quarta-feira, 8 de abril de 2026

Quanto irrigar o café na frutificação?


A etapa de formação e enchimento dos grãos é uma das mais críticas para o cafeeiro em termos de água. É também onde pequenos erros de manejo cobram caro. Em 2026, com lavouras cada vez mais profissionais e clima cada vez menos previsível nas regiões produtoras brasileiras, definir lâmina e momento da irrigação deixou de ser uma questão de experiência. Virou agronomia aplicada.

Conforme levantamentos da Embrapa, a irrigação faz parte da estratégia produtiva do café e, quando calibrada de acordo com a necessidade real da planta, entrega ganhos relevantes de rendimento. O uso inadequado da água, seja por falta ou por excesso, compromete não apenas a safra, mas a viabilidade financeira do negócio.

Os problemas dos dois extremos

Restrição hídrica durante o enchimento dos frutos impacta diretamente calibre, uniformidade e qualidade da bebida. Água em excesso, por outro lado, aumenta custo operacional, desperdiça recurso e pode desencadear desbalanços nutricionais e pressão de doenças. Por isso, a pergunta-chave do manejo atual não é só “quando ligar o sistema”, mas “qual volume entregar em cada fase”.

Responder isso exige cruzar fatores: espécie de café, tipo de solo e sua capacidade de reter água, clima local, fase fenológica e características do sistema de irrigação. Dados da Embrapa mostram que o manejo eficiente acompanha a demanda da planta ao longo do ciclo, em vez de seguir datas fixas no calendário.

Solo define frequência, e dado orienta decisão

A textura do solo determina o intervalo entre irrigações. Solos mais arenosos perdem água rápido e pedem turnos de rega mais frequentes. Solos argilosos retêm mais, permitindo maior espaçamento entre aplicações, desde que a água disponível permaneça na faixa adequada para a cultura.

Essa lógica só funciona com monitoramento. Quando o produtor troca o “olhômetro” por sensores no solo, dados de estação meteorológica e cálculo de evapotranspiração, ganha eficiência e reduz perdas. Para a Embrapa, essa migração para decisões baseadas em dados é o caminho da cafeicultura irrigada de alta performance.

Fertirrigação: água e nutriente precisam andar juntos

Outro cuidado é alinhar irrigação com nutrição. Conforme estudos da Embrapa sobre fertirrigação, o fornecimento de nutrientes via água deve respeitar a exigência de cada estádio fenológico. Na frutificação, que concentra alta demanda fisiológica, qualquer desalinhamento entre lâmina e adubação trava o potencial da lavoura.

Uniformidade: o erro que nem sempre se vê

A eficiência da irrigação não está só no volume total, mas em como ele chega às plantas. Talhões com falhas de equipamento ou desuniformidade de aplicação geram lavouras despadronizadas, o que complica colheita, tratos e qualidade. Manutenção do sistema não é custo paralelo. É parte do manejo hídrico.

Produtividade e qualidade segundo a pesquisa

Trabalhos da Embrapa apontam que irrigar bem ajuda a manter a fotossíntese ativa e ameniza perdas de produtividade e qualidade em períodos secos. Os resultados variam com ambiente e tecnologia, mas a conclusão é clara: água bem gerida traz estabilidade ao sistema, não apenas picos de produção.

Início de 2026: hora de revisar o plano

Com a frutificação avançando nas principais regiões cafeeiras, este é o momento de ajustar a estratégia hídrica com critério técnico. Medir umidade do solo, observar a planta e cruzar com meteorologia são etapas básicas para decidir com segurança. Em café irrigado, eficiência começa quando a lavoura “diz” o que precisa, e o produtor sabe ouvir com dados. 

