terça-feira, 31 de março de 2026

Embratur lança Rota do Samba em Vila Isabel e transforma cultura e história do bairro fluminense em experiência turística

Projeto conecta samba, afroturismo, tecnologia e memória das comunidades cariocas em roteiro imersivo 

Mais do que um gênero musical, o samba é um documento vivo da história brasileira, nascido nos territórios populares, moldado pela resistência negra e reconhecido mundialmente como símbolo da identidade nacional. É a partir dessa força cultural que a Embratur lançou, no Rio de Janeiro (RJ), neste sábado (28), a Rota do Samba em Vila Isabel, durante um evento que celebrou os 80 anos da Unidos de Vila Isabel.

 

Batizada de “Os Três Apitos”, a Rota do Samba de Vila Isabel é uma experiência turística que convida o visitante a percorrer, a pé, um dos bairros mais emblemáticos da cultura carioca. O roteiro conecta história, música, urbanismo e memória social em uma caminhada por pontos simbólicos do território. Mais do que um circuito, funciona como uma narrativa viva do samba, tendo como fio condutor o legado de Noel Rosa, a trajetória de Martinho da Vila e a história da própria escola de samba.
 

A proposta da rota é apresentar um Rio de Janeiro que vai além dos cartões-postais, revelando a potência cultural das periferias e sua contribuição para a formação da identidade brasileira (Foto: Márcio Menasce / Embratur)

A proposta da rota é apresentar um Rio de Janeiro que vai além dos cartões-postais, revelando a potência cultural das periferias e sua contribuição para a formação da identidade brasileira. O percurso inclui dez pontos, entre eles o Monumento Noel Rosa, as calçadas musicais com clássicos como Feitiço da Vila, o tradicional Bar Petisco da Vila, a antiga fábrica Confiança, símbolo da história operária, além da quadra da escola de samba, reconhecida como patrimônio cultural imaterial.
 

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a iniciativa representa uma mudança de padrão na forma de promover o Brasil no mercado global. “Estamos transformando o samba, que já é reconhecido mundialmente como símbolo do Brasil, em uma experiência turística estruturada, que gera renda, valoriza territórios e preserva a memória cultural. A Rota do Samba mostra que o Rio de Janeiro vai muito além dos cartões-postais. Aqui, o visitante pode viver a cultura de forma autêntica, caminhando pelas ruas onde essa história nasceu”, afirmou.
 

Inovação

A Rota do Samba foi desenvolvida pelo EmbraturLAB, o laboratório de inovação da Embratur voltado à criação de soluções tecnológicas e novos produtos turísticos, que por meio de uma chamada pública selecionou startups para desenvolver ferramentas digitais capazes de enriquecer a experiência do visitante. Entre as soluções implementadas estão audioguias multilíngues, mapas interativos com inteligência artificial e aplicações de realidade aumentada, que permitem ao turista explorar os territórios de forma autônoma e imersiva.
 

Além disso, o projeto investiu na formação de guias de turismo e estudantes, fortalecendo a economia local e garantindo que a narrativa da rota seja conduzida por quem vive e conhece o território.
 

Freixo também destacou a integração entre cultura e tecnologia como eixo do projeto. “Para implementar a Rota do Samba convidamos startups que desenvolveram soluções que permitem ao turista mergulhar nesse universo a partir da inovação, com autonomia e acesso a conteúdos qualificados. Ao mesmo tempo, investimos na formação de guias, que trazem para a experiência vivenciar o dia a dia das comunidades e o fortalecimento da economia local. É um modelo que combina inovação com inclusão produtiva e valorização da cultura brasileira.”
 

Afroturismo

A Rota do Samba está profundamente ancorada no afroturismo, valorizando a história e a contribuição da população negra na construção do samba e da cultura brasileira. Vila Isabel é apresentada como território de memória e resistência, onde o samba emerge como expressão de identidade, luta e pertencimento.
 

