terça-feira, 31 de março de 2026

Moda avança no franchising e redes infantis crescem acima da média em 2025


O mercado de moda infantil tem se destacado no varejo brasileiro. Segundo o SEBRAE, o setor infanto-juvenil movimenta cerca de R$ 50 bilhões por ano no Brasil. Além disso, este segmento cresce anualmente em média 6%, segundo dados de 2021 da Abit (Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção). A movimentação demonstra o alto poder de consumo voltado para crianças e adolescentes em território nacional. É o caso de marcas como Milon e Calçados Bibi, que fecharam 2025 com crescimento acima do resultado do segmento de franquias em solo brasileiro. 

Dados divulgados pela ABF (Associação Brasileira de Franchising) mostram que o mercado moda no geral cresceu 7,2% em 2025, frente ao ano de 2024. A Milon, por exemplo, obteve incremento de 22% no consolidado anual. Já no Same Sales Store, ou seja, vendas em unidades já em operação, a alta foi de 13%, reforçando a consistência do modelo de negócio e a conexão da marca com o consumidor. Além dos bons números, a rede de vestuário infantil com inspiração europeia e parte do Grupo Kyly também cresceu em quantidade de lojas exclusivas. Ano passado foram 19 novos pontos de venda ampliando sua presença em mercados estratégicos de diferentes regiões do Brasil.
 

“Os resultados de 2025 refletem a força do mercado de moda infantil e o posicionamento da Milon dentro desse segmento. Temos investido continuamente em coleções com design diferenciado, qualidade e em uma expansão estratégica da rede, o que nos permite levar a proposta da marca para novos mercados e fortalecer nossa relação com as famílias brasileiras. Crescer acima da média do setor reforça que estamos no caminho certo”, afirma Claudinei Martins, diretor executivo comercial e de marketing do Grupo Kyly.
 

Já o grupo Bibi, composto pela maior rede de calçados infantil da América Latina e duas fábricas no Brasil, localizadas em Parobé (RS) Cruz das Almas (BA), fechou 2025 com crescimento de 9%, refletindo uma estratégia integrada entre os negócios da empresa. No varejo, a rede de lojas no Brasil, com mais de 130 unidades em funcionamento, avançou também 9% em relação a 2024. Ao longo do ano passado, a Bibi inaugurou nove operações em diferentes centros comerciais do País. Outro destaque da empresa foram as frentes digitais, que registraram incremento de 30% no faturamento em comparação com o ano anterior, reforçando a relevância da estratégia omnicanal da companhia.
 

“Encerramos 2025 com números consistentes que refletem nosso compromisso com inovação, expansão e proximidade com o consumidor. Além do crescimento no varejo físico, tivemos um avanço importante nas frentes digitais, fortalecendo nossa estratégia omnicanal e ampliando a presença da Bibi na jornada de compra das famílias. O segmento infantil segue resiliente e acreditamos em um cenário promissor para os próximos anos”, finaliza Andrea Kohlrausch, presidente da Calçados Bibi.

Créditos tributários: o ativo estratégico que a contabilidade pode revelar no início do ano

Por Rafael Pimenta, CEO da Taxa Mínima

O início do ano é o momento em que a contabilidade deixa de apenas registrar resultados e passa a influenciar decisões. É quando metas são definidas, orçamentos ajustados e prioridades estratégicas são estabelecidas. Nesse contexto, um tema ainda tratado como secundário pode — e deve — ganhar protagonismo: os créditos tributários.

Historicamente, muitas empresas tratam o crédito como recuperação pontual, quase uma oportunidade eventual. Essa visão reduz seu alcance e seu potencial estratégico. Em um ambiente de fiscalização digital intensificada, cruzamento eletrônico de dados e maior exigência por transparência, a revisão de créditos deixa de ser apenas uma questão de eficiência e passa a integrar a agenda de governança e gestão de riscos.

 

Quando a atuação contábil se limita ao cumprimento das obrigações acessórias, instala-se uma cultura de conformidade mínima. Cumpre-se o necessário, mas deixam-se de revisitar critérios técnicos, interpretações normativas e rotinas operacionais que impactam diretamente a carga tributária efetiva.

 

É comum atribuir a subutilização de créditos à complexidade do sistema tributário brasileiro — e ela é real. No entanto, o fator mais determinante costuma ser a ausência de um processo estruturado de revisão técnica periódica.