Projeto de lei prevê multa para quem urinar em vias públicas em Petrópolis


Um projeto de lei aprovado na sessão desta terça-feira (07) na Câmara Municipal de Petrópolis, de autoria do vereador Octavio Sampaio, propõe a aplicação de multa para pessoas flagradas urinando em vias públicas, logradouros ou outros espaços de uso coletivo na cidade

De acordo com a proposta, a infração estará sujeita à advertência e multa no valor de R$ 5 mil, podendo ser aplicada especialmente durante a realização de grandes eventos na cidade. Em caso de reincidência, o valor da multa será duplicado.

O objetivo do projeto é coibir a prática e garantir a preservação da ordem pública, da limpeza urbana e do respeito aos espaços coletivos. A medida também busca reforçar a conscientização da população sobre a importância de manter a cidade organizada e adequada para moradores e visitantes.

Segundo a justificativa, a prática de urinar em locais públicos compromete a salubridade, a estética urbana e pode representar riscos à saúde pública, além de ferir normas básicas de convivência social. O texto também destaca que Petrópolis, reconhecida por seu patrimônio histórico, cultural e arquitetônico, deve fortalecer ações que promovam o respeito aos bens públicos.

Autor da proposta, o vereador Octavio Sampaio destacou a importância da medida. “Precisamos garantir o mínimo de respeito aos espaços públicos e à população. Essa é uma questão de saúde, de organização da cidade e de preservação do nosso patrimônio. A aplicação de sanções é uma forma de educar e coibir esse tipo de prática”, afirmou.

O projeto segue para análise do Poder Executivo.

Medidas preventivas salvariam muitas vidas


Depois. Essa talvez seja a palavra mais utilizada no Brasil e das que trazem resultados mais trágicos.Em 22 de dezembro de 2024, caiu a ponte que ligava Maranhão e Tocantins. A nova estrutura só foi construída depois da morte de 14 pessoas e do desaparecimento de outras três. Se não tivesse ocorrido o desabamento, por mais que existissem relatórios técnicos apontando a necessidade de reparos, com certeza, até hoje nada teria sido feito e mais cedo ou tarde mortes ocorreriam com a queda da ponte.

Entre abril e maio de 2024, no Rio Grande do Sul, chuvas torrenciais mataram 184 pessoas e deixaram 23 desaparecidas. Medidas já sugeridas após a tragédia de 1941 não haviam sido implantadas nem mantidas.

Os exemplos se repetem, como se obedecessem a um roteiro previsível. Em Itajaí (2008), foram 135 mortos; na Região Serrana do Rio de Janeiro (2011), 918; em Petrópolis (2022), 241. Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e o litoral norte de São Paulo ampliam essa lista.

Os episódios mais recentes confirmam o padrão: oito mortes em Ubá e 65 em Juiz de Fora. Descobriu-se, depois, que mais de 90% das verbas destinadas às medidas preventivas  a esses desastres não haviam sido aplicadas. Então, cada esfera de governo apresenta sua justificativa, enquanto tenta remediar o irreparável com doações de cobertores e o abrigo improvisado de famílias em escolas públicas.

Assemelha-se à frase famosa, grosso modo, de que o governo quebra as pernas das pessoas, depois dá uma muleta e ainda se vangloria que andam por conta de sua bondade.

Essa omissão não se restringe às tragédias naturais. Ela aparece também nos estupros coletivos e de vulneráveis, nos milhões de assaltos pelo país e em operações policiais marcadas por falhas evitáveis — como câmeras desligadas, inclusive em ações com mortes, como no caso da médica Andréia Marins Dias. Não há sequer um controle eficaz que aponte previamente que essas câmeras estão inoperantes e precisam ser ativadas.

A mesma lógica se repete com órgãos de fiscalização. Em Pombal, na Paraíba, uma pizzaria só foi interditada um dia depois da intoxicação de cerca de uma centena de pessoas e da morte de Raíssa Meritein Bezerra e Silva. Se a inspeção tivesse ocorrido um dia antes, uma vida teria sido preservada e dezenas de pessoas não teriam sido intoxicadas.