A curadoria do projeto foi realizada com participação de especialistas, historiadores e guias locais, garantindo uma abordagem qualificada e sensível às dinâmicas culturais do território. O modelo prioriza o protagonismo comunitário, transformando moradores em agentes ativos da experiência turística.
 

Encontro de Gigantes

Um dos destaques do lançamento foi a apresentação da experiência em realidade virtual Encontro de Gigantes, pensado para transportar o visitante para uma narrativa imersiva que conecta, de forma inédita, os universos de Noel Rosa e Martinho da Vila.
 

Por meio de óculos de realidade virtual, o público vivenciou cenas com personalidades históricas, ambientes e referências simbólicas do samba, combinando a narrativa de histórias a uma trilha sonora e cenas marcantes. A tecnologia permitiu a personagens icônicos ganharem vida, ampliando a compreensão sobre suas trajetórias e a importância do samba como patrimônio cultural.
 

A experiência integra o conjunto de soluções digitais desenvolvidas para a rota, reforçando a proposta de unir tradição e inovação na promoção turística.

 

Estratégia internacional

A criação da Rota do Samba integra a estratégia da Embratur de diversificar a oferta turística brasileira e posicionar o país como destino de experiências autênticas. Ao apostar no turismo cultural, no afroturismo e na inovação tecnológica, a Agência busca dialogar com tendências globais e atrair um público interessado em vivências mais profundas.
 

A expectativa é que o modelo seja expandido para outros territórios, consolidando o samba como ativo turístico internacional e ampliando o protagonismo das comunidades na economia do turismo.

A demissão de Filipe Luís, a justiça organizacional e o novo desafio da NR-1

Nem toda injustiça no trabalho termina em processo judicial. Mas quase toda sensação de injustiça deixa marcas profundas dentro de uma organização.

Nos últimos dias, a demissão do técnico Filipe Luís do comando do Flamengo provocou um debate que extrapolou o universo esportivo. Para muitos torcedores e observadores, a decisão pareceu abrupta e, para usar a palavra que mais se repetiu nas rodas de conversa e nas redes sociais, injusta.

Não é difícil entender por quê. Filipe Luís havia conduzido o clube, recentemente, a uma sequência histórica de conquistas, como Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Libertadores, além de reconstruir uma forte identidade com o elenco e com a torcida. Ainda assim, foi surpreendido com a demissão logo no início da temporada, poucas horas depois de uma goleada de 8 a 0 sobre o Madureira.

Como esposa de um ferrenho flamenguista, confesso que também tive a mesma impressão que muitos tiveram: a de que algo ali não parecia fazer sentido.

Mas, para além da análise esportiva, o episódio serve como ponto de partida para uma reflexão cada vez mais relevante no mundo do trabalho: o impacto das percepções de justiça organizacional sobre a saúde mental.

Esse debate ganha especial relevo com a incorporação dos chamados riscos psicossociais ao sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho previsto pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). Se antes fatores como pressão organizacional, conflitos internos, falta de transparência decisória ou ambientes percebidos como injustos eram tratados apenas como questões de clima ou liderança, a nova abordagem regulatória passa a reconhecer que a própria organização do trabalho pode constituir fator relevante de risco à saúde mental.

Durante muito tempo, a proteção à saúde do trabalhador concentrou-se na prevenção de riscos físicos, químicos e biológicos. Hoje, porém, tornou-se evidente que o modo como o trabalho é organizado também pode produzir adoecimento. É nesse contexto que ganham relevância os riscos psicossociais, entendidos como fatores ligados à organização, ao conteúdo e à gestão do trabalho capazes de impactar negativamente a saúde mental dos trabalhadores.

Na prática, a NR-1 exige que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem esses riscos. Isso significa reconhecer que elementos como pressão excessiva por resultados, sobrecarga de trabalho, ambiguidade de funções, conflitos organizacionais ou estilos de liderança abusivos não são apenas questões de gestão interna: podem constituir fatores concretos de risco à saúde no trabalho.

