sábado, 11 de abril de 2026

Agora é lei: Governo libera dinheiro para trabalhador CLT fazer exames


Uma nova lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe mudanças importantes para trabalhadores com carteira assinada. A medida reforça o direito de realizar exames médicos preventivos sem ter desconto no salário, ampliando o acesso à saúde e incentivando a prevenção de doenças.

A atualização da Consolidação das Leis do Trabalho já está em vigor e permite que o trabalhador se ausente do emprego por até três dias por ano, com remuneração garantida, desde que o motivo seja a realização de exames médicos preventivos.

Na prática, isso significa que o empregado não perde dinheiro ao cuidar da própria saúde. O direito vale para todos os trabalhadores contratados pelo regime CLT e deve ser respeitado pelas empresas.

O benefício não é totalmente novo. Ele já existia desde 2018, mas a nova lei trouxe uma mudança importante: agora, as empresas são obrigadas a informar os funcionários sobre esse direito e incentivar seu uso.

Com isso, as empresas passam a ter responsabilidades como divulgar campanhas de prevenção, estimular a realização de exames e conscientizar os trabalhadores sobre a importância do diagnóstico precoce.

A legislação destaca especialmente exames relacionados à prevenção de doenças como câncer de mama, câncer de próstata, câncer do colo do útero e infecções como HPV, reforçando a importância do cuidado regular com a saúde.

Para utilizar o benefício, o trabalhador precisa comprovar a ausência. Isso pode ser feito com um documento simples que comprove o comparecimento ao exame, seguindo também as regras internas da empresa.

A medida busca resolver um problema comum: muitos trabalhadores evitavam fazer exames por medo de perder parte do salário. Com a garantia de ausência remunerada, a expectativa é aumentar o acesso à saúde preventiva, identificar doenças mais cedo e reduzir afastamentos prolongados do trabalho.

Especialistas apontam que a mudança beneficia tanto os trabalhadores, que ganham mais segurança para cuidar da saúde, quanto as empresas, que podem reduzir custos com licenças médicas mais longas no futuro.

Pesquisadores confirmam eficácia da Inteligência Artificial na seleção de óvulos para Fertilização in Vitro


Estudo brasileiro publicado em revista científica internacional mostra como a Inteligência Artificial (IA) traz mais objetividade e rapidez para a medicina reprodutiva, com uma jornada menos desgastante e ainda mais promissora para quem deseja ter filhos. A partir de um avançado arsenal de dados, algoritmos treinados analisaram milhares de óvulos e selecionaram com sucesso aqueles com maiores chances de se transformarem em embriões saudáveis durante ciclos de fertilização in Vitro (FIV).

Especialistas brasileiros usaram um sistema de IA para a avaliação de 14.602 imagens de óvulos em 2.156 ciclos de FIVs realizados entre 2020 e 2024. Os pesquisadores constataram que os óvulos que receberam as notas mais altas da IA apresentaram maior probabilidade de fertilização e desenvolvimento de embriões que chegariam ao estágio ideal para transferência ao útero. A pesquisa foi divulgada em novembro de 2025 pelo periódico F&S Science, ligado à Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, uma das instituições mais respeitadas do mundo na área da fertilidade.

Experimentos como este mostram que a IA torna os processos da reprodução assistida mais previsíveis, eficientes e menos desgastantes para a paciente e seus familiares. “A tecnologia reduz a subjetividade humana; oferece suporte quantitativo, pois processa grandes volumes rapidamente; e faz uma avaliação matemática de padrões invisíveis ao olho humano. Para a ciência, tudo isso se traduz em métricas padronizadas, reprodutibilidade do experimento e comparabilidade estatística mais robusta entre grupos estudados”, afirma Dr. Edson Borges, diretor científico do Fertgroup, maior grupo de reprodução assistida do Brasil, que lidera a pesquisa. O especialista destaca que a IA não substitui o médico. “Ela se torna uma poderosa ferramenta de apoio à decisão clínica, facilitando condutas ainda mais personalizadas e que otimizam o tratamento.”

