sexta-feira, 3 de abril de 2026

Debate sobre a Proibição de Celulares em Escolas Ressoa um Ano Após a Lei Nacional


Mais de um ano após a implementação da Lei 15.100/2025, que restringe o uso de telefones celulares em escolas públicas e privadas por todo o Brasil, a medida gera opiniões divididas entre os estudantes. Embora alguns se digam adaptados e valorizem a interação social aprimorada, outros ainda lutam contra o "vício" e a falta de acesso às redes sociais. No entanto, há um consenso notável: a redução do tempo de tela tem levado a um aumento do foco e do engajamento nas atividades escolares.

Benefícios Observados e Relatos de Alunos:

Foco e Notas Melhoradas: Lívia de Souza Xavier, de 14 anos, aluna do Ginásio Educacional Olímpico (GEO) Reverendo Martin Luther King, no Rio de Janeiro, relata que a proibição a ajudou a se concentrar mais nos estudos, resultando em melhores notas.

Melhora na Interação Social: Kamilly Luanny, também de 14 anos, da mesma escola, destaca que os alunos tiveram que reaprender a conviver sem a mediação dos celulares, resultando em maior interação e socialização.

Redução do Cyberbullying: A diretora Fernanda, sem sobrenome especificado, de uma escola não identificada, afirma que a lei proporcionou respaldo para a aplicação do regimento escolar e contribuiu para a diminuição de casos de cyberbullying.

O Papel Pioneiro do Rio de Janeiro:

O Rio de Janeiro se destacou como pioneiro na restrição, com um decreto municipal implementado em fevereiro de 2024, antes da lei nacional. Renan Ferreirinha, Secretário Municipal de Educação do Rio de Janeiro e relator da Lei 15.100/2025, defendeu a medida, citando o relatório da UNESCO sobre a "epidemia de distração" causada pelos celulares. Ele observa que, após um período de adaptação, as famílias e os professores acolheram a iniciativa, e os estudantes redescobriram a escola.

Desafios e Soluções Criativas:

Apesar dos benefícios, a adaptação não é universal. Alunos do Ensino Médio da Escola Estadual República da Argentina, em São Paulo, ainda expressam dificuldades em se desconectar, mencionando o "vício" e a necessidade de comunicação familiar. Contudo, eles reconhecem o maior foco nas aulas.

Em resposta, escolas como a EE República da Argentina e o GEO Reverendo Martin Luther King implementaram alternativas nos intervalos, como jogos de tabuleiro, atividades esportivas, música e salas de leitura, transformando o ambiente escolar e incentivando a interação presencial.

Próximos Passos e Pesquisas:

Renan Ferreirinha já propôs um projeto de lei para restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, visando proteger a infância e adolescência da ansiedade e depressão associadas ao uso excessivo.

Paralelamente, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Instituto Alana, iniciou uma pesquisa nacional em 8.189 escolas para avaliar o impacto da Lei 15.100/2025, buscando entender as estratégias de implementação, as transformações no cotidiano escolar e os desafios enfrentados. Os resultados serão divulgados em um relatório técnico público, que servirá de base para futuras decisões governamentais e o aprimoramento da política pública na Estratégia Nacional das Escolas Conectadas (Enec).

Trio de raias do AquaRio é batizado pelo público nas redes sociais


O AquaRio anunciou, nesta quinta-feira (2), o resultado da votação que mobilizou seguidores nas redes sociais para definir os nomes de três filhotes de raias de água doce nascidas na instituição. A escolha do público consagrou o trio Docinho, Lindinha e Florzinha, inspirado nas protagonistas do desenho, conhecidas por suas personalidades distintas e atuação em grupo.

A iniciativa reuniu cinco opções de trios, com referências à cultura pop, ao universo marinho e à biodiversidade brasileira. A proposta buscou aproximar o público do cotidiano do aquário, incentivando a participação em ações de educação ambiental e ampliando o vínculo com os animais sob cuidados técnicos.