Nesse ponto, a literatura organizacional oferece uma chave interpretativa especialmente útil: o conceito de justiça organizacional. Diversos estudos mostram que uma das variáveis mais importantes para o equilíbrio psicológico no ambiente profissional é a percepção de que as decisões dentro da organização são tomadas de maneira justa, transparente e respeitosa.

Tradicionalmente, fala-se em três dimensões da justiça organizacional: a distributiva, ligada ao equilíbrio entre esforço e recompensa; a procedimental, relacionada à transparência e previsibilidade dos processos decisórios; e a relacional, que diz respeito à forma como as pessoas são tratadas nas interações profissionais. Quando essas dimensões se fragilizam, surgem efeitos conhecidos: aumento do estresse ocupacional, redução do engajamento, deterioração da confiança institucional e maior propensão ao adoecimento psíquico.

É justamente aí que a discussão sobre justiça organizacional passa a dialogar diretamente com a nova lógica introduzida pela NR-1. Ao incorporar os riscos psicossociais ao sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho, a norma amplia o campo tradicional de proteção ao trabalhador e passa a reconhecer que determinadas características da própria organização do trabalho também podem constituir fatores de risco à saúde mental.

Sob essa perspectiva, o caso do Flamengo funciona como uma metáfora organizacional em escala ampliada. No futebol profissional, decisões repentinas sobre liderança são comuns. Resultados esportivos, pressão da torcida e interesses institucionais frequentemente produzem ambientes de alta instabilidade.

Ainda assim, quando uma decisão é percebida como inesperada, desproporcional ou desconectada do histórico recente de desempenho, como muitos interpretaram no episódio envolvendo Filipe Luís, o impacto costuma ser imediato: questionamentos sobre critérios adotados e uma sensação difusa de quebra de confiança.

Nas organizações empresariais, fenômenos semelhantes ocorrem com frequência muito maior, embora de forma menos visível. Mudanças de liderança, processos decisórios pouco transparentes ou rupturas inesperadas de projetos podem produzir efeitos comparáveis: insegurança institucional, deterioração da confiança interna e aumento da pressão psicológica sobre equipes inteiras.

Durante muito tempo, essas situações foram tratadas apenas como temas de cultura corporativa ou gestão de pessoas. A NR-1, entretanto, sugere que esse olhar tende a se ampliar. Ao exigir que as empresas identifiquem e gerenciem riscos psicossociais, a norma sinaliza que certos fatores organizacionais, inclusive aqueles relacionados à forma como decisões são tomadas e percebidas, passam a integrar o campo da segurança e saúde ocupacional.

Em outras palavras, a organização do trabalho deixa de ser um tema exclusivamente gerencial e passa a adquirir relevância regulatória. Se, no passado, a discussão jurídica surgia sobretudo após o adoecimento do trabalhador, em disputas voltadas à reparação do dano, a tendência agora aponta para um modelo cada vez mais orientado pela prevenção e pela gestão de riscos organizacionais.

Juridicamente, a demissão de um técnico de futebol dificilmente será analisada à luz da NR-1. Ainda assim, o episódio ajuda a evidenciar algo que a literatura organizacional demonstra há décadas e que a regulação trabalhista passa a reconhecer de forma mais explícita: a forma como decisões são tomadas — e, sobretudo, como são percebidas — têm impacto real sobre o ambiente de trabalho.

Em um contexto no qual a saúde mental ocupa lugar cada vez mais central nas discussões sobre segurança e saúde ocupacional, construir ambientes organizacionais baseados em critérios transparentes, processos previsíveis e relações respeitosas deixa de ser apenas uma escolha de liderança ou cultura empresarial. Passa a ser também uma questão de responsabilidade institucional e de conformidade com o próprio sistema de proteção ao trabalho.