Em outro estudo recente, a equipe de pesquisadores empregou a IA para comparar protocolos hormonais com o objetivo de definir abordagens terapêuticas de acordo com o perfil da paciente. “Isso permitiu, em casos específicos, a redução de injeções, substituídas por comprimidos, o que tornou o tratamento mais simples, barato e trouxe menos desconforto à mulher, com resultados semelhantes aos obtidos pelos métodos tradicionais”, explica Dr. Borges.

Em relação às mulheres que pretendem congelar óvulos, a IA pode ajudar muito no cálculo da quantidade que precisa ser congelada para que haja maior probabilidade de gestação no futuro. Antes da IA, tal estimativa era realizada de forma observacional, a partir da avaliação da idade da paciente e seus dados clínicos. A depender da qualidade dos óvulos mostrada pela inteligência artificial, pode ser sugerida a realização de outro ciclo de coleta.

Ao aumentar a precisão na triagem das células reprodutivas femininas, a IA pode, também, diminuir o número de ciclos que precisam ser realizados. Isso reduz não só os custos financeiros para a paciente, mas também o tempo dedicado ao processo, o que contribui para o seu bem-estar emocional, aliviando sentimentos de ansiedade e frustração.

Antes e depois do nascimento: como preparar, guardar e conservar as roupas do bebê sem riscos à saúde


Um dos momentos mais especiais da gestação é a preparação do enxoval do bebê. Essa fase, repleta de expectativas por parte dos pais, exige organização e cuidados especiais para a chegada do pequeno, e algumas medidas que ajudam a preservar a saúde da criança após o nascimento. Pensando nisso, Marinês Cassiano, especialista têxtil da 5àsec, dá dicas sobre como preparar e armazenar corretamente este tipo de peça antes e depois do nascimento do bebê.

Cuidados necessários antes do nascimento

Após a compra das peças que estarão em contato com a pele do bebê, como as roupinhas, meias, toalhas, cobertores e paninhos de boca, é fundamental realizar a higienização correta dos itens. Como o recém-nascido possui a pele e o sistema respiratório muito sensíveis, é importante evitar produtos químicos com cheiro forte, como água sanitária ou amaciante, para não causar alergias. Além da higienização, outra orientação importante é cortar as etiquetas, que podem causar coceira ou desconforto nas crianças, devido ao tamanho e ao material. No caso de brinquedos e bichinhos de pelúcia, os mesmos cuidados também são necessários para evitar ácaros e fungos, que são prejudiciais à saúde.


Depois do nascimento


Após a chegada do bebê, as roupas devem ser lavadas separadamente das peças dos adultos, semanalmente ou sempre que necessário. Além disso, os produtos utilizados devem ser suaves, próprios para o público infantil. No caso de manchas difíceis de tirar, a orientação é enviar os itens para uma lavanderia especializada, que é treinada para a remoção de diversos tipos de sujidades. Itens como kit berço, colchão e até o sofá podem ser higienizados quinzenalmente por empresas especializadas. A rede francesa, por exemplo, conta com um serviço chamado 5àsec em Casa, que conta com equipamento profissional que realiza o processo de limpeza e higienização de estofados e colchões fazendo o uso de água ozonizada, que tem ação sanitizante potencializada pela aplicação da tecnologia Nano UV, promovendo uma proteção bactericida e germicida.

 

Além disso, as roupas adquiridas no enxoval ou presenteadas por amigos e familiares no chá de bebê são, muitas vezes, maiores que o tamanho atual da criança e podem ser utilizadas futuramente. Por isso, não é necessário higienizar todos de uma só vez. O ideal é armazenar as peças corretamente, separadas daquelas que estão em uso, em sacos de TNT e em ambientes secos e arejados, que ajudam a proteger o tecido de poeira e outras sujidades. Quando chegar o momento de utilizá-las, basta realizar a higienização adequada antes do uso.

 

Depois da fase de recém-nascido


Quando o bebê já pode sair de casa, uma dúvida recorrente é sobre a limpeza dos estofados que compõem o bebê conforto, da cadeirinha para o carro e do carrinho de passeio. Alguns deles são removíveis e podem ser lavados mensalmente para evitar o acúmulo de poeira e sujeira do dia a dia.

 

Já no caso daqueles que não podem ser retirados ou dos colchões, principalmente quando a criança está em época de desfralde, é possível contratar uma lavanderia especializada que realiza o serviço de limpeza de estofados e colchões, para que o item permaneça sempre limpo e seguros para o uso.