Nascidas em 20 de setembro de 2025, as três raias da espécie potamotrygon motoro apresentam crescimento consistente, de acordo com a biometria mais recente, realizada em março deste ano. O acompanhamento inclui monitoramento rigoroso dos parâmetros da água, especialmente a estabilidade do pH, além de controle alimentar e avaliações periódicas de peso e tamanho.

Entre os comportamentos observados está o hábito de se enterrar na areia, característica natural da espécie e contemplada na ambientação do recinto. As três também são identificadas por microchip e pelos padrões únicos de manchas no dorso. Com os nomes definidos, passam a ser reconhecidas pelo público, fortalecendo a conexão entre visitantes e as ações de conservação desenvolvidas pela instituição.

ENEL Rio tem 950 vagas abertas para eletricistas em toda a sua área de concessão


A Enel Rio está com 950 vagas abertas para eletricistas em toda a sua área de concessão no estado. As oportunidades são para eletricistas pleno, sênior, especialistas e linha viva. As inscrições podem ser feitas no link Cadastro Vagas até o fim deste mês.

Para participar do processo seletivo, os candidatos devem preencher alguns requisitos: ensino médio completo, curso de eletricista de distribuição de energia elétrica (240h), curso básico NR-10 (40h) e curso complementar (SEP) da NR-10 (40h). Também é desejável que os interessados tenham curso de trabalho em altura NR-35 (16h), habilitação para condução de veículos categoria C, D ou B e, para as vagas de Linha Viva, é obrigatório o curso de manutenção Linha Viva MT 13,8 KV (100h).

Após as inscrições, os candidatos deverão ficar atentos já que o contato deverá ser feito por e-mail ou WhatsApp.

Chocolate na Páscoa levanta dúvidas sobre efeitos na visão


Durante o período da Páscoa, o chocolate ganha protagonismo nas mesas e nas rotinas, impulsionando o consumo em diferentes faixas etárias. Em meio a esse cenário, surgem dúvidas sobre os efeitos do alimento na saúde ocular, especialmente diante de crenças populares que associam o doce a possíveis prejuízos à visão. Especialistas, no entanto, esclarecem que o impacto varia conforme a composição e os hábitos de consumo.

De acordo com o oftalmologista do H.Olhos, Alfredo Pigatin Neto, é importante desmistificar algumas ideias. “Existe uma percepção de que chocolate faz mal para os olhos, mas isso não é uma regra. O efeito está mais ligado à qualidade do produto e ao consumo em excesso”, explica.

 

O médico destaca que versões com maior concentração de cacau apresentam compostos que podem ser benéficos ao organismo. “Chocolates mais amargos possuem substâncias antioxidantes, que ajudam na circulação sanguínea e podem favorecer, de forma indireta, estruturas oculares”, afirma. Esses elementos contribuem para a proteção celular e para o funcionamento adequado do corpo.

 

Por outro lado, produtos com alto teor de açúcar e gordura exigem atenção. “O consumo frequente de opções mais açucaradas pode impactar a saúde geral e, consequentemente, refletir na visão ao longo do tempo”, alerta o especialista. Há uma relação indireta com o desenvolvimento de condições que afetam diferentes sistemas do organismo.

 

Outro ponto importante é a moderação, especialmente em épocas de maior oferta. “O ideal é evitar exageros e priorizar versões com maior teor de cacau, sempre respeitando os limites individuais”, orienta o oftalmologista. Pequenas porções já permitem aproveitar a data sem comprometer o bem-estar.

 

O especialista também reforça que o cuidado com a visão vai além de um único alimento. “Manter uma alimentação equilibrada, com nutrientes variados, é fundamental para preservar a saúde ocular”, destaca. Frutas, vegetais e fontes de gorduras boas contribuem para o bom funcionamento do organismo.

