Secretário municipal de Educação do Rio e pré-candidato a deputado federal apresenta resultados da rede municipal e propõe restrições ao uso de redes sociais por menores de 16 anos
O secretário municipal de Educação do Rio de
Janeiro e pré-candidato a deputado federal pelo PSD, Renan Ferreirinha,
destacou avanços obtidos na rede municipal de ensino da capital e apresentou
propostas voltadas à proteção da infância e à melhoria da qualidade educacional
no país.
Durante entrevista concedida nesta semana, durante
as comemorações do aniversário da gerontóloga Cristiane Fernandes, em Cabo Frio,
o Secretário ressaltou sua trajetória como ex-aluno da escola pública e afirmou
que a educação é o eixo central de sua atuação política.
“Sempre soube que minha missão era permitir
que mais crianças e jovens pudessem sonhar através da educação, como aconteceu
comigo”, afirmou.
Cris Fernandes, ao lado do marido Emanoel Fernandes,
estão na equipe de trabalho do pré-candidato a deputado federal nas ações que
serão desenvolvidas ao longo do ano em Cabo Frio. Ele foi vereador por dois
mandatos na cidade e ela ocupou a Secretaria Municipal de Assistência Social em
Cabo Frio.
Avanços na rede municipal de ensino
À frente da Secretaria Municipal de Educação
da Prefeitura do Rio, Ferreirinha destacou ações estruturais implementadas na
maior rede municipal da América Latina, com mais de 1.500 escolas e cerca de
700 mil alunos.
Entre os resultados apresentados, estão:
- ampliação do ensino em tempo integral para mais de 55% dos estudantes
- criação de 26 mil novas vagas na rede municipal
- implantação do modelo Ginásio Educacional Tecnológico (GET)
- avanço do município no ranking do IDEB entre as capitais brasileiras
Segundo ele, os indicadores demonstram
diferenças de gestão entre as políticas educacionais da capital e do estado.
Restrição ao uso de celulares nas escolas
Ferreirinha também destacou a decisão de
tornar o Rio de Janeiro a primeira capital do país a proibir o uso de celulares
nas escolas municipais.
De acordo com o secretário, a medida
contribuiu para melhorar o ambiente pedagógico e recuperar a atenção dos
estudantes em sala de aula.
“Conseguimos resgatar parte importante da
infância dentro das escolas”, afirmou.
Ele também informou ter protocolado, como
deputado federal, o Projeto de Lei nº 330/2026, que propõe restringir o uso de
redes sociais por menores de 16 anos em todo o país.
Críticas ao cenário político estadual
Durante a entrevista, Ferreirinha criticou a
instabilidade política recente no Estado do Rio de Janeiro e classificou como
grave o histórico de afastamentos e investigações envolvendo autoridades
estaduais.
Segundo ele, a recuperação da credibilidade
política depende de trabalho contínuo e resultados concretos.
“Credibilidade se constrói com tempo e
trabalho”, afirmou.
Apoio à pré-candidatura de Eduardo Paes ao governo estadual
O secretário também manifestou apoio ao nome
do prefeito do Rio, Eduardo Paes, como alternativa para o governo estadual,
destacando realizações administrativas na capital.
Entre os exemplos citados estão intervenções
urbanas estruturais, melhorias na mobilidade e ampliação da rede municipal de
serviços públicos.
“Não podemos aceitar a ideia de que o Estado
do Rio não tem solução. Precisamos virar essa página”, declarou.
Prioridades no Congresso Nacional
Como pré-candidato à Câmara dos Deputados,
Ferreirinha afirmou que pretende ampliar sua atuação em pautas ligadas à
educação, proteção da infância e uso responsável da tecnologia por jovens e
adolescentes.
Segundo ele, o objetivo é consolidar políticas públicas que garantam oportunidades educacionais e melhores perspectivas para as novas gerações. Veja a seguir a íntegra da entrevista concedida ao Papo de Nível.
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| Renan Ferreirinha, ladeado pelo casal Emanoel e Cris Fernandes, de Cabo Frio |
Entrevista com Renan Ferreirinha (secretário municipal de Educação do Rio e pré-candidato a deputado federal pelo PSD)
Papo de Nível: Vou conversar com o Secretário Municipal de Educação da Prefeitura do
Rio de Janeiro, pré-candidato a deputado federal Renan Ferreirinha. Primeiro,
queria que você fizesse um diagnóstico da sua atuação à frente da Secretaria: o
que você aprendeu, que legado deixa e quais experiências do exterior tentou
implantar aqui que deram resultado?