 

Grande parte das oportunidades não está em eventos extraordinários, mas nas rotinas recorrentes. Nas apurações de PIS e Cofins no regime não cumulativo, por exemplo, o conceito de insumo ainda gera interpretações mais restritivas do que o necessário. Na gestão de ICMS, saldos acumulados muitas vezes deixam de ser acompanhados com profundidade analítica. Já na folha de pagamento, classificações automáticas de verbas — sem reavaliação técnica periódica — podem gerar distorções relevantes.

 

O ponto central não é adotar teses ousadas, mas garantir coerência entre contabilidade, fiscal e operação. Onde há integração de dados, documentação adequada e método claro, há espaço para revisão segura.

 

Sob a perspectiva contábil, o crédito tributário é um ativo realizável de natureza fiscal — valores recolhidos a maior ou indevidamente que podem ser compensados ou restituídos de forma legítima. Para a empresa, isso representa eficiência de capital de giro. Para a contabilidade, traduz-se em qualidade informacional e melhor alinhamento entre resultado contábil e carga tributária efetiva.

 

Mais do que técnica, trata-se de governança.

 

Para os escritórios contábeis, há ainda um componente estratégico relevante. Em um mercado cada vez mais competitivo, a capacidade de revisar, sustentar e documentar créditos com segurança diferencia o profissional que apenas cumpre obrigações daquele que gera valor mensurável ao cliente. A revisão estruturada fortalece o papel consultivo da contabilidade e amplia sua relevância na tomada de decisão empresarial.

 

O primeiro trimestre é o período mais adequado para essa análise. O exercício anterior está consolidado, mas ainda há tempo para ajustes técnicos antes do encerramento definitivo de diversas obrigações. Além disso, é quando orçamento, fluxo de caixa e planejamento estratégico estão sendo definidos. Inserir a revisão de créditos nesse momento é alinhar técnica, planejamento e gestão de riscos.

 

Estabelecer uma rotina anual de governança fiscal — com revisão de PIS/Cofins, conciliação de ICMS, análise da base de INSS, verificação de decisões judiciais e organização documental — transforma o crédito de evento ocasional em prática previsível, auditável e alinhada à estratégia financeira da empresa.

 

Persistem receios de que todo crédito gere autuação. Na prática, créditos bem fundamentados, com base legal clara, documentação consistente e coerência contábil integram a gestão fiscal legítima. A diferença entre planejamento responsável e risco excessivo está na substância técnica e na qualidade do método adotado.

 

A tecnologia, nesse contexto, assume papel relevante. Ferramentas baseadas em inteligência artificial ampliam a capacidade de cruzamento de dados, aumentam a rastreabilidade das operações e identificam inconsistências com maior precisão. Ainda assim, a interpretação normativa e a decisão final permanecem sendo atribuição do contador. O equilíbrio está na combinação entre análise automatizada e julgamento profissional qualificado.

 

Ao incorporar a revisão de créditos à agenda do início do ano, a contabilidade reafirma seu papel estratégico. Não se trata apenas de recuperar valores, mas de qualificar riscos, fortalecer a governança e assegurar que a carga tributária reflita com precisão a realidade operacional da empresa.

 

Revelar esse ativo com responsabilidade técnica não é apenas uma escolha de gestão — é um diferencial competitivo. Empresas que tratam crédito como método, e não como evento, constroem previsibilidade, reduzem distorções e consolidam maturidade fiscal em um ambiente regulatório cada vez mais exigente.

Perdeu ou teve um dente comprometido e não tratou? Veja 5 consequências para a saúde bucal


Você já pensou no que acontece dentro da sua boca quando um dente não é substituído? Pode parecer algo simples, mas não é bem assim. Um estudo publicado no Journal of Oral Rehabilitation aponta que a perda dentária não tratada está diretamente associada a mudanças na mordida, movimentação dos dentes e até perda óssea ao longo do tempo. Ou seja, o impacto vai muito além do que a gente vê no espelho.

“Quando um dente é perdido, a boca não fica parada esperando uma solução. Os dentes ao redor começam a se movimentar para tentar ocupar aquele espaço vazio e o dente que faz par com ele pode descer ou subir mais do que deveria. Aos poucos, isso vai bagunçando o encaixe da mordida”, explica o Dr. Paulo Yanase, dentista da Oral Sin. Na prática, é como se a boca tentasse se reorganizar sozinha, mas acabasse criando novos problemas no caminho. 