Consulta pública sobre tratamento para doenças raras reacende debate sobre acesso no SUS


A chegada de Olívia foi marcada por semanas de incertezas e medo para seus pais, o cantor Rodrigo Vellozo (44) e a atriz Carolina Belezi (35), que vivem em São Paulo. A suspeita da acondroplasia, forma mais comum de nanismo¹, surgiu ainda na 37ª semana de gestação, após um ultrassom. Depois do nascimento, novos sinais de alerta foram aparecendo: a bebê começou a ter episódios frequentes de apneia (interrupção temporária da respiração, geralmente durante o sono, podendo durar alguns segundos e se repetir várias vezes ao longo da noite), que levaram a uma investigação urgente e revelou uma compressão medular grave, complicação muito comumente associada à acondroplasia.

Aos três meses de vida e com o diagnóstico confirmado, Olívia precisou fazer uma cirurgia de descompressão medular de emergência - um caso considerado raro para um bebê tão pequeno. “Aos sete meses de vida, com o uso da medicação vosoritida, a Olívia já apresentava melhora na hipotonia muscular (diminuição do tônus muscular - quando os músculos ficam mais “molinhos”)”, explica Vellozo.

Em seu primeiro ano de tratamento, Olívia cresceu 11 centímetros, aproximando-se da curva de crescimento observada em crianças sem a doença. Posteriormente, o aumento da envergadura dos braços também foi um marco importante, por representar a possibilidade futura de maior autonomia para tarefas simples do cotidiano. “Mais do que crescer, o que buscamos, com o tratamento, é a funcionalidade. Queremos que ela tenha independência para pentear o próprio cabelo ou cuidar da sua higiene pessoal, algo que a desproporção dos membros costuma dificultar”, explica o pai da menina.

 A batalha pelo acesso ao tratamento

Apesar dos frutos colhidos com o tratamento, ter acesso à medicação não foi uma tarefa fácil para a família. O acesso ao cuidado adequado foi alcançado por meio de uma ação judicial – já que, atualmente, o medicamento não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Hoje em dia, Olívia tem acesso ao tratamento por meio do plano de saúde, mas a família vive acompanhada por incertezas. Para Rodrigo, essa realidade expõe um problema estrutural relacionado ao cuidado para doenças raras no Brasil. “O acesso pelo sistema público é fundamental para que o tratamento não seja para poucos. A judicialização acaba excluindo muitas famílias que não têm informação ou recursos para enfrentar esse caminho. Isso não pode acontecer. Estamos falando de uma doença que, até pouco tempo, era intratável. Hoje, felizmente, essa realidade é diferente porque, nos últimos anos, os avanços científicos trouxeram novas perspectivas para o manejo da acondroplasia. Agora, nós podemos contar com um medicamento capaz de tratar a enfermidade. E isso muda tudo”, finaliza Vellozo.

A história de Olívia chama atenção em um momento importante. Atualmente, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão do Ministério da Saúde, responsável por avaliar a incorporação de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS), está avaliando a possibilidade de incorporar o tratamento na rede de saúde pública. Com isso, a pasta abriu uma consulta pública aberta: o objetivo é ouvir a opinião da sociedade sobre a inclusão do medicamento no SUS.

Neste primeiro momento, a Conitec emitiu um parecer desfavorável à incorporação do medicamento. Mas a decisão ainda não é definitiva. Por meio da consulta pública, qualquer pessoa pode opinar sobre a incorporação do tratamento no sistema único de saúde. O prazo para participar é até 30 de março.

