terça-feira, 24 de março de 2026

Renan Ferreirinha propõe idade mínima para redes sociais abertas

O deputado federal Renan Ferreirinha (PSD-RJ) apresentou, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que propõe estabelecer 16 anos como idade mínima para o uso de redes sociais de acesso aberto no Brasil. A iniciativa prevê mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente no ambiente digital.

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A proposta de Ferreirinha surge em meio ao aumento das preocupações com a segurança de crianças e adolescentes na internet. Casos recentes de crimes virtuais, além da disseminação de conteúdos perigosos e desafios online, têm intensificado o debate sobre a necessidade de regras mais rígidas para o uso dessas plataformas.

Levantamentos indicam que, nos últimos anos, episódios relacionados a desafios virais resultaram em mortes de jovens, além de situações envolvendo exposição indevida por meio de conteúdos manipulados digitalmente, como deepfakes.

Ao defender o projeto, Renan Ferreirinha (foto) destacou os riscos do uso irrestrito das redes sociais por menores de idade, incluindo a exposição a conteúdos inadequados, golpes e situações de violência. Segundo o parlamentar, a ausência de limites claros contribui para um ambiente digital mais vulnerável.

O texto apresentado pelo deputado também aponta que, apesar dos avanços na legislação voltada à proteção no ambiente online, ainda existem lacunas importantes, como a inexistência de uma idade mínima definida para acesso a redes sociais abertas. A proposta seguirá agora para análise nas comissões da Câmara antes de eventual votação.

Por que sua pronúncia em inglês fica melhor quando você canta, mas trava na hora de falar?


Você já reparou como aquela música em inglês sai quase perfeita, mas na hora de falar trava tudo? Essa sensação é mais comum do que parece e tem explicação científica. Um estudo publicado no periódico Memory & Cognition, chamado Singing Facilitates Foreign Language Learning (“Cantar facilita o aprendizado de línguas estrangeiras” em tradução livre), mostrou que cantar ativa áreas do cérebro ligadas à memória, ao ritmo e à repetição, facilitando a pronúncia e a fluência. Ou seja, não é só impressão, o cérebro realmente funciona melhor quando a gente canta.

Segundo Bruna Kristensen, Gerente Pedagógica da Rockfeller Language Center, isso acontece porque a música organiza a forma como o cérebro aprende os sons do inglês. “Quando existe um ritmo e uma melodia, o cérebro consegue prever melhor como as palavras devem soar. Isso reduz a dificuldade na hora de falar e ajuda o aluno a reproduzir a pronúncia com mais naturalidade, mesmo sem dominar totalmente o idioma. É como se a música facilitasse o caminho para aprender a falar melhor”, destaca.


Na prática, cantar funciona como um guia para a pronúncia. Em vez de pensar palavra por palavra, você acompanha um ritmo que já indica onde a fala deve subir, descer ou ganhar destaque. Isso ajuda, por exemplo, a entender a entonação correta das frases, algo que costuma ser difícil para quem está aprendendo. Além disso, como as músicas são repetidas várias vezes, o cérebro começa a memorizar expressões inteiras quase automaticamente, sem aquele esforço de decorar regra por regra.


Outro ponto importante é a confiança. Quando cantamos, não temos medo de errar, afinal, não estamos sendo avaliados. Esse relaxamento diminui a autocobrança e melhora a fluidez. Já na fala normal, a preocupação com gramática e pronúncia pode travar o raciocínio. Por isso, usar músicas no aprendizado não é só divertido, mas também uma estratégia eficaz para treinar o ouvido e soltar a fala no dia a dia.


“Ouvir música em inglês ajuda, mas não pode ser algo automático. O ideal é prestar atenção na pronúncia, repetir e tentar entender como os sons são feitos. Quando o aluno faz isso de forma consistente, a fala fica mais natural e a diferença entre entender e conseguir se comunicar em inglês diminui bastante”, finaliza Bruna.


Sobre a Rockfeller Language Center
 

Fundada em 2004, em Santa Catarina, a Rockfeller nasceu com o compromisso de buscar a excelência no ensino de idiomas. Com um crescimento rápido e sustentável, a Rockfeller abriu sua primeira franquia em 2006 e, em 2008, implementou seu modelo de negócios como franqueadora, expandindo suas unidades por várias partes do Brasil. Atualmente, a marca conta com 100 unidades instaladas em todo o país e tem planos de abrir mais 100 escolas nos próximos dois anos.