Mas afinal, o que acontece com a boca quando perdemos um dente e não substituímos?


• Os dentes saem do lugar: os dentes vizinhos começam a entortar em direção ao espaço vazio. Isso pode deixar o sorriso desalinhado e até dificultar a limpeza, aumentando o risco de cáries e problemas na gengiva.

• A mordida perde o equilíbrio: com os dentes fora de posição, o encaixe entre a parte de cima e de baixo da boca muda. Isso pode gerar desconforto, sensação ruim na mordida e até dores na mandíbula.

• Alguns dentes ficam sobrecarregados: como a mastigação deixa de ser bem distribuída, certos dentes passam a fazer mais esforço do que deveriam, o que pode levar a desgaste e até fraturas com o tempo.

• O osso começa a diminuir: o osso que segurava o dente precisa do estímulo da mastigação para se manter forte. Sem isso, ele começa a encolher aos poucos, o que pode até mudar o formato do rosto em casos mais avançados.

• Mastigar e falar podem ficar mais difíceis: dependendo do dente perdido, a pessoa pode começar a mastigar só de um lado ou ter dificuldade com alguns sons na fala, o que afeta o dia a dia mais do que se imagina.

“Tudo isso acontece porque cada dente tem um papel importante. Quando um falta, os outros tentam compensar, mas nem sempre conseguem fazer isso da melhor forma. Por isso, substituir o dente perdido não é só uma questão estética, é uma forma de manter a boca funcionando bem e evitar problemas maiores no futuro”, finaliza o Doutor.


Sobre a Oral Sin 

Fundada em 2004, em Arapongas, Paraná, a Oral Sin é a maior rede de franquias de implantes dentários do país e, desde 2009 atua no segmento de franquias. Presente em todo o país, é pioneira na adoção de tecnologias digitais ligadas à odontologia. Além dos implantes, também oferece atendimento clínico em geral, próteses dentárias, estética dental, ortodontia, toxina botulínica e enxerto ósseo.


Atendimento odontológico humanizado e de excelência, acolhimento, respeito, carinho e flexibilidade no pagamento – que promove o melhor custo-benefício do mercado – estão entre seus pilares.

1/4, Dia da Mentira: saiba como agir se o seu filho mente muito


No Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, o tema costuma aparecer em tom de brincadeira. No cotidiano das famílias, porém, quando uma criança começa a negar fatos evidentes ou inventar histórias para escapar de uma bronca, o assunto pode gerar preocupação. Qual pai, mãe ou responsável nunca ouviu de uma criança frases como “não fui eu”, “eu já fiz a lição” ou “o cachorro comeu o chocolate”? Mas afinal, mentir é um sinal de problema no comportamento infantil?

De acordo com Jacqueline Cappellano, coordenadora pedagógica da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri (SP), as primeiras mentiras costumam aparecer por volta dos três ou quatro anos de idade, fase em que o indivíduo começa a desenvolver habilidades como imaginação, linguagem e compreensão das regras sociais, e percebe que pode manipular informações para evitar punições ou obter algum benefício.

“Esse é um passo importante no amadurecimento cognitivo”, explica. “Na maioria das vezes, a mentira infantil não está ligada à malícia ou à intenção de enganar de forma grave. Muitas vezes, ela surge por medo de punição, para agradar aos adultos ou simplesmente como extensão do universo imaginativo da criança.” A criança muitas vezes mente por receio de perder o amor do adulto, pois não sabe como será sua reação ao contar a verdade sobre algo “errado” que fez.

Segundo a especialista, nessa etapa o “faz de conta” é um recurso importante para o desenvolvimento emocional e criativo. Por isso, nem sempre o que os adultos interpretam como mentira é uma tentativa deliberada de enganar: a criança não faz para manipular, até porque nem teria condições cognitivas para isso. Em determinadas situações, a mentira aparece como forma de autoproteção: a criança pode negar que quebrou um objeto ou que não fez a tarefa de casa por receio da reação dos adultos.

“É importante lembrar que a criança ainda está aprendendo a lidar com regras sociais e emoções. Mentir pode ser uma tentativa de resolver um problema imediato, sem que ela compreenda totalmente as consequências”, destaca Capellano.

Como os adultos devem reagir?