Em Copacabana, a queima de fogos passou a ser realizada em balsas apenas após a morte de uma pessoa atingida por estilhaços. Se não tivesse havido morte, até hoje estilhaços estariam voando entre milhões de presentes.

A permanência desse padrão decorre, em parte, da passividade social diante dessas falhas recorrentes, mas também se sustenta na posição dos envolvidos. Nessas tragédias, nunca se vê alguém das camadas mais altas — um médico, um deputado, um prefeito ou vereador — sendo retirado do lamaçal.

Em 2010, escrevi sobre essas mortes recorrentes no texto “Novela de todo verão”. Ainda assim, esse intervalo é pequeno se comparado às medidas preventivas já sugeridas por Dom Pedro II para Petrópolis, registradas em seu diário em 5 de fevereiro de 1862.

As autoridades precisam ser responsabilizadas, tanto pelas perdas materiais quanto pelas vidas interrompidas. Se quem dirige sob efeito de álcool responde por assumir o risco de seus atos, muito mais devem ser autoridades que permitem construções e permanência em áreas que elas próprias classificam oficialmente como impróprias.

Um dia antes, a mesma medida de um dia depois teria salvado muitas vidas.

Pedro Cardoso da Costa
Interlagos-SP



segunda-feira, 6 de abril de 2026

Falhas na rotina aumentam riscos em condomínios sem que moradores percebam, alerta especialista


A sensação de segurança em condomínios pode ser ilusória. Apesar da presença de porteiros e sistemas de controle de acesso, falhas simples na rotina continuam sendo uma das principais portas de entrada para ocorrências. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2025, o Brasil registrou 20.344 roubos em residências, 26.544 em estabelecimentos comerciais e 329.856 de pessoas transeuntes. Os números evidenciam que crimes patrimoniais seguem recorrentes mesmo em ambientes considerados protegidos.

Para Fabiano Fernandes, especialista em segurança patrimonial e diretor do Grupo Bravo Te, o maior risco está justamente na falsa sensação de controle. “Na maioria dos casos, não falta estrutura, faltam processos. A rotina gera confiança excessiva, e regras básicas deixam de ser seguidas. É nesse ponto que surgem as vulnerabilidades”, afirma.

 Erros que aumentam o risco no dia a dia

 Entre as falhas mais comuns estão a liberação de acesso sem validação adequada, ausência de protocolos para visitantes e prestadores de serviço e a dependência excessiva da atuação individual do porteiro. Outro ponto crítico é a falta de padronização. Sem processos bem definidos, a segurança varia conforme o turno ou o profissional responsável, reduzindo a previsibilidade e abrindo brechas.

 “A segurança não pode depender exclusivamente da atenção de uma pessoa. É preciso ter procedimento, tecnologia e gestão. Quando isso não acontece, o sistema fica vulnerável, mesmo que exista estrutura aparente”, afirma Fabiano.

 Presença física não é garantia de segurança

 Um dos equívocos mais comuns, segundo o especialista, é acreditar que a presença física na portaria é suficiente para garantir proteção. “A presença ajuda, mas não resolve sozinha. Se não houver controle de acesso estruturado, registro de informações e acompanhamento da operação, o risco continua existindo. Segurança é processo, não apenas presença”, diz.

 Além das falhas operacionais, o comportamento dos próprios moradores pode contribuir para situações de risco. Entre os exemplos mais comuns estão a liberação de entrada para desconhecidos, compartilhamento de acessos e descuido com regras básicas do condomínio.

 Segundo o Secovi-SP, a cidade de São Paulo possui mais de 57 mil condomínios residenciais, que concentram milhões de moradores e demandam estruturas cada vez mais complexas de gestão e segurança, o que amplia a importância de processos bem definidos.

 O uso de tecnologia tem avançado no setor, com soluções como monitoramento remoto, controle de acesso digital e sistemas integrados. No entanto, especialistas reforçam que a tecnologia, por si só, não resolve o problema.