Saiba mais sobre a acondroplasia: a doença é causada por uma mutação no gene FGFR3, que interfere diretamente no crescimento dos ossos.² Essa alteração genética atua como um “freio” no desenvolvimento ósseo, resultando em baixa estatura desproporcional, com membros mais curtos em relação ao tronco. No entanto, o impacto da condição vai além da aparência física.² Alterações na base do crânio e na coluna vertebral podem provocar complicações neurológicas e respiratórias importantes, especialmente na infância. Entre os desafios mais frequentes estão a estenose espinhal, estreitamento do canal por onde passa a medula, a apneia obstrutiva do sono, infecções de ouvido recorrentes que podem levar à perda auditiva e o arqueamento das pernas, que pode causar dor crônica e dificuldades de locomoção ao longo da vida.²

segunda-feira, 30 de março de 2026

Páscoa no AquaRio terá oficinas infantis e encontro com o Coelho em programação especial


Atividades acontecem no feriado e se somam às experiências imersivas do aquário na Zona Portuária

O AquaRio, na Zona Portuária do Rio, promove uma programação especial de Páscoa entre os dias 3 e 5 de abril, com atividades voltadas ao público infantil e experiências que combinam lazer e contato com a vida marinha. A agenda inclui oficinas temáticas, meet & greet com o Coelho da Páscoa e a participação do mascote Zé Tubarino, que fará a distribuição de ovinhos de chocolate para as crianças ao longo do circuito de visitação, enquanto durarem os estoques. As ações acontecem no Anfiteatro e integram o percurso do maior aquário marinho da América do Sul.
 
Na sexta-feira (03/04) e no domingo (05/04), das 11h às 15h, o público infantil poderá participar da oficina de confecção de orelhas de papel, em uma atividade que dialoga com o clima lúdico da Páscoa. Já no sábado (04/04), no mesmo horário, a programação ganha novas cores com a oficina de pintura de rosto, que convida as crianças a entrarem no universo da data de forma criativa.
 
Outro destaque é o meet & greet com o Coelho da Páscoa, em um cenário temático preparado para fotos. A atividade acontece na sexta-feira (03/04) e no domingo (05/04), das 11h às 15h, e no sábado (04/04), das 10h às 12h.
 
Além da agenda temática, os visitantes podem explorar as atrações do AquaRio, que reúne cerca de 10 mil animais de 350 espécies em uma área de 26 mil metros quadrados e 4,5 milhões de litros de água. Entre os destaques está o Grande Tanque Oceânico, com túnel subaquático que proporciona a sensação de caminhar pelo fundo do mar, além de áreas interativas que aproximam o público da biodiversidade marinha.
 
O circuito inclui ainda o Reino dos Axolotes, no terceiro andar, próximo ao grande tanque, e experiências complementares, como o Museu de Cera, o Mar de Espelhos, maior instalação imersiva do tipo na América Latina, e o Globo Experience (GEX), parque interativo com cenários e conteúdos do universo televisivo. Essas atrações contam com bilheteria própria, com ingressos disponíveis à parte, e o espaço dispõe de estacionamento no local e ambiente climatizado para maior conforto dos visitantes.
 

  • Oficina: Confecção de Orelhas de Papel
  • Horário: 11h às 15h
  • Meet & Greet com o Coelho da Páscoa (cenário para fotos)
  • Horário: 11h às 15h, com intervalos ao longo de cada hora
  • Oficina: Pintura de Rosto
  • Horário: 11h às 15h
  • Meet & Greet com o Coelho da Páscoa (cenário para fotos)
  • Horário: 10h às 12h, com intervalos ao longo de cada hora
  • Oficina: Confecção de Orelhas de Papel
  • Horário: 11h às 15h
  • Meet & Greet com o Coelho da Páscoa (cenário para fotos)
  • Horário: 11h às 15h, com intervalos ao longo de cada hora
Endereço: Praça Muhammad Ali, s/nº – Gamboa, Rio de Janeiro (RJ)
Horário de funcionamento:
Segunda a sexta-feira: das 9h às 17h (última entrada às 16h)
Sábados, domingos e feriados: das 9h às 18h (última entrada às 17h)
Ingressos e informações: aquariomarinhodorio.com.br

Programação – Anfiteatro (sujeita a alteração)