Diante de uma mentira, a reação dos adultos influencia diretamente a frequência do comportamento. Castigos severos ou humilhações, por exemplo, tendem a produzir o efeito contrário ao desejado. “Quando a mentira é descoberta, o ideal é manter a calma e conversar com a criança. Reações muito duras podem aumentar o medo e fazer com que ela minta ainda mais para evitar punições”, orienta a docente.

Em vez de focar apenas no erro, a recomendação é transformar o episódio em um momento de aprendizado. Algumas estratégias incluem: explicar por que a verdade é importante nas relações; reforçar que todos podem cometer erros; e valorizar quando a criança fala a verdade, mesmo em situações difíceis.

Em uma situação hipotética em que uma criança diga que foi à Disney no feriado, por exemplo, ao ouvir a história, o adulto não deve reagir com repreensão imediata ou constrangimento. O mais adequado é acolher o relato e ajudar a criança a diferenciar imaginação e realidade. Pode-se dizer à criança algo como: “A Disney parece um lugar muito divertido mesmo, que muita gente sonha em conhecer. Mas o que você fez mesmo no final de semana?”.

Essa abordagem ajuda a criança a refletir sobre o que disse sem se sentir envergonhada e transforma a situação em aprendizado, mostrando que fantasias podem fazer parte das brincadeiras, mas que, nas conversas do dia a dia, a honestidade é fundamental.

Outro ponto importante é dar o exemplo dentro de casa, como em episódios em que o adulto mente que não está em casa para não receber uma visita indesejada. “As crianças observam o comportamento dos adultos o tempo todo. Quando veem pais ou responsáveis mentindo em situações cotidianas, podem entender que isso é aceitável”, afirma Capellano.

A educadora aponta a necessidade de a família refletir sobre o clima da casa, a forma como os conflitos são resolvidos e a abertura para o diálogo – aspectos que influenciam diretamente o comportamento das crianças. Ambientes em que os pequenos se sentem seguros para falar, errar e aprender tendem a reduzir a necessidade de recorrer à mentira como mecanismo de defesa.

Para os pais, o episódio de uma mentira pode ser também um convite à reflexão sobre como anda a dinâmica da família e quais oportunidades existem para fortalecer vínculos, confiança e escuta dentro de casa. “A criança precisa sentir que pode dizer a verdade sem medo de humilhação ou punições desproporcionais. Quando o ambiente familiar é acolhedor, o diálogo acontece com mais naturalidade e os valores, como a honestidade, são construídos no cotidiano”, afirma Jacqueline Capellano.

Quando é preciso ficar atento?

Embora a mentira faça parte do desenvolvimento infantil, existem situações que exigem mais atenção dos responsáveis. Quando o comportamento se torna frequente e compulsivo, se prejudica a criança ou um terceiro envolvido, ou envolve histórias muito elaboradas e distantes da realidade, pode ser um sinal de alerta.

Em casos extremos, o comportamento pode estar associado a dificuldades emocionais ou algum outro problema mais sério. “Se a criança mente de forma persistente, mesmo sem motivo aparente, ou usa a mentira como principal forma de lidar com conflitos, é importante buscar orientação de profissional especializado como um terapeuta infantil que possa orientar a família”, finaliza Cappellano.

A especialista: Jacqueline Cappellano é pedagoga, pós-graduada em Bilinguismo e Psicopedagogia coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville. É uma grande entusiasta da Educação Bilíngue e fascinada pelo universo da educação infantil. Enxerga no intercâmbio entre ideias e culturas, um caminho para a paz entre os povos.

Grupo DPSP abre 300 vagas afirmativas para pessoas com deficiência


O Grupo DPSP, empresa do varejo farmacêutico responsável pelas redes Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, anuncia a abertura de 300 vagas afirmativas para Pessoas com Deficiência (PCD).

As vagas disponíveis são para diferentes cargos em operações de loja e Centros de Distribuição, como atendente de loja, farmacêutico, fiscal de prevenção, auxiliar de logística, entre outras, nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal.
 

Para participar do processo seletivo, basta se inscrever na página de carreiras do Grupo DPSP: Link
 

Além da remuneração, o Grupo DPSP oferece um pacote completo de benefícios, que inclui plano de saúde, assistência odontológica, cesta básica, seguro de vida, Gympass, vale transporte, vale refeição e programa de participação nos resultados.

 

As vagas fazem parte do Programa +Plural, iniciativa do pilar SER+ fortalecendo a diversidade e inclusão no ambiente de trabalho. O programa busca ampliar a representatividade e incentivar a troca de experiências entre diferentes gerações, perfis e trajetórias.
 

