Marco Figueiredo critica encerramento de projetos e defende retomada da qualificação profissional para jovens no Estado
O fechamento de unidades da Faetec tem
ampliado o debate sobre o enfraquecimento do ensino profissionalizante no
Estado do Rio de Janeiro. O tema foi destacado por Marco Figueiredo, liderança
com cinco mandatos como deputado estadual, que criticou a descontinuidade de
projetos educacionais implantados ao longo de sua atuação.
Segundo Figueiredo, unidades que chegaram a
atender milhares de alunos por ano foram desativadas, reduzindo o acesso à
qualificação profissional, especialmente para jovens da Baixada Fluminense.
No CETEP de Imbariê, em Duque de Caxias, o
atendimento ultrapassava 10 mil alunos por ano. Já em Magé, a unidade da Faetec
no bairro Parque Caçula registrava cerca de 5 mil estudantes anuais antes do
fechamento.
Outras unidades mencionadas incluem estruturas
na região da Taquara, na Automóvel Clube, e no bairro Jardim Anhangá (também em
Caixas), que também deixaram de funcionar. Além disso, a unidade de Tamoios,
segundo distrito de Cabo Frio, também articulada por Figueiredo, funciona
precariamente, com redução de cursos.
Para Figueiredo, o cenário representa um
retrocesso grave nas políticas públicas voltadas à educação e à geração de
oportunidades. “O ensino profissionalizante tem que ser prioridade. Estamos
falando de projetos que qualificavam jovens e abriam portas para o mercado de
trabalho”, afirmou.
Ele também destacou a relação direta entre
qualificação e redução da violência. “A educação profissionalizante é o melhor
caminho para dar oportunidade e afastar os jovens da criminalidade”, disse.
O caso reforça a necessidade de retomada de
investimentos no ensino técnico e de políticas públicas contínuas que garantam
acesso à formação profissional, especialmente em regiões mais vulneráveis.

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