 

Atendendo a um público diversificado, de crianças a adultos, a rede oferece aulas no modelo presencial e 100% online com professores ao vivo. Assim, o estudo do inglês adapta-se às necessidades e rotinas dos alunos, com flexibilidade e conveniência. A escola recebeu diversas premiações e neste ano, os prêmios conquistados foram: o selo de excelência da ABF por 10 anos consecutivos e a classificação 5 estrelas da PEGN.

 

Com foco em conversação e salas de aulas que favorecem a interação, a Rockfeller se destaca não só pela qualidade de seu ensino, mas também pela satisfação de seus franqueados, mantendo-se como uma referência no mercado de idiomas.

Arsenal, Bayern de Munique e Barcelona disparam como favoritos ao título da Champions League


Com a definição dos confrontos das quartas de final da UEFA Champions League, a competição se encaminha para a reta final. Arsenal, Atlético de Madrid, Barcelona, Bayern de Munique, Liverpool, PSG, Real Madrid e Sporting seguem vivos na disputa para conquistar a taça mais cobiçada da Europa.

O chaveamento até a grande decisão já está definido: de um lado passará quem levar a melhor nos duelos entre Bayern de Munique x Real Madrid e PSG x Liverpool. Do outro lado da chave virá o segundo finalista: o Arsenal enfrenta o Sporting e o Barcelona encara o Atlético de Madrid. A decisão acontece no dia 30 de maio na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria.

 

Antes dos jogos de volta das oitavas de final, as odds das principais plataformas de apostas, como Betano, Reals, 7K Bet, Vera Bet, Cassino Bet, Bet 365, Casa de Apostas, 1PRA1, Luck.bet, Superbet, GingaBet Start Bet, apontavam o Arsenal como o grande favorito ao título, com odds médias de 3.50, seguido por Bayern de Munique (4.40), Barcelona (7.00) e PSG (7.50). 

 

Após os duelos desta semana, as equipes postulantes ao título seguem as mesmas, mas com alterações significativas em suas odds. Depois de vencer o Bayer Leverkusen por dois a zero, o Arsenal se manteve como o favorito ao título, junto ao Bayern de Munique, que goleou a Atalanta, com um agregado de 10 a 2 e segue como a segunda principal força da temporada. 

 

As principais variações vieram com Barcelona, Real Madrid, PSG e Liverpool. Os catalães fizeram uma partida de ida tímida contra o Newcastle, mas no Camp Nou a equipe atropelou os ingleses por 7 a 2, com show de Raphinha e Lamine Yamal, e se classificou tranquilamente. Com a vitória, o time comandado por Hansi Flick aumentou suas chances de título, mudando suas odds de 7.00 para 6.00.

 

Real Madrid e PSG já haviam vencido suas partidas de ida por três gols de diferença, contra Manchester City e Chelsea, respectivamente, dominando as ações dos jogos. Na volta, o favoritismo se confirmou, com os merengues terminando levando a melhor por 5 a 1 no placar agregado. 

 

Já os atuais campeões parisienses foram até a Inglaterra para confirmar a vaga, vencendo confortavelmente por três a zero, finalizando com 8 a 2 no agregado. As odds das duas equipes também variaram, com o Real Madrid indo de 9.00 para 8.00, e o PSG mudando de 7.50 para 6.00.

 

O Liverpool por sua vez perdeu o primeiro jogo para o Galatasaray, por um a zero. Mas em Anfield a equipe de Arne Slot se impôs, e com shows de Szoboszlai e Mohamed Salah venceu por quatro a zero. Com o resultado, os Reds aumentaram suas chances de vencer a Champions, e suas odds agora estão em 10.00 - antes, estavam com média de 11.00.

 

De acordo com as plataformas, Atlético de Madrid e Sporting estão mais distantes da taça, com odds médias atualmente de 20 e 60, respectivamente. Mesmo com a virada heróica sobre o Bodø/Glimt, os portugueses seguem sendo a equipe com menos chances de título. Já os espanhóis passaram do Tottenham, mas agora terão de enfrentar um de seus maiores rivais se quiser avançar de fase, dificultando suas chances de conquistar a taça. 


Março Lilás: o que toda mulher precisa saber para se proteger do HPV


Apesar de ser uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo, o HPV ainda é cercado por desinformação e estigmas entre as mulheres brasileiras. Durante o Março Lilás, mês de conscientização sobre a prevenção do câncer de colo do útero, especialistas reforçam a importância do acesso à informação como principal ferramenta de proteção e diagnóstico precoce.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é o terceiro tipo de tumor mais frequente entre as mulheres no Brasil, com cerca de 17 mil novos casos estimados por ano. A doença está diretamente associada à infecção persistente pelo HPV, que é responsável por mais de 95% dos casos. Ainda segundo o órgão, quando identificado precocemente, o câncer de colo do útero tem altas chances de cura, o que torna o rastreamento e a prevenção estratégias fundamentais.