Além das vagas para Pessoas com Deficiência (PCD), o Grupo DPSP também está com oportunidades abertas para Jovem Aprendiz e Programa de Estágio. As inscrições podem ser feitas pelos links abaixo:


Jovem Aprendiz: Link



Para a DPSP, investir no desenvolvimento de pessoas é parte essencial da estratégia do negócio. A companhia conta com uma universidade corporativa que oferece trilhas estruturadas de aprendizagem e iniciativas voltadas à formação contínua de seus colaboradores.

 

Com foco na evolução constante e na transformação do varejo farmacêutico, a empresa acredita que é por meio do desenvolvimento de talentos que fortalece sua trajetória de crescimento.

 

Sobre o Grupo DPSP

Com a missão de proporcionar qualidade no atendimento, cuidados com a saúde e bem-estar a todos, o Grupo DPSP nasceu em 2011 e conta com as redes Drogarias Pacheco, com 132 anos, e Drogaria São Paulo, de 82 anos de história e tradição. A companhia é uma das maiores redes do varejo farmacêutico com mais de 1.650 lojas em nove estados do Brasil, além do Distrito Federal.
 

Hoje, o Grupo DPSP atende seus clientes em lojas físicas, e-commerce, televendas e aplicativo, com uma Central de Relacionamento ao Cliente para suporte e auxílio no pós-venda. As marcas Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo levam em seu DNA uma história de confiança e credibilidade no mercado nacional da saúde, preocupando-se constantemente em oferecer excelência em seus processos e a garantia da satisfação do consumidor.

Embratur lança Rota do Samba em Vila Isabel e transforma cultura e história do bairro fluminense em experiência turística

Projeto conecta samba, afroturismo, tecnologia e memória das comunidades cariocas em roteiro imersivo 

Mais do que um gênero musical, o samba é um documento vivo da história brasileira, nascido nos territórios populares, moldado pela resistência negra e reconhecido mundialmente como símbolo da identidade nacional. É a partir dessa força cultural que a Embratur lançou, no Rio de Janeiro (RJ), neste sábado (28), a Rota do Samba em Vila Isabel, durante um evento que celebrou os 80 anos da Unidos de Vila Isabel.

 

Batizada de “Os Três Apitos”, a Rota do Samba de Vila Isabel é uma experiência turística que convida o visitante a percorrer, a pé, um dos bairros mais emblemáticos da cultura carioca. O roteiro conecta história, música, urbanismo e memória social em uma caminhada por pontos simbólicos do território. Mais do que um circuito, funciona como uma narrativa viva do samba, tendo como fio condutor o legado de Noel Rosa, a trajetória de Martinho da Vila e a história da própria escola de samba.
 

A proposta da rota é apresentar um Rio de Janeiro que vai além dos cartões-postais, revelando a potência cultural das periferias e sua contribuição para a formação da identidade brasileira (Foto: Márcio Menasce / Embratur)

A proposta da rota é apresentar um Rio de Janeiro que vai além dos cartões-postais, revelando a potência cultural das periferias e sua contribuição para a formação da identidade brasileira. O percurso inclui dez pontos, entre eles o Monumento Noel Rosa, as calçadas musicais com clássicos como Feitiço da Vila, o tradicional Bar Petisco da Vila, a antiga fábrica Confiança, símbolo da história operária, além da quadra da escola de samba, reconhecida como patrimônio cultural imaterial.
 

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a iniciativa representa uma mudança de padrão na forma de promover o Brasil no mercado global. “Estamos transformando o samba, que já é reconhecido mundialmente como símbolo do Brasil, em uma experiência turística estruturada, que gera renda, valoriza territórios e preserva a memória cultural. A Rota do Samba mostra que o Rio de Janeiro vai muito além dos cartões-postais. Aqui, o visitante pode viver a cultura de forma autêntica, caminhando pelas ruas onde essa história nasceu”, afirmou.
 

Inovação

A Rota do Samba foi desenvolvida pelo EmbraturLAB, o laboratório de inovação da Embratur voltado à criação de soluções tecnológicas e novos produtos turísticos, que por meio de uma chamada pública selecionou startups para desenvolver ferramentas digitais capazes de enriquecer a experiência do visitante. Entre as soluções implementadas estão audioguias multilíngues, mapas interativos com inteligência artificial e aplicações de realidade aumentada, que permitem ao turista explorar os territórios de forma autônoma e imersiva.
 