 “A tecnologia é uma ferramenta importante, mas precisa estar integrada a processos e à gestão. Quando bem aplicada, ela aumenta o controle e reduz falhas. Quando não, vira apenas um recurso subutilizado”, afirma Fernandes.

 Caminho passa por gestão e conscientização

Para reduzir riscos, a recomendação é investir na estruturação de processos, treinamento das equipes e conscientização dos moradores.

 “A segurança começa no comportamento e se sustenta na gestão. Quando existe clareza de procedimentos e responsabilidade compartilhada, o nível de proteção aumenta de forma consistente”, conclui.

Sobre o Grupo Bravo Te

 O Grupo Bravo Te é uma empresa brasileira especializada em segurança integrada e facilities, com atuação voltada à gestão eficiente de operações em ambientes corporativos e residenciais. Fundada em 2002, a companhia combina tecnologia, processos e pessoas para oferecer soluções personalizadas em segurança eletrônica, portaria remota, monitoramento e serviços de apoio, posicionando-se como parceira estratégica na gestão de riscos e na melhoria da eficiência operacional.

 Com presença relevante no estado de São Paulo e atuação nacional em monitoramento, o Grupo Bravo Te atende cerca de 1.200 clientes e se posiciona como parceira estratégica na gestão de riscos e na melhoria da eficiência operacional. Seu diferencial está na forma como integra tecnologia à operação do dia a dia, utilizando ferramentas e sistemas de maneira prática para aumentar o controle, reduzir falhas e tornar a segurança mais eficiente e previsível.

domingo, 5 de abril de 2026

Alerta de Segurança: O Golpe do Pix que Manipula Conversas no WhatsApp


O WhatsApp consolidou-se como a principal ferramenta de interação no Brasil, servindo desde o bate-papo informal até a gestão de negócios e pagamentos. Contudo, essa onipresença transformou o app em um terreno fértil para crimes cibernéticos. Uma modalidade que vem ganhando força pela sua engenhosidade é a interceptação de transferências via Pix através da clonagem de diálogos.

Como funciona a fraude silenciosa?
Alvos e Identificação
Como se proteger?

Diferente de abordagens diretas, este golpe é extremamente sutil e baseia-se na invasão prévia do smartphone. O processo geralmente ocorre assim:

  1. A Invasão: O usuário instala, sem saber, um software espião (malware) ao baixar arquivos de fontes não confiáveis ou clicar em links duvidosos.

  2. O Monitoramento: Uma vez instalado, o vírus observa a rotina de mensagens e pode até replicar o estilo de escrita da vítima para enganar seus contatos.

  3. A Alteração do Pix: O momento crítico acontece na função "copiar e colar". Quando o usuário copia uma chave Pix enviada em um chat, o malware identifica o código e o substitui instantaneamente por uma conta controlada pelo criminoso.

O perigo invisível: O usuário acredita estar colando os dados corretos no banco, mas o destino do dinheiro já foi alterado pelo sistema infectado antes mesmo da transação ser aberta.

Tanto usuários comuns quanto contas corporativas estão na mira, especialmente quem lida com alto volume de pagamentos digitais. O grande desafio é que esses programas maliciosos operam de forma oculta, tornando a detecção manual quase impossível até que o prejuízo seja concretizado.

Fique atento aos sinais de alerta:

  • Aparecimento de aplicativos desconhecidos no menu.

  • Divergência entre o código copiado e o que aparece na tela de confirmação do banco.

  • Lentidão excessiva ou comportamento errático do sistema operacional.

A prevenção continua sendo a barreira mais eficaz contra esses ataques. Especialistas em cibersegurança recomendam:

  • Fontes Oficiais: Nunca instale aplicativos fora da Google Play Store ou App Store.

  • Conferência Rigorosa: Sempre verifique o nome do destinatário na tela final do banco antes de digitar a senha.

  • Atualização Constante: Mantenha o sistema do celular e o antivírus sempre na versão mais recente para corrigir vulnerabilidades.