Sexta-feira (03/04)

Sábado (04/04)

Domingo (05/04)

Serviço

Estacionamento no local

Pontos, badges e rankings não engajam mais: a IA expôs a gamificação rasa


Por Samir Iásbeck
 

Durante a última década, o mercado corporativo comprou uma ilusão perigosa: a de que transformar o trabalho em um videogame de baixo orçamento seria o suficiente para reter talentos e aumentar a produtividade. A lógica era sedutoramente simples: bastava adicionar uma barra de progresso, alguns selos dourados e um ranking de vendas na TV do corredor para que, magicamente, a motivação florescesse. Essa abordagem rasa não apenas falhou, como morreu. E quem apertou o gatilho, de forma definitiva, foi a Inteligência Artificial.

O problema nunca residiu nos pontos ou nos badges em si, mas no uso desses elementos como uma maquiagem para processos burocráticos, monótonos e desinteressantes. De acordo com a Gartner, já em 2014, cerca de 80% das iniciativas de gamificação falham em atingir seus objetivos de negócio, principalmente devido ao design pobre e à falta de um propósito claro que conecte o indivíduo à estratégia da empresa.

Quando a Inteligência Artificial entrou em cena nos últimos anos, ela agiu como um solvente, expondo a fragilidade desses sistemas, não mudando o cenário. Em um mundo onde a máquina pode automatizar o repetitivo, o colaborador humano passou a exigir o que a tecnologia não consegue replicar: significado e profundidade. Rankings competitivos, que antes eram vendidos como estímulo, hoje são percebidos pelo que muitas vezes realmente são: ferramentas de microgerenciamento que geram ansiedade em vez de entusiasmo. O relatório State of the Global Workplace, da Gallup, reforça que o engajamento real não emerge de recompensas extrínsecas e superficiais, mas sim da tríade autonomia, maestria e propósito.

Nesse cenário, surge a IA generativa, que agora é capaz de personalizar trilhas de aprendizado e fluxos de trabalho em tempo real, o que torna o conceito de "ranking global" da empresa algo obsoleto e até injusto. Não faz mais sentido comparar o desempenho do colaborador A com o do colega B, que possui contextos e desafios distintos, se a IA pode oferecer um feedback ultra-personalizado sobre a evolução individual de cada um. A chamada Gamificação 3.0, potencializada pela tecnologia, foca no estado de Flow, o equilíbrio perfeito entre desafio e habilidade, em vez do comportamento "fazer para ganhar". O jogo mudou: não se trata mais de acumular selos digitais inúteis, mas de receber o desafio certo, na hora certa, com o suporte necessário para o crescimento real.

Para os líderes que desejam sobreviver a essa transição, a sugestão é clara: é preciso migrar da competição para a jornada de maestria. A IA deve ser utilizada para mapear lacunas de competência e transformar o cotidiano em uma narrativa de evolução pessoal, substituindo o feedback anual por loops de resposta imediatos e construtivos. Precisamos estabelecer uma economia do reconhecimento verdadeiro, onde o progresso é validado por oportunidades reais e autonomia, e não por pontos que não guardam valor fora da tela.

Por fim, a IA não veio para substituir o humano, mas para forçar as empresas a tratarem seus colaboradores com a complexidade que merecem. A gamificação rasa era, no fundo, uma desculpa para a má gestão. Agora, ou as organizações desenham experiências de trabalho que sejam intrinsecamente recompensadoras, ou nem o badge mais brilhante do mundo evitará o cinismo e o turnover de grandes talentos. No novo cenário corporativo, não há mais botão de "reset" para o engajamento perdido. E você, está preparado para a mudança


*Samir Iásbeck, CEO e Fundador do Qranio, plataforma LMS/LXP customizável que tem como objetivo auxiliar empresas na criação de programas de treinamentos personalizados para seus colaboradores e que usa gamificação para estimular seus usuários com conteúdos educacionais. Seu foco é criar cursos que possibilitem que os funcionários destas organizações tenham acesso às informações na hora e no local que necessitam, por meio de recursos que incentivam o autodesenvolvimento.