Além disso, o projeto investiu na formação de guias de turismo e estudantes, fortalecendo a economia local e garantindo que a narrativa da rota seja conduzida por quem vive e conhece o território.
 

Freixo também destacou a integração entre cultura e tecnologia como eixo do projeto. “Para implementar a Rota do Samba convidamos startups que desenvolveram soluções que permitem ao turista mergulhar nesse universo a partir da inovação, com autonomia e acesso a conteúdos qualificados. Ao mesmo tempo, investimos na formação de guias, que trazem para a experiência vivenciar o dia a dia das comunidades e o fortalecimento da economia local. É um modelo que combina inovação com inclusão produtiva e valorização da cultura brasileira.”
 

Afroturismo

A Rota do Samba está profundamente ancorada no afroturismo, valorizando a história e a contribuição da população negra na construção do samba e da cultura brasileira. Vila Isabel é apresentada como território de memória e resistência, onde o samba emerge como expressão de identidade, luta e pertencimento.
 

A curadoria do projeto foi realizada com participação de especialistas, historiadores e guias locais, garantindo uma abordagem qualificada e sensível às dinâmicas culturais do território. O modelo prioriza o protagonismo comunitário, transformando moradores em agentes ativos da experiência turística.
 

Encontro de Gigantes

Um dos destaques do lançamento foi a apresentação da experiência em realidade virtual Encontro de Gigantes, pensado para transportar o visitante para uma narrativa imersiva que conecta, de forma inédita, os universos de Noel Rosa e Martinho da Vila.
 

Por meio de óculos de realidade virtual, o público vivenciou cenas com personalidades históricas, ambientes e referências simbólicas do samba, combinando a narrativa de histórias a uma trilha sonora e cenas marcantes. A tecnologia permitiu a personagens icônicos ganharem vida, ampliando a compreensão sobre suas trajetórias e a importância do samba como patrimônio cultural.
 

A experiência integra o conjunto de soluções digitais desenvolvidas para a rota, reforçando a proposta de unir tradição e inovação na promoção turística.

 

Estratégia internacional

A criação da Rota do Samba integra a estratégia da Embratur de diversificar a oferta turística brasileira e posicionar o país como destino de experiências autênticas. Ao apostar no turismo cultural, no afroturismo e na inovação tecnológica, a Agência busca dialogar com tendências globais e atrair um público interessado em vivências mais profundas.
 

A expectativa é que o modelo seja expandido para outros territórios, consolidando o samba como ativo turístico internacional e ampliando o protagonismo das comunidades na economia do turismo.

A demissão de Filipe Luís, a justiça organizacional e o novo desafio da NR-1

Nem toda injustiça no trabalho termina em processo judicial. Mas quase toda sensação de injustiça deixa marcas profundas dentro de uma organização.

Nos últimos dias, a demissão do técnico Filipe Luís do comando do Flamengo provocou um debate que extrapolou o universo esportivo. Para muitos torcedores e observadores, a decisão pareceu abrupta e, para usar a palavra que mais se repetiu nas rodas de conversa e nas redes sociais, injusta.

Não é difícil entender por quê. Filipe Luís havia conduzido o clube, recentemente, a uma sequência histórica de conquistas, como Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Libertadores, além de reconstruir uma forte identidade com o elenco e com a torcida. Ainda assim, foi surpreendido com a demissão logo no início da temporada, poucas horas depois de uma goleada de 8 a 0 sobre o Madureira.

Como esposa de um ferrenho flamenguista, confesso que também tive a mesma impressão que muitos tiveram: a de que algo ali não parecia fazer sentido.

Mas, para além da análise esportiva, o episódio serve como ponto de partida para uma reflexão cada vez mais relevante no mundo do trabalho: o impacto das percepções de justiça organizacional sobre a saúde mental.

Esse debate ganha especial relevo com a incorporação dos chamados riscos psicossociais ao sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho previsto pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). Se antes fatores como pressão organizacional, conflitos internos, falta de transparência decisória ou ambientes percebidos como injustos eram tratados apenas como questões de clima ou liderança, a nova abordagem regulatória passa a reconhecer que a própria organização do trabalho pode constituir fator relevante de risco à saúde mental.