  • Cuidado com Links: Desconfie de promessas exageradas ou solicitações de download recebidas por mensagens.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Páscoa e Chocolate: 8 fatos sobre o alimento mais desejado da época


Com a chegada da Páscoa, o chocolate torna-se um desejo quase universal. Mas o que faz dele um alimento tão irresistível? A resposta vai além do sabor e envolve uma complexa reação no cérebro, que mistura ciência, emoção e até história.

Enquanto o Brasil produz mais de 800 mil toneladas anuais para atender à demanda, surgem dúvidas recorrentes: o alimento é um vilão para a saúde ou um aliado do bem-estar?

Para desvendar mitos e verdades, a nutricionista Flavia Arruda, da Santa Casa de São Roque, gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, em parceria com a prefeitura do município, explica como é possível aproveitar a data sem culpa. "O segredo está menos na proibição e mais no entendimento. Quando conhecemos como ele age no corpo, fica mais fácil consumir de forma equilibrada", adianta.

Confira, a seguir, algumas curiosidades científicas e históricas sobre o item mais desejado da Páscoa:

Chocolate e o cérebro: uma conexão que vai além do sabor

A sensação de felicidade ao comer chocolate não é apenas psicológica. Ele ativa áreas cerebrais ligadas ao prazer e à recompensa, estimulando a liberação de neurotransmissores, como serotonina, endorfina e dopamina. “Ele pode trazer uma sensação de conforto, mas não deve ser visto como a solução para questões emocionais complexas”, pontua a especialista.

Nem todos são iguais

A escolha faz toda a diferença. Opções com maior teor de cacau concentram mais compostos bioativos e menos açúcar. Já as versões ao leite e branco costumam ter maior quantidade de gordura e açúcares adicionados.

Fonte de antioxidantes

O ​​cacau​​ é rico em flavonoides, substâncias que ajudam a combater os radicais livres no organismo. Esses compostos estão associados à proteção cardiovascular e à melhora da circulação sanguínea. A quantidade da fruta impacta diretamente nos benefícios. Quanto mais amargo, maior a presença de antioxidantes, afirma a nutricionista.

​​​4​​. O consumo excessivo traz consequências

Em curto prazo, o alto teor de gordura e açúcar pode causar enjoos, diarreia e dor abdominal. A longo prazo, o excesso está associado ao ganho de peso, aumento da glicemia, alterações no colesterol e até crises de enxaqueca.

​​​5​​. Equilibrar é possível

Pequenas porções na rotina podem ser mais saudáveis do que alternar entre restrição severa e exagero, um padrão comum na Páscoa. “Quando consumido com moderação, o doce pode, sim, fazer parte de uma alimentação equilibrada”, explica a nutricionista.

​​​6​​. O chocolate nem sempre foi doce

Antes de se popularizar como sobremesa, o cacau era consumido por civilizações antigas como uma bebida amarga e ritualística. Foi somente com a adição de açúcar, séculos depois, que o produto ganhou o perfil que tem hoje.

​​​7​​. Chocolate branco não é, tecnicamente, chocolate

Apesar de ser classificado como chocolate pela Anvisa, por conter manteiga de cacau, a versão branca não possui a massa da fruta, que é onde se concentram os compostos benéficos. “Por ter uma base de gordura, pode apresentar maior valor calórico. A melhor forma de entender o que você está consumindo é sempre analisar a lista de ingredientes no rótulo”.

​​​8​​. Já foi usado como moeda e símbolo de status

O cacau já foi tão valioso que serviu como moeda para civilizações pré-colombianas. Com o tempo, manteve seu lugar como símbolo de prestígio, recompensa e afeto. Isso ajuda a explicar por que, especialmente na Páscoa, o ato de comer ou presentear com chocolate está muito mais ligado à emoção e à memória afetiva do que ao consumo.

No fim das contas, o chocolate não precisa ser visto como vilão. Para a especialista, o mais importante são as escolhas conscientes: “Com moderação, é possível aproveitar a data sem prejuízos e até com benefícios para o bem-estar”, conclui.