 

“Além da parte estética, a higienização e o armazenamento corretos do enxoval do bebê são fundamentais para a saúde dos pequenos. Os bebês são mais sensíveis durante os primeiros meses de vida, por isso, tudo deve ser pensado com carinho e atenção para garantir conforto e segurança. Quem tem dúvidas sobre a forma correta, pode recorrer a lavanderias especializadas, que contam com processos profissionais que auxiliam na limpeza de diversos itens”, afirma Marinês Cassiano, especialista têxtil da 5àsec.

 

Sobre a 5àsec:  


A 5àsec é uma lavanderia premium especialista na limpeza e passadoria de roupas do dia a dia e peças especiais. A rede também oferece serviços de higienização e tratamento de itens como tênis, cortinas, tapetes, estofados, pelúcias e travesseiros, utilizando equipamentos e produtos exclusivos e de alta tecnologia. Reconhecida como uma lavanderia inteligente, a marca conta ainda com soluções especializadas, como revitalização de cores, impermeabilização de tecidos e tratamento de couro. A 5àsec é a maior rede de lavanderias premium do Brasil, com mais de 600 pontos de venda em todo o país.

Soldado do Exército tem prisão preventiva decretada após morte de colega em São Paulo


O juiz federal da Justiça Militar Vitor De Luca decretou, nesta sexta-feira (10), durante audiência de custódia, a prisão preventiva de um soldado do Exército acusado de matar a tiros um colega de farda na última quarta-feira (8), na capital paulista.

O caso ocorreu durante o primeiro serviço armado dos novos recrutas do 8º Batalhão de Polícia do Exército, menos de dois meses após o ingresso na corporação.

O disparo de uma pistola calibre 9 milímetros aconteceu na área de guarda instalada no alojamento de um condomínio residencial de oficiais, localizado no bairro do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo.

A vítima, o soldado Antonio Henrique dos Santos Sousa, foi atingida no tórax enquanto estava deitada em uma cama.

De acordo com as informações apuradas, o próprio militar acusado de efetuar o disparo tentou prestar os primeiros socorros. Outros integrantes da equipe de serviço também auxiliaram no atendimento até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o soldado não resistiu aos ferimentos e morreu.

O suspeito foi preso em flagrante por outros militares ainda no local. Na tarde desta sexta-feira, ele passou por audiência de custódia na sede da 2ª Auditoria da Justiça Militar da União, no centro da capital. A prisão preventiva foi mantida para garantir a hierarquia e a disciplina militar e a adequada apuração dos fatos.

Segundo relato de testemunhas, o disparo ocorreu enquanto o militar manuseava a arma de forma inadequada, em tom de brincadeira. Ainda conforme os depoimentos, horas antes ele já havia sido advertido por colegas após apontar a arma para outro militar.

O inquérito policial militar segue em andamento. Após a conclusão das investigações, o caso será encaminhado ao Ministério Público Militar, responsável por eventual oferecimento de denúncia. A tipificação penal poderá incluir o crime de homicídio, a depender das circunstâncias apuradas.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Apagões na Baixada: Marco Figueiredo cobra providências da Enel após prejuízos em comunidades


O descaso na prestação de serviços de energia elétrica na Baixada Fluminense voltou ao centro das discussões recentemente. Marco Figueiredo, consolidado como uma das lideranças mais influentes da região, esteve no bairro 22 de Abril para ouvir moradores e fiscalizar os impactos dos constantes apagões que têm afetado a economia local e o bem-estar das famílias.

Durante a visita, Figueiredo constatou situações críticas de perdas materiais. O caso de Dona Neide Baiana, moradora da localidade, é um retrato do drama enfrentado por muitos: alimentos estragados e eletrodomésticos danificados pela instabilidade da rede operada pela concessionária Enel.

Autoridade histórica no combate a abusos

A presença de Marco Figueiredo no local não é por acaso. Com a experiência acumulada de cinco mandatos dedicados à defesa do cidadão fluminense, ele possui um histórico de enfrentamento direto contra irregularidades no setor elétrico. Figueiredo foi o mentor e presidente da histórica CPI dos Medidores Aéreos, investigação que comprovou cobranças abusivas e garantiu, através da Justiça, o ressarcimento de milhares de consumidores no estado.