Durante muito tempo, a proteção à saúde do trabalhador concentrou-se na prevenção de riscos físicos, químicos e biológicos. Hoje, porém, tornou-se evidente que o modo como o trabalho é organizado também pode produzir adoecimento. É nesse contexto que ganham relevância os riscos psicossociais, entendidos como fatores ligados à organização, ao conteúdo e à gestão do trabalho capazes de impactar negativamente a saúde mental dos trabalhadores.

Na prática, a NR-1 exige que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem esses riscos. Isso significa reconhecer que elementos como pressão excessiva por resultados, sobrecarga de trabalho, ambiguidade de funções, conflitos organizacionais ou estilos de liderança abusivos não são apenas questões de gestão interna: podem constituir fatores concretos de risco à saúde no trabalho.

Nesse ponto, a literatura organizacional oferece uma chave interpretativa especialmente útil: o conceito de justiça organizacional. Diversos estudos mostram que uma das variáveis mais importantes para o equilíbrio psicológico no ambiente profissional é a percepção de que as decisões dentro da organização são tomadas de maneira justa, transparente e respeitosa.

Tradicionalmente, fala-se em três dimensões da justiça organizacional: a distributiva, ligada ao equilíbrio entre esforço e recompensa; a procedimental, relacionada à transparência e previsibilidade dos processos decisórios; e a relacional, que diz respeito à forma como as pessoas são tratadas nas interações profissionais. Quando essas dimensões se fragilizam, surgem efeitos conhecidos: aumento do estresse ocupacional, redução do engajamento, deterioração da confiança institucional e maior propensão ao adoecimento psíquico.

É justamente aí que a discussão sobre justiça organizacional passa a dialogar diretamente com a nova lógica introduzida pela NR-1. Ao incorporar os riscos psicossociais ao sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho, a norma amplia o campo tradicional de proteção ao trabalhador e passa a reconhecer que determinadas características da própria organização do trabalho também podem constituir fatores de risco à saúde mental.

Sob essa perspectiva, o caso do Flamengo funciona como uma metáfora organizacional em escala ampliada. No futebol profissional, decisões repentinas sobre liderança são comuns. Resultados esportivos, pressão da torcida e interesses institucionais frequentemente produzem ambientes de alta instabilidade.

Ainda assim, quando uma decisão é percebida como inesperada, desproporcional ou desconectada do histórico recente de desempenho, como muitos interpretaram no episódio envolvendo Filipe Luís, o impacto costuma ser imediato: questionamentos sobre critérios adotados e uma sensação difusa de quebra de confiança.

Nas organizações empresariais, fenômenos semelhantes ocorrem com frequência muito maior, embora de forma menos visível. Mudanças de liderança, processos decisórios pouco transparentes ou rupturas inesperadas de projetos podem produzir efeitos comparáveis: insegurança institucional, deterioração da confiança interna e aumento da pressão psicológica sobre equipes inteiras.

Durante muito tempo, essas situações foram tratadas apenas como temas de cultura corporativa ou gestão de pessoas. A NR-1, entretanto, sugere que esse olhar tende a se ampliar. Ao exigir que as empresas identifiquem e gerenciem riscos psicossociais, a norma sinaliza que certos fatores organizacionais, inclusive aqueles relacionados à forma como decisões são tomadas e percebidas, passam a integrar o campo da segurança e saúde ocupacional.

Em outras palavras, a organização do trabalho deixa de ser um tema exclusivamente gerencial e passa a adquirir relevância regulatória. Se, no passado, a discussão jurídica surgia sobretudo após o adoecimento do trabalhador, em disputas voltadas à reparação do dano, a tendência agora aponta para um modelo cada vez mais orientado pela prevenção e pela gestão de riscos organizacionais.

Juridicamente, a demissão de um técnico de futebol dificilmente será analisada à luz da NR-1. Ainda assim, o episódio ajuda a evidenciar algo que a literatura organizacional demonstra há décadas e que a regulação trabalhista passa a reconhecer de forma mais explícita: a forma como decisões são tomadas — e, sobretudo, como são percebidas — têm impacto real sobre o ambiente de trabalho.

Em um contexto no qual a saúde mental ocupa lugar cada vez mais central nas discussões sobre segurança e saúde ocupacional, construir ambientes organizacionais baseados em critérios transparentes, processos previsíveis e relações respeitosas deixa de ser apenas uma escolha de liderança ou cultura empresarial. Passa a ser também uma questão de responsabilidade institucional e de conformidade com o próprio sistema de proteção ao trabalho.