A associação entre jogar videogames e imaturidade é uma combinação tão enraizada na população que muitos nem questionam o quão equivocada ela é. Não se trata apenas de a psicologia já ter apontado em direções completamente opostas para definir como os jogadores amadureceram de forma diferente no passado; trata-se também de que, partindo dessa mesma premissa, ela também está olhando para o futuro daqueles que, na faixa dos 30 ou 40 anos, continuam jogando videogames.
Os benefícios de continuar jogando depois dos 30 anos
Sem precisar entender como as redes neurais funcionam, a
ideia proposta pela OMS não poderia ser mais simples. Se a deterioração
cerebral se acelera com a idade, manter um nível elevado de estimulação durante
essa fase é fundamental para retardar o aparecimento de doenças como o
Alzheimer.
O que os estudos neurológicos ainda não podem comprovar, mas
acreditam ter uma boa base para afirmar, é que adultos na faixa dos 30 ou 40
anos que continuam jogando desde a infância estão, sem saber, treinando suas
habilidades cognitivas. As redes neurais geradas por esse passatempo constante,
que, no melhor cenário, permanecerá ativo na velhice, moldarão o que é
conhecido como Reserva Cognitiva.
Digamos que, se essa deterioração neuronal vai acontecer
mais cedo ou mais tarde, o que essa área da psicologia e da neurologia propõe é
que os jogadores serão capazes de compensar os danos cerebrais graças a todas
as redes adicionais que construíram ao longo dos anos, as quais, ao contrário,
aqueles que não jogaram videogames, ou pararam de jogar, não possuem.
único problema com toda essa premissa é que, embora tenhamos
visto estudos mostrando aumentos consideráveis na
massa cinzenta após 6 meses jogando títulos como Super Mario 64, os millennials que cresceram jogando
videogames e continuaram a fazê-lo
consistentemente ainda não chegaram aos 70 anos.
Em outras palavras, embora tenhamos evidências teóricas e
práticas suficientes para acreditar que um futuro melhor os aguarda, ainda não
chegou o momento de analisar esses resultados na velhice. No entanto, isso não
diminui o valor dos dados que já possuímos.
Daqui a 30 anos, quando alguém começar a cruzar dados sobre
a saúde mental dos idosos e compará-los com seus hobbies, alguém terá que
explicar por que a mente daqueles que continuaram jogando videogames envelheceu
melhor do que a dos demais.

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