"O que presenciamos no bairro 22 de Abril é uma falta de respeito inaceitável. O histórico de luta que acumulamos na fiscalização de concessionárias nos dá o embasamento técnico para exigir que a Enel não apenas restabeleça o serviço, mas repare os danos causados a esses moradores", destacou a liderança durante o encontro.

Voz ativa pela Baixada

Para o Papo de Nível, a atuação de Marco Figueiredo reforça seu papel como um elo estratégico entre as demandas da população e os órgãos de controle. Sua trajetória é marcada pela mediação de conflitos e pela busca de soluções em áreas sensíveis como infraestrutura e direitos do consumidor.

A articulação agora segue para cobrar das agências reguladoras uma postura mais rígida contra a queda na qualidade dos serviços essenciais, garantindo que o cidadão de, todo o Estado do Rio de Janeiro não seja penalizado pela ineficiência operacional.

Veja o registro da visita técnica no vídeo abaixo: 



Evento debate série Emergência Radioativa que retrata acidente em Goiânia


Ao revisitar o acidente com o césio-137, em Goiânia, a série Emergência Radioativa, disponível em plataforma de streaming, trouxe o debate sobre segurança nuclear de volta à agenda do setor e da sociedade e, com ele, uma pergunta que permanece atual: o que sustenta, hoje, a segurança nuclear no Brasil?

 A produção também provoca reflexões sobre como o setor evoluiu nas últimas décadas e quais mecanismos garantem, atualmente, o uso seguro das tecnologias nucleares no Brasil. Afinal, após Goiânia, o que mudou?

 

É nesse contexto que a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) promove, no dia 9 de abril, às 14h, o debate Entre Memória e Futuro, para discutir os fundamentos da segurança nuclear contemporânea e o papel da regulação. O encontro será realizado na Escola de Comunicação da Fundação Getulio Vargas (FGV Comunicação), em Botafogo, Rio de Janeiro.

 

A programação prevê discussões sobre regulação, transparência e comunicação, três pilares centrais para a construção da confiança pública no setor. Também estarão em pauta as lições deixadas pelo acidente de 1987 e os avanços institucionais e regulatórios implementados desde então.

 

Participam do encontro o diretor-presidente da ANSN, Alessandro Facure; o diretor da série, Fernando Coimbra; o jornalista Paulo Motta, premiado pela cobertura do caso; o físico Walter Mendes Ferreira, atual chefe da Emergência Radiológica da CNEN e o primeiro a identificar o acidente com o césio-137; e o deputado federal Julio Lopes, presidente da Frente Parlamentar Nuclear.

 

Para Facure, a repercussão da série tem o mérito de recolocar o tema em evidência e contribuir para qualificar o debate. Segundo ele, a segurança nuclear vai além da tecnologia e depende de regulação, responsabilidade institucional e cultura de segurança.

 

O presidente da ANSN destaca que as lições do acidente de Goiânia foram incorporadas ao longo do tempo por meio de normas, fiscalização e atuação técnica independente. Hoje, afirma, o Brasil conta com uma autoridade reguladora dedicada exclusivamente à função, um avanço que fortalece o sistema de controle e supervisão.

 

Facure ressalta ainda que segurança não significa ausência de risco, mas a capacidade de controlar, monitorar e responder com rigor, base da confiança da sociedade.
 

O físico Walter Mendes, profissional-chave na história do acidente, destacou que o acidente de Goiânia foi determinante para a consolidação dos protocolos atuais. Segundo ele, a experiência mostrou, na prática, a importância de procedimentos técnicos, treinamento contínuo e integração entre instituições no enfrentamento de emergências. “O que se aprendeu em Goiânia pode ser transportado naturalmente para a área nuclear”, afirmou.
 

Walter ressaltou que as lições do acidente resultaram em avanços estruturais, como o fortalecimento da fiscalização, a criação de normas mais robustas e a definição de mecanismos legais para atuação em crises. Ele também chamou atenção para aspectos como comunicação com a sociedade, preparação das equipes e gestão de situações de pânico. Para o especialista, a série ajuda a revisitar esse aprendizado ao evidenciar como o episódio contribuiu para a construção do atual sistema de resposta a emergências no país.
 

