Impacto no controle de porções, no desperdício e na rentabilidade coloca os sachês no centro da gestão da alimentação fora do lar
Você já fez a conta de quantos sachês vão para o lixo todos os dias no seu estabelecimento? Às vezes eles ficam fechados na mesa, às vezes são usados pela metade e descartados logo depois. Esse cenário, comum em padarias, lanchonetes, bares e restaurantes, entrou em discussão na Europa após o Conselho da União Europeia aprovar o Regulamento (UE) 2025/40, que prevê a redução de embalagens descartáveis, incluindo porções individuais de molhos e condimentos, sempre que o restaurante puder servir esses produtos de outra forma.
“Na correria da operação, o sachê parece a solução mais simples. Mas ele cria uma porção padrão que nem sempre é o que o cliente realmente precisa e muitas vezes ele pega mais do que o necessário. Quando sobra produto, estamos falando de alimento e dinheiro indo para o lixo”, explica Sandra Gomes, Gerente Comercial de Gastronomia da Prática. “Pode parecer pouco em cada mesa, mas no volume diário de um restaurante, isso ganha proporção.”
A nova regra europeia começa a valer de forma geral a partir de agosto de 2026 e pode ter etapas até 2030. Ela restringe embalagens plásticas de uso único em hotéis, bares e restaurantes, incluindo ketchup, maionese, mostarda e açúcar em sachês, sempre que existirem alternativas como refis ou dispensers.
O tema não é só embalagem, é gestão de alimento. Em muitos estabelecimentos, o cliente pega dois ou três sachês “por garantia”. Parte não é usada. Outra parte é aberta e não é consumida até o fim. No final do dia, isso representa desperdício de produto que já foi comprado, armazenado e pago.
Além disso, cada sachê envolve custo, compra do insumo, embalagem, transporte, armazenamento e descarte. Quando o controle das porções não é bem pensado, o desperdício acontece sem que o dono perceba. E, em um setor onde a margem costuma ser apertada, pequenos excessos diários fazem diferença no resultado do mês.
“Quem trabalha com alimentação sabe que lucro está nos detalhes. Controlar melhor as porções, reduzir sobras e organizar a forma de servir molhos e acompanhamentos é uma decisão estratégica. O debate sobre sachês é, no fundo, uma conversa sobre eficiência, cuidado com o alimento e saúde financeira do negócio”, finaliza Sandra.
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