Renan Ferreirinha: primeiro eu sou fruto da escola pública de qualidade. Nasci e fui criado
em São Gonçalo, sou filho de professora, e minha família sempre deixou claro
que o legado que eu teria seria o legado da educação.
Desde muito pequeno, acordava às 4h30 da manhã
para pegar o ônibus e chegar às 6h30 na Tijuca, em busca de um futuro
diferente. Meus professores me deram uma perspectiva de futuro que eu não
acreditava que poderia atingir.
Foi assim que consegui ser aceito para estudar
em Harvard, nos Estados Unidos, com bolsa integral por necessidade financeira.
Fiquei quatro anos lá, estudei Economia e Ciência Política. Quando todos
achavam que eu não voltaria mais para o Brasil, decidi voltar porque sempre
soube que minha missão era aqui: permitir que mais crianças e jovens pudessem
sonhar por meio da educação.
Fui eleito deputado estadual mais jovem da
Assembleia Legislativa, em 2018, e tive uma atuação muito focada no combate à
corrupção, mostrando à população os escândalos na saúde que levaram à cassação
do então governador Wilson Witzel.
Depois, recebi o convite mais honroso da minha
vida, do prefeito Eduardo Paes, para assumir a Secretaria Municipal de Educação
da maior rede municipal da América Latina, com 1.557 escolas e quase 700 mil
alunos.
Nesses seis anos conseguimos avançar bastante.
Fizemos do Rio a terceira cidade do Brasil com maior cobertura de ensino
integral, com mais de 55% das crianças atendidas nesse modelo. Criamos 26 mil
novas vagas, implantamos o Ginásio Educacional Tecnológico (GET) e alcançamos
avanços importantes no IDEB.
O Rio de Janeiro foi a capital que mais
avançou no ranking de qualidade do ensino, enquanto o Estado apresentou queda
no mesmo período, mostrando uma divergência clara de projetos.
Outra ação importante foi tornar o Rio a
primeira cidade do Brasil a proibir o uso de celulares nas escolas. A medida
deu resultado muito positivo, ajudando a resgatar a infância dentro do ambiente
escolar.
Como deputado federal, protocolei o Projeto de Lei nº 330/2026, que propõe proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Quero continuar defendendo a infância e a adolescência com responsabilidade no uso da tecnologia.
Papo de Nível: Hoje vemos um governo estadual marcado por escândalos envolvendo
projetos que deveriam formar jovens na área de tecnologia. Como você avalia
esse cenário?
Renan Ferreirinha: Avalio como um governo medíocre, que mais uma vez colocou o Estado do
Rio de Janeiro de forma negativa no cenário nacional.
Hoje temos um governador cassado e inelegível,
um vice-governador afastado, um presidente da Alerj preso e um governo interino
comandado pelo presidente do Tribunal de Justiça. Isso demonstra o abandono
político do Estado.
É uma vergonha para a população fluminense ter um grupo político sem compromisso com o povo. Precisamos dar um basta nessa situação.
Papo de Nível: Você tem 32 anos. Nos últimos 30 anos, o Estado do Rio teve cinco
governadores presos e dois que renunciaram. Como convencer a população de que
agora pode ser diferente?
Renan Ferreirinha: Acredito que credibilidade se constrói com duas variáveis: tempo e
trabalho. É isso que venho fazendo nesses oito anos de vida pública.
Também acredito que o pré-candidato ao governo
do estado, Eduardo Paes, demonstrou essa capacidade na condução da cidade do
Rio de Janeiro.
Ele liderou projetos importantes como a
retirada da Perimetral, a requalificação da região central, a realização dos
Jogos Olímpicos, a recuperação do sistema BRT, a ampliação da rede escolar e o
fortalecimento da atenção básica em saúde.
Dá para fazer diferente. Não podemos aceitar a
ideia de que o Estado do Rio não tem solução. Eu não quero morar em outro lugar
— quero morar em outro Rio de Janeiro.
Precisamos virar essa página.
Papo de Nível: Para encerrar: na sua opinião, o Rio de Janeiro precisa de paz?
Renan Ferreirinha: Tenho muita clareza de que o Rio de Janeiro precisa de paz, de educação,
de saúde, de segurança pública e, acima de tudo, de gestão.
Nosso grupo tem credibilidade, realizações e força de vontade para seguir trabalhando pelo Estado do Rio de Janeiro.

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