Na mesma linha, o deputado Júlio Lopes defende que o fortalecimento institucional é essencial para o avanço do setor. Para ele, regulação sólida, transparência e diálogo com a sociedade são condições para consolidar a confiança pública e ampliar o uso das tecnologias nucleares em áreas estratégicas como energia, saúde e inovação.
 

Com o olhar de quem acompanhou o caso de perto, o jornalista Paulo Motta recorre ao humor para reforçar a importância da fiscalização: “gato contaminado tem medo de água pesada não fiscalizada”, brinca. “Será uma ótima oportunidade de debatermos como anda a regulação hoje. “Goiânia nunca mais!”, acrescenta.

 

Fernando Coimbra conta que a motivação para fazer uma minissérie sobre o desastre do Césio-137 em Goiânia era “resgatar a memória dessa história tão importante que trata não só de um acidente radiológico, mas de uma síntese da sociedade brasileira”. Muitos aspectos e camadas – segundo ele – são tratadas nessa narrativa, entre elas o papel da ciência brasileira em lidar com um acidente até então inédito. “Para conseguir resumir três meses em 5 horas, foi necessário lançar mão de recursos ficcionais, condensando fatos e personagens, sempre com respeito e responsabilidade”, explica.

 

O encontro é promovido pela ANSN, em parceria com a Escola de Comunicação da Fundação Getúlio Vargas (FGV Comunicação) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), com apoio da Frente Parlamentar Nuclear.

OPINIÃO: Renan Ferreirinha: Diretas Já - RJ


Cláudio Castro abandonou o cargo de governador sem ter um vice e sequer presidente da Alerj, mergulhando o estado num caos político sem precedentes. Ele ainda renunciou 24 horas antes de ser cassado. Um golpe para burlar a legislação, numa tentativa frustrada de evitar sua cassação e inelegibilidade, e retirar o direito do povo de escolher o seu novo governador, forçando uma eleição indireta, feita pelos deputados estaduais. Os ministros do STF têm a oportunidade de rechaçar essa clara fraude promovida por Castro com o objetivo de beneficiar a ele e seu grupo político.

A Alerj, infelizmente, encontra-se desmoralizada. Não é pra menos. O histórico é de uma Assembleia onde Rodrigo Bacellar, preso por ligação com o Comando Vermelho e cassado pelo TSE, foi reeleito presidente por unanimidade por seus pares. Uma Assembleia que aprovou soltá-lo da cadeia quando ele detinha foro privilegiado. Também foi a Alerj que manobrou uma votação ilegal que buscou eleger Douglas Ruas como presidente. Tentaram eliminar do caminho até mesmo o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, derrubando-o do cargo de governador interino. 

A trapaça descarada foi devidamente anulada pelo TJ diante da flagrante ilegalidade. Este histórico da Alerj representa o jogo do vale-tudo pelo poder, que não respeita até mesmo a mais alta instância do Judiciário fluminense e tampouco a vontade popular. Por tudo isso, a Alerj não tem condições de definir os rumos do nosso Estado hoje. Sendo assim, uma eleição indireta seria um enorme erro. Chegou a hora dos ministros do STF colocarem um freio de arrumação nessa atual situação insustentável a qual o RJ chegou. Chega de crise de legitimidade, de caos institucional e administrativo.

Os ministros do Supremo devem tomar uma decisão conscientes de que a eleição sendo direta, seja qual for o resultado, não abrirá nenhuma margem para questionamento do processo de escolha do governador. É o que defendem diversos juristas. Esse caminho também blinda o STF pois é a única forma de garantir a legitimidade do já conturbado processo de sucessão estadual causado por Castro. O povo é soberano. Nada mais justo que a população escolher o seu novo governador. Deve ser assegurado o exercício pleno da democracia no RJ.

Os principais pré-candidatos a governador, Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), estão em lados políticos completamente opostos, mas têm um aspecto de consenso: ambos defendem a realização de eleições diretas. O pilar central de qualquer democracia no mundo é o voto popular. Depois de tudo o que aconteceu de ruim no estado, ao menos a soberania do povo precisa ser respeitada. O estado do Rio de Janeiro não aguenta mais.

RENAN FERREIRINHA foi Secretário Municipal de Educação do Rio de Janeiro (2021-2026) e deputado federal