papo de Nível: A região dos Lagos enfrenta déficit de atendimento ao idoso. Existe a proposta de criação de um hospital regional do idoso. Isso é viável?

Marco Figueiredo: É extremamente necessário e deve ser prioridade.

A região dos Lagos tem população idosa crescente. Muitos aposentados vêm morar aqui.

O primeiro hospital estadual do idoso precisa ser implantado aqui, em parceria com o governo federal. Esse é um compromisso que assumo: será o primeiro projeto que apresentarei ao retornar à Alerj.

Papo de Nível: Para encerrar: em dez anos fora da vida pública, o estado teve vários governadores afastados, presos ou substituídos. Como convencer a população de que ainda há esperança?

Marco Figueiredo:

O estado do Rio é um paciente em estado grave.

Precisamos voltar a valorizar gestores com experiência e realizações. Hoje existe muito oportunismo político usando bandeiras ideológicas sem propostas reais.

Entre os nomes apresentados, entendo que o mais preparado é Eduardo Paes. Foi prefeito do Rio por quatro mandatos e realizou obras importantes, como intervenções na Praça da Bandeira, o túnel Marcelo Alencar e melhorias estruturais no trânsito da região metropolitana.

É um gestor comprovado.

Fonte: Papo de Nível

domingo, 29 de março de 2026

Rio de Janeiro soma mais de 1.500 vagas no setor financeiro divulgadas pela Catho

Oportunidades foram disponibilizadas na última semana e abrangem áreas como contabilidade, controladoria e análise financeira

 

Foto: banco de imagem

O mercado de trabalho no setor financeiro está aquecido no estado do Rio de Janeiro. Apenas na última semana, a Catho, plataforma gratuita de empregos, registrou mais de 1.500 vagas abertas voltadas para áreas financeiras, com diferentes segmentos empresariais.
 
As oportunidades estão distribuídas em funções como analista financeiro, assistente financeiro, analista contábil, especialista em controladoria, profissional de contas a pagar e a receber, além de posições ligadas à gestão financeira e planejamento.
 
As vagas estão disponíveis em diferentes cidades do estado e contemplam posições operacionais, técnicas e estratégicas, com pacotes de benefícios e faixas salariais que variam conforme o porte da empresa e o nível de experiência exigido. A área financeira segue sendo considerada estratégica para organizações de diversos setores, já que concentra atividades essenciais para planejamento, controle de custos e tomada de decisão.

Os interessados podem acessar gratuitamente o site ou aplicativo da Catho (clique aqui) para cadastrar ou atualizar o currículo e utilizar filtros por área de atuação, localização, tipo de contrato e faixa salarial, facilitando a busca por oportunidades alinhadas ao perfil profissional.

Firjan SENAI está com 155 vagas para cursos profissionalizantes gratuitos em Niterói e São Gonçalo


Cursos são ofertados nos turnos da manhã, tarde e noite em formatos presencial e online

As escolas Firjan SENAI de Niterói e São Gonçalo estão com ofertas de vagas gratuitas para cursos de qualificação profissional. Ao todo, são disponibilizadas 155 vagas para os cursos ministrado no modo presencial e EAD, nos turnos da manhã, tarde e noite a depender da modalidade. Os cursos têm previsão de início no mês de abril. Alguns começaram na segunda quinzena de março, mas ainda têm disponibilidade. As inscrições devem ser feitas presencialmente, na unidade onde as qualificações serão oferecidas.

Na unidade Firjan SENAI Niterói, localiza na Rua General Castrioto, 460, Barreto, são oferecidos os cursos de Assistente de Operações em Logística, Assistente de Produção Industrial, Instalador de Sistemas Drywall, Serralheiro de Ferro, Pedreiro de Alvenaria de Revestimento em Argamassa e Cerâmico, Pedreiro de Alvenaria de Vedação, Assistente de Controle de Qualidade e Assistente de Marketing Digital. Na Firjan SENAI São Gonçalo, que fica na Rua Dr Nilo Peçanha, 134 - Centro, são ofertados os cursos de Eletricista Instalador Residencial EAD, Almoxarife de Obras e Assistente de Operações em Logística.

A depender do curso de interesse, os candidatos à vaga precisam ter o ensino fundamental concluído, ou estar cursando entre o 5° e 7° ano do ensino fundamental e ter idade a partir de 16 anos.

Cursos são ofertados em diferentes turnos

Niterói:

Assistente de Operações em Logística, presencial, turno da noite (18h às 22h): início previsto em 27/04/26

Assistente de Produção Industrial, presencial, turno da manhã (08h às 12h) ou tarde (13h às 17h): início previsto em 20/04/26;

Instalador de Sistemas Drywall, presencial, turno da manhã (08h às 12h): iniciaram em 23/03/26 (ainda há vagas)

Serralheiro de Ferro, presencial, turno da manhã (08h às 12h): início previsto em 01/04/26

Pedreiro de Alvenaria de Revestimento em Argamassa e Cerâmico, presencial, turno da noite (18h às 22h) – início previsto em 27/04/26

Pedreiro de Alvenaria de Vedação, presencial, turno da noite (18h às 22h): início previsto em 27/04/26

Assistente de Controle de Qualidade, presencial, turno da tarde (13h às 17h): início previsto 06/04/26

Assistente de Marketing Digital, EAD, turno da noite: início previsto em 06/04/26

 

São Gonçalo:

 Eletricista Instalador Residencial, EAD, turno da tarde: início previsto em 01/04/26

Almoxarife de Obras, presencial, turnos manhã, tarde e noite: início previsto em 07/04/26 

Assistente de Operações em Logística, EAD – iniciaram em 23/03/26 (ainda há vagas)