Sobre o CEJAM      

O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.  

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.  

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificaçãoGreatPlacetoWork. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.   

Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026: respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente, transformando o futuro!

Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados nosite da instituição.   

Você corta carboidratos? Saiba mitos e verdades sobre o suposto “vilão” das dietas


Não é de hoje que o carboidrato passou a ser apontado como um dos grandes responsáveis pelo ganho de peso e por problemas metabólicos. Impulsionadas por dietas ditas “da moda” e por informações incompletas, muitas pessoas passaram a reduzir drasticamente ou até eliminar esse nutriente da alimentação. Especialistas, no entanto, alertam que essa visão é equivocada e que ele desempenha papel fundamental para a saúde.

Segundo a nutricionista Stephany Rangel, da Hapvida, a ideia de que o carboidrato é um “vilão da alimentação” é ultrapassada, mas ganhou força com dietas populares que não encontram respaldo na ciência nutricional.

“O carboidrato passou a ser visto como vilão por conta de algumas dietas da moda. Na realidade, ele é um nutriente fundamental para o corpo e precisa estar presente na alimentação. O problema, muitas vezes, não está no carboidrato em si, mas no tipo, na quantidade e no contexto da alimentação”, esclarece.

Funções

O carboidrato é responsável por fornecer energia para praticamente todas as funções do organismo. Após o consumo, ele é convertido em glicose, que passa a ser utilizada pelas células como combustível para o corpo.

O cérebro, por exemplo, depende quase exclusivamente desse processo para funcionar adequadamente. Já nos músculos, a glicose pode ser armazenada na forma de glicogênio muscular, sendo utilizada principalmente durante atividades físicas e esforços prolongados.

Apesar da importância nutricional, nem todos os carboidratos têm o mesmo impacto no organismo. A principal diferença está entre os chamados carboidratos simples e os complexos. Os simples são digeridos e absorvidos mais rapidamente, podendo provocar elevação mais acelerada da glicose no sangue. Eles estão presentes em alimentos como açúcar, mel, refrigerantes, sucos industrializados e diversos produtos ultraprocessados.

Já os carboidratos complexos são digeridos de forma mais lenta e liberam energia gradualmente ao longo do tempo. Eles costumam estar presentes em alimentos mais naturais e ricos em fibras, como arroz, batata, mandioca, aveia, feijão, lentilha, grão-de-bico e alimentos integrais.

Além disso, restringir o nutriente de forma excessiva também pode trazer consequências negativas para o organismo. A redução drástica pode diminuir a ingestão de fibras, vitaminas e minerais importantes, além de provocar sintomas como fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração e queda de desempenho físico.

“O ideal não é excluir os carboidratos, mas escolher melhor as fontes. Em geral, devemos priorizar alimentos mais naturais e menos processados, como frutas, legumes, tubérculos, grãos e cereais integrais. Outra estratégia importante é combinar carboidratos com proteínas e fibras nas refeições, o que ajuda a tornar a absorção da glicose mais lenta e aumenta a sensação de saciedade”, orienta a especialista.

Ingerir em excesso também é prejudicial

O consumo exagerado também merece atenção. Quando ingerido em excesso, especialmente na forma de produtos ultraprocessados, o carboidrato pode contribuir para o ganho de peso, aumento da gordura corporal e oscilações nos níveis de glicose no sangue, o que pode provocar sensação frequente de fome.

Por isso, especialistas reforçam que o segredo de uma alimentação saudável continua sendo o equilíbrio. Em vez de eliminar grupos alimentares, a recomendação é investir em variedade, priorizar alimentos naturais e manter uma alimentação equilibrada ao longo do dia.

Sobre a Hapvida

Com 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 73 mil colaboradores, atende 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 86 hospitais, 78 prontos atendimentos, 363 clínicas médicas e 305 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para osseusclientes.