 

Para quem deseja aproveitar o momento de forma consciente, a recomendação é simples: equilíbrio nas escolhas e atenção à rotina alimentar. “A Páscoa pode ser celebrada com prazer e responsabilidade, considerando sempre a qualidade do que é consumido”, finaliza o Dr. Alfredo Pigatin Neto.

terça-feira, 31 de março de 2026

Renan Ferreirinha destaca avanços na educação do Rio e defende agenda nacional de proteção à infância


Secretário municipal de Educação do Rio e pré-candidato a deputado federal apresenta resultados da rede municipal e propõe restrições ao uso de redes sociais por menores de 16 anos

O secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro e pré-candidato a deputado federal pelo PSD, Renan Ferreirinha, destacou avanços obtidos na rede municipal de ensino da capital e apresentou propostas voltadas à proteção da infância e à melhoria da qualidade educacional no país.

Durante entrevista concedida nesta semana, durante as comemorações do aniversário da gerontóloga Cristiane Fernandes, em Cabo Frio, o Secretário ressaltou sua trajetória como ex-aluno da escola pública e afirmou que a educação é o eixo central de sua atuação política.

“Sempre soube que minha missão era permitir que mais crianças e jovens pudessem sonhar através da educação, como aconteceu comigo”, afirmou.

Cris Fernandes, ao lado do marido Emanoel Fernandes, estão na equipe de trabalho do pré-candidato a deputado federal nas ações que serão desenvolvidas ao longo do ano em Cabo Frio. Ele foi vereador por dois mandatos na cidade e ela ocupou a Secretaria Municipal de Assistência Social em Cabo Frio.

Avanços na rede municipal de ensino

À frente da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura do Rio, Ferreirinha destacou ações estruturais implementadas na maior rede municipal da América Latina, com mais de 1.500 escolas e cerca de 700 mil alunos.

Entre os resultados apresentados, estão:

  • ampliação do ensino em tempo integral para mais de 55% dos estudantes
  • criação de 26 mil novas vagas na rede municipal
  • implantação do modelo Ginásio Educacional Tecnológico (GET)
  • avanço do município no ranking do IDEB entre as capitais brasileiras

Segundo ele, os indicadores demonstram diferenças de gestão entre as políticas educacionais da capital e do estado.

Restrição ao uso de celulares nas escolas

Ferreirinha também destacou a decisão de tornar o Rio de Janeiro a primeira capital do país a proibir o uso de celulares nas escolas municipais.

De acordo com o secretário, a medida contribuiu para melhorar o ambiente pedagógico e recuperar a atenção dos estudantes em sala de aula.

“Conseguimos resgatar parte importante da infância dentro das escolas”, afirmou.

Ele também informou ter protocolado, como deputado federal, o Projeto de Lei nº 330/2026, que propõe restringir o uso de redes sociais por menores de 16 anos em todo o país.

Críticas ao cenário político estadual

Durante a entrevista, Ferreirinha criticou a instabilidade política recente no Estado do Rio de Janeiro e classificou como grave o histórico de afastamentos e investigações envolvendo autoridades estaduais.

Segundo ele, a recuperação da credibilidade política depende de trabalho contínuo e resultados concretos.

“Credibilidade se constrói com tempo e trabalho”, afirmou.

Apoio à pré-candidatura de Eduardo Paes ao governo estadual

O secretário também manifestou apoio ao nome do prefeito do Rio, Eduardo Paes, como alternativa para o governo estadual, destacando realizações administrativas na capital.

Entre os exemplos citados estão intervenções urbanas estruturais, melhorias na mobilidade e ampliação da rede municipal de serviços públicos.

“Não podemos aceitar a ideia de que o Estado do Rio não tem solução. Precisamos virar essa página”, declarou.

Prioridades no Congresso Nacional

Como pré-candidato à Câmara dos Deputados, Ferreirinha afirmou que pretende ampliar sua atuação em pautas ligadas à educação, proteção da infância e uso responsável da tecnologia por jovens e adolescentes.