IBP lança Jornada da Liderança para formar nova geração de líderes no setor de O&G e Energia


O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), por meio da UnIBP, anuncia o lançamento da Jornada de Formação de Lideranças do Setor de O&G e Energia, um programa inovador voltado ao desenvolvimento de competências estratégicas para profissionais que desejam assumir ou consolidar posições de liderança na indústria. A iniciativa reforça o compromisso do IBP com a qualificação contínua dos profissionais do setor, elemento essencial para a competitividade e sustentabilidade da indústria. As inscrições podem ser realizadas neste link.

Com duração média de três meses e carga horária total de 40 horas, o programa combina aulas síncronas, desafios práticos em grupo e atividades individuais, estruturadas em quatro módulos: SER, GERIR, FAZER e LEGAR. A proposta vai além de um curso tradicional. Trata-se de uma jornada imersiva, baseada em metodologia ativa, na qual os participantes são desafiados a tomar decisões em situações simuladas de crise, conflito e gestão da complexidade, sempre conectadas à realidade do setor de petróleo, gás e energia.
 

O público-alvo inclui profissionais com pelo menos quatro anos de experiência na indústria que tenham potencial ou perspectiva de assumir posições de liderança, ou que já atuem em funções de coordenação, supervisão ou média liderança e desejem fortalecer suas competências. Diferentemente de programas de mentoria, a Jornada da Liderança não é centrada na orientação individual, mas na vivência prática de desafios coletivos que estimulam protagonismo, tomada de decisão, comunicação e gestão de equipes em ambientes de pressão e risco.
 

No módulo SER, o foco está no autoconhecimento, na autogestão e na transição do papel técnico para o papel de líder. Em GERIR, os participantes desenvolvem habilidades voltadas à gestão de pessoas, segurança e desempenho, incluindo comunicação, gestão de conflitos e alinhamento de expectativas. O módulo FAZER aborda cultura organizacional, motivação, tomada de decisão sob pressão e dilemas éticos. Por fim, em LEGAR, a jornada consolida aprendizados e conecta liderança à visão estratégica, preparando os participantes para atuar como multiplicadores de conhecimento e cultura, com foco em sucessão e legado sustentável.
 

A metodologia inclui desafios simulados em grupos de três a quatro participantes, além de atividades individuais registradas em um “diário de bordo”, no qual cada profissional reflete sobre sua evolução ao longo da jornada. Ao final, o participante terá um registro estruturado das suas reflexões e progressos acerca de seu desenvolvimento individual, nas dimensões de ser, gerir, fazer e legar, reforçando sua preparação para assumir posições estratégicas.
 

O formato híbrido — com encontros ao vivo e atividades colaborativas — amplia a interação entre profissionais do setor e fortalece o networking qualificado, criando um ambiente de troca de experiências e construção coletiva de soluções.

 

“Nosso objetivo é preparar profissionais para liderar em um setor cada vez mais complexo, no qual competências técnicas precisam estar integradas a habilidades de gestão, visão estratégica e capacidade de tomada de decisão em ambientes de pressão. A Jornada da Liderança foi desenhada para oferecer uma experiência prática e transformadora, alinhada às demandas reais da indústria”, afirma Karen Cubas, gerente executiva da UnIBP.
 

Com essa iniciativa, o IBP reafirma seu papel como agente estruturante na formação de profissionais preparados para enfrentar os desafios técnicos, regulatórios e estratégicos da indústria de O&G e Energia. Em um contexto de transformação energética, inovação tecnológica e crescente complexidade operacional, investir no desenvolvimento de líderes é investir na solidez e no futuro do setor.