Segundo ele, o objetivo é consolidar políticas públicas que garantam oportunidades educacionais e melhores perspectivas para as novas gerações. Veja a seguir a íntegra da entrevista concedida ao Papo de Nível.

A revista The Economist lança o relatório "O Mundo à Frente 2026" – com os países ricos vivendo além de suas possibilidades, o risco de uma crise no mercado de títulos está aumentando.


A revista The Economist lançou The World Ahead , a edição especial anual de fim de ano que examina temas, tendências e eventos importantes que moldarão o próximo ano. The World Ahead 2026 é a 40ª edição da publicação anual da The Economist, que celebra quatro décadas de sucesso. Os dez principais temas para 2026, selecionados pelo editor, e os artigos correspondentes já estão disponíveis online em https://www.economist.com/worldahead2026 . Este ano, The World Ahead será incluída na edição impressa semanal da The Economist , com data de 15 de novembro, além de estar disponível para compra em bancas de jornal.

Ao comentar a edição deste ano do relatório "O Mundo à Frente" , seu editor, Tom Standage, afirmou: "2026 será um ano de incertezas, à medida que a reformulação das normas geopolíticas, diplomáticas e comerciais por Donald Trump continua a causar repercussões globais — e mantém o presidente sob os holofotes do mundo. Mas também promete ser um ano que nos mostrará para onde o mundo está caminhando. A guerra comercial causará uma desaceleração econômica? A inteligência artificial gerará um boom, uma crise ou uma reação negativa? A abordagem não convencional de Trump à diplomacia trará mudanças duradouras para o Oriente Médio? Os mercados de títulos imporão restrições aos países ricos que vivem além de suas possibilidades? As respostas a essas perguntas determinarão como os assuntos globais se desenrolarão nos próximos anos. O relatório 'O Mundo à Frente 2026' apresenta nossa análise dessas e de outras tendências, bem como os desafios e oportunidades que elas representam para países, empresas e cidadãos no próximo ano."

Em sua 40ª edição, o relatório "O Mundo à Frente" aborda uma ampla gama de tópicos, mas seus dez principais temas para 2026 são os seguintes:

1. 250º aniversário da América. Prepare-se para ouvir relatos extremamente divergentes sobre o passado, o presente e o futuro dos Estados Unidos, à medida que republicanos e democratas descrevem o mesmo país em termos irreconciliáveis ​​para marcar o 250º aniversário de sua fundação.

2. Deriva geopolítica. Os analistas de política externa estão divididos: o mundo está em uma nova guerra fria, entre blocos liderados pelos Estados Unidos e pela China, ou um acordo trumpiano dividirá o planeta em “esferas de influência” americana, russa e chinesa, nas quais cada uma poderá fazer o que bem entender? Não conte com nenhuma das duas opções.

3. Guerra ou paz? Sim. Com sorte, a frágil paz em Gaza se manterá. Mas os conflitos persistirão na Ucrânia, no Sudão e em Mianmar. A Rússia e a China testarão o compromisso dos Estados Unidos com seus aliados com provocações na "zona cinzenta" no norte da Europa e no Mar da China Meridional. À medida que a linha entre guerra e paz se torna cada vez mais tênue, as tensões aumentarão no Ártico, em órbita, no fundo do mar e no ciberespaço.

4. Problemas para a Europa. Tudo isso representa um desafio particular para a Europa. Ela precisa aumentar os gastos com defesa, manter o apoio dos Estados Unidos, impulsionar o crescimento econômico e lidar com déficits enormes, mesmo que a austeridade corra o risco de fortalecer o apoio a partidos de extrema-direita. Além disso, deseja continuar sendo uma das principais defensoras do livre comércio e do meio ambiente. Não pode fazer tudo isso ao mesmo tempo.

5. A oportunidade da China. A China tem seus próprios problemas, como deflação, crescimento lento e excesso de produção industrial, mas a política "América Primeiro" do Sr. Trump abre novas oportunidades para a China aumentar sua influência global.

6. Preocupações econômicas. Até agora, a economia americana está se mostrando mais resiliente do que muitos esperavam em relação às tarifas do Sr. Trump, mas elas irão prejudicar o crescimento global. E, com os países ricos vivendo acima de suas possibilidades, o risco de uma crise no mercado de títulos está aumentando.

7. Preocupações com a IA. Os gastos desenfreados em infraestrutura para inteligência artificial podem estar mascarando a fragilidade econômica nos Estados Unidos. Será que a bolha vai estourar?

8. Um cenário climático misto. Limitar o aquecimento a 1,5°C está fora de questão, e o Sr. Trump detesta energias renováveis. Mas as emissões globais provavelmente já atingiram o pico, a tecnologia limpa está em plena expansão no hemisfério sul e as empresas cumprirão ou superarão suas metas climáticas — mas manterão silêncio sobre isso para evitar a ira do Sr. Trump. A energia geotérmica merece atenção.

9. Valores esportivos. O esporte geralmente oferece uma pausa da política — mas talvez não em 2026. A Copa do Mundo de futebol será sediada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México, cujas relações estão tensas. Os torcedores podem se manter afastados. Os Jogos Aprimorados, em Las Vegas, podem ser ainda mais controversos: os atletas podem usar substâncias para melhorar o desempenho. É trapaça — ou apenas diferente?

10. Ozempic, só que melhor. Medicamentos para emagrecer à base de GLP-1 melhores e mais baratos estão chegando, inclusive em comprimidos. Isso ampliará o acesso. Mas será que tomá-los também é trapaça?

A edição deste ano inclui uma seção especial, “Mapeando 2026”, que considera a intrigante importância da geografia em uma série de temas globais, explicando cada um deles por meio de um mapa. Também apresenta previsões da equipe de “superprevisões” da Good Judgment e um gráfico interativo sobre conflitos a serem acompanhados em todo o mundo.

Como nos anos anteriores, os jornalistas da The Economist contam com a colaboração de líderes da política, dos negócios e da ciência em "O Mundo à Frente em 2026", que acrescentam suas ideias e previsões para 2026 em artigos de convidados na seção "Por Convite": Kaja Kallas , chefe de relações exteriores e segurança da Comissão Europeia; Mark Carney , primeiro-ministro do Canadá; Nandan Nilekani , cofundador e presidente da Infosys; Jack Goldsmith e Robert Bauer , ex-advogados do governo dos EUA; Richard White , professor emérito de história americana da Universidade Stanford; Kristalina Georgieva , diretora-gerente do FMI; e Heidi Larson , antropóloga especializada em vacinas da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Para agendar uma entrevista, entre em contato com: media@economist.com

Sobre a The Economist: Com reportagens rigorosas, análises aprofundadas e perspectiva global, a The Economist explica os eventos mais importantes da atualidade e busca discernir as tendências que moldarão o futuro. Além da edição impressa semanal, a The Economist publica seu jornalismo diariamente por meio de seu site, aplicativo, podcasts, newsletters, vídeos e Espresso, um aplicativo para notícias globais concisas. A The Economist tem 1,2 milhão de assinantes. Mais de 60 milhões de pessoas seguem a The Economist no X (antigo Twitter), Facebook, Instagram, YouTube, LinkedIn, TikTok e Threads.

Reportagem publicada em 10 de Novembro de 2025 no site da The Economist
https://www.economistgroup.com/press-centre/the-economist/the-economist-launches-the-world-ahead-2026-with-rich-countries-living-beyond-their-means

Feriados prolongados acendem alerta para riscos em aluguel por Airbnb e exigem atenção redobrada do consumidor

Com a proximidade de períodos de alta demanda, como a Semana Santa, cresce também o número de brasileiros que recorrem a plataformas digitais para locação de imóveis por temporada. A praticidade e a variedade de opções oferecidas por aplicativos como o Airbnb ampliaram o acesso a hospedagens, mas também trouxeram desafios jurídicos relevantes, sobretudo diante de fraudes, divergências entre anúncio e realidade e falhas na prestação do serviço.