Cansaço no fim do dia nem sempre é só excesso de trabalho


Em adultos, a fadiga ocular surge como fator silencioso que impacta concentração e rendimento, explica especialista

Ao longo do expediente, é comum perceber a atenção diminuindo, a leitura mais lenta e um desconforto que se instala de forma progressiva. Para muitos adultos, essa queda de rendimento é atribuída automaticamente ao excesso de tarefas ou ao estresse. No entanto, há um fator silencioso que tem ganhado protagonismo na rotina profissional: a sobrecarga do sistema visual diante de jornadas prolongadas em frente a telas.

Computadores, celulares e outros dispositivos exigem foco constante a curta distância, reduzindo a frequência do piscar e aumentando o esforço da musculatura ocular dos olhos. Com o passar das horas, esse cenário pode comprometer não apenas o conforto, mas também a qualidade das entregas no trabalho. A dificuldade de manter a atenção, erros simples e a sensação de exaustão no fim do dia passam a fazer parte da rotina. 

De acordo com o Dr. Paulo de Tarso, oftalmologista especialista em Retina e Vítreo do Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH), esse impacto é direto e muitas vezes subestimado. “A visão é uma das principais ferramentas de trabalho. Quando ela não está funcionando de forma confortável, o cérebro precisa se esforçar mais para interpretar as imagens, o que leva à perda de desempenho ao longo do dia”, explica.

Os sinais costumam surgir de maneira gradual, o que dificulta a identificação do problema. Dor de cabeça frequente, sensação de peso ao redor dos olhos, visão instável e dificuldade para alternar o foco entre diferentes distâncias estão entre as queixas mais comuns. “Nem sempre os adultos percebem que esses sintomas têm relacionados ao uso intenso da visão. Muitas vezes, ele só nota que está mais cansado e menos produtivo”, afirma o especialista. 

Outro ponto relevante está nas condições do ambiente profissional. Espaços com iluminação inadequada, reflexos na tela e mobiliário pouco ajustado contribuem para o aumento da exigência visual. Além disso, a postura adotada ao longo do dia influencia diretamente esse quadro. “Quando o posicionamento não é adequado, há um esforço adicional não só dos olhos, mas de toda a musculatura envolvida. Isso potencializa o desconforto e pode acelerar o aparecimento dos sintomas”, destaca o médico. 

A dinâmica acelerada do trabalho também favorece hábitos prejudiciais, como longos períodos sem pausas. Permanecer horas seguidas em uma mesma atividade visual intensifica a sobrecarga e reduz a capacidade de recuperação dos olhos. “O sistema visual não foi projetado para manter foco contínuo por tanto tempo sem intervalos. Respeitar esses momentos de descanso é essencial para preservar o rendimento”, orienta. 

Medidas simples no dia a dia podem ajudar a minimizar esses impactos. Ajustar o brilho das telas, manter uma distância adequada dos dispositivos, organizar o espaço de trabalho e inserir pequenas pausas ao longo da jornada são estratégias eficazes. “São mudanças acessíveis, que não exigem grandes adaptações, mas fazem diferença significativa na forma como os olhos respondem ao longo do dia”, pontua. 

O acompanhamento oftalmológico também desempenha um papel fundamental nesse contexto. Alterações como grau desatualizado, podem intensificar o esforço necessário para enxergar com clareza. “Muitas vezes, a pessoa já precisa de correção e não sabe. Isso faz com que os olhos trabalhem mais do que deveriam, agravando o cansaço e impactando diretamente a produtividade”, explica o especialista. 

Ignorar os sinais pode levar à repetição do desconforto e à naturalização de um problema que tem solução. Com a atenção adequada e ajustes na rotina, é possível recuperar o bem-estar visual e melhorar o desempenho nas atividades profissionais. “Cuidar da saúde dos olhos é também cuidar da qualidade do trabalho. Quando há equilíbrio, o resultado aparece tanto no conforto quanto na performance”, conclui o Dr. Paulo de Tarso.