De acordo com o advogado Fábio Araújo (foto), do escritório Lima Vasconcellos Advogados, o consumidor precisa compreender que essas contratações envolvem uma relação jurídica que pode ser enquadrada tanto como locação por temporada quanto como prestação de serviços, dependendo das circunstâncias. Essa distinção é fundamental porque influencia diretamente nos direitos e deveres das partes envolvidas.

 

O especialista destaca que, na prática, o Código de Defesa do Consumidor costuma ser aplicado quando há intermediação por plataformas digitais, reconhecendo a vulnerabilidade do consumidor. Nesse contexto, fotos, descrições e promessas feitas nos anúncios não têm caráter meramente ilustrativo, mas vinculante. “A oferta integra o contrato. Se o imóvel não corresponde ao que foi anunciado, há descumprimento e o consumidor pode exigir reparação”, explica.

 

Um dos principais riscos apontados pelo advogado é a realização de negociações fora da plataforma. Casos em que o consumidor é induzido a efetuar pagamentos diretamente ao suposto anfitrião, por meio de transferências externas, têm se tornado frequentes e podem resultar em prejuízos significativos. Nesses cenários, o entendimento do Judiciário tende a afastar a responsabilidade da plataforma, uma vez que ela não participou da intermediação, rompendo o nexo causal da relação de consumo.

 

Outro ponto sensível envolve alterações no imóvel sem aviso prévio, ausência de itens prometidos, problemas estruturais e falta de serviços essenciais. Situações como infiltrações, ausência de energia ou limpeza inadequada configuram falhas graves na prestação do serviço, podendo gerar direito à restituição de valores e até indenização por danos morais, especialmente quando há frustração de expectativas legítimas em momentos planejados, como viagens em família ou ocasiões especiais.

 

O advogado ressalta ainda que o consumidor deve agir imediatamente diante de qualquer irregularidade, registrando o problema na plataforma, comunicando formalmente o anfitrião e produzindo provas, como fotos, vídeos e registros de conversas. Essa postura é essencial para fortalecer eventual pedido de reparação.

 

Em períodos de alta demanda, como feriados prolongados, cláusulas de cancelamento mais rígidas também merecem atenção. Segundo Fábio Araújo, disposições contratuais que coloquem o consumidor em desvantagem excessiva podem ser consideradas abusivas, especialmente quando impedem reembolso mesmo diante de falhas no serviço.

 

A responsabilidade pode recair não apenas sobre o anfitrião, mas também sobre a plataforma, de forma solidária, quando esta integra a cadeia de fornecimento e aufere lucro com a intermediação. Além disso, despesas emergenciais, como a necessidade de buscar outra hospedagem, podem ser indenizadas, desde que devidamente comprovadas.

 

Diante desse cenário, o advogado reforça que a prevenção é o melhor caminho. Ler atentamente as avaliações, evitar negociações fora do ambiente da plataforma, guardar todos os registros da contratação e, sempre que possível, formalizar condições por escrito são medidas que reduzem significativamente os riscos.

 

Por fim, ele enfatiza que, em caso de dúvidas ou problemas, é fundamental buscar orientação especializada. “Cada situação possui suas particularidades. Procurar um advogado de confiança é essencial para garantir que os direitos sejam preservados e evitar prejuízos maiores”, conclui.

 

Mais informações podem ser obtidas na sede do LV/A – Lima Vasconcellos Advogados, localizado no Shopping Center Pedro II, à Rua do Imperador, 288 - Sala 1002 - Centro, Petrópolis – RJ, ou ainda através do Instagram @lvalaw (https://www.instagram.com/lvalaw/) do Facebook @lvalawadvogados (https://www.facebook.com/lvalawadvogados/) , do telefone (24) 2245-7364, do WhstaApp (24) 99254-1758.