Segundo a Dra. Mariane Nadai, médica parceira da DKT South America, empresa de planejamento familiar, a falta de conhecimento sobre o vírus faz com que muitas mulheres só descubram a infecção em estágios avançados. “O HPV, na maioria das vezes, não apresenta sintomas visíveis. Por isso, muitas mulheres acreditam que estão saudáveis e deixam de realizar exames preventivos como o papanicolau, que é essencial para detectar alterações antes que elas evoluam para um câncer”, explica a especialista.

A Organização Mundial da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que cerca de 80% das pessoas sexualmente ativas terão contato com o HPV em algum momento da vida. Embora muitas infecções sejam eliminadas espontaneamente pelo organismo, alguns tipos do vírus podem causar lesões persistentes que evoluem para câncer se não forem acompanhadas e tratadas adequadamente.

Entre as principais formas de prevenção estão a vacinação contra o HPV, o uso regular do preservativo e a realização periódica de exames ginecológicos. A vacina, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde para crianças e adolescentes, é considerada uma das estratégias mais eficazes para reduzir os índices da doença a longo prazo. No entanto, especialistas alertam que mesmo mulheres vacinadas devem manter o acompanhamento médico, já que a vacina não protege contra todos os tipos do vírus.

Outro ponto importante é o papel do preservativo na redução do risco de transmissão. Embora não ofereça proteção total contra o HPV, seu uso correto e contínuo diminui significativamente a exposição ao vírus e a outras infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, o preservativo é um aliado fundamental na promoção da saúde sexual e reprodutiva.

Para a Dra., falar sobre HPV é também enfrentar tabus históricos ligados à sexualidade feminina. “Muitas mulheres ainda sentem vergonha de procurar informações ou atendimento médico por associar o HPV a julgamentos morais. Precisamos tratar o tema como uma questão de saúde pública, não de comportamento”, afirma.

A campanha do Março Lilás reforça que o câncer de colo do útero pode ser prevenido com ações simples e acessíveis, como vacinação, exames regulares e informação de qualidade. Ampliar o diálogo sobre o HPV é um passo essencial para reduzir os números da doença e garantir que mais mulheres tenham autonomia sobre o próprio corpo e sua saúde.

Estudar fora pode custar menos que universidade privada no Brasil; veja países e caminhos para brasileiros

Imagem: FreePik

A ideia de cursar uma universidade no exterior costuma ser associada a custos elevados, mas em alguns casos, estudar fora pode ter um custo total semelhante ou até inferior ao de universidades privadas no Brasil – a depender do destino e do curso escolhidos.

“Estudar fora pode custar de zero a mais de R$ 30 mil por mês, dependendo do destino. Mas, em muitos casos, pode sair mais barato que no Brasil. Enquanto cursos de Medicina em universidades privadas no Brasil podem superar R$ 12 mil por mês, estudar em cidades do interior de países como Argentina, Paraguai e Portugal permite um custo de vida e taxas acadêmicas que, somadas, ficam abaixo desse valor”, afirma a conselheira de carreiras do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), Ana Claudia Gomes.

Ela explica que há inclusive países onde a cobrança de mensalidade praticamente não existe. “Na Alemanha, por exemplo, em universidades públicas, paga-se apenas uma taxa administrativa de cerca de € 300 por semestre. Já em países como Malta, Suécia e Finlândia, estudantes com cidadania europeia podem estudar sem pagar mensalidade, arcando apenas com taxas anuais relativamente baixas”, diz.

Custos vão muito além da mensalidade

Ao planejar uma graduação fora do país, o candidato a estudante internacional precisa colocar, na ponta do lápis, todos os custos envolvidos: mensalidade, moradia, transporte, alimentação, seguro de saúde, documentação, entre outros.


De acordo com a coordenadora pedagógica do Ensino Médio Progresso Bilíngue de Indaiatuba (SP), Juliana Germani, também é preciso considerar que o modelo de cobrança das universidades no exterior costuma ser diferente do brasileiro. “Nos países do hemisfério norte geralmente não existe mensalidade como no Brasil. A universidade cobra uma semestralidade ou anuidade. Isso significa que as famílias precisam se organizar para pagar o semestre ou o ano inteiro de uma vez”, explica.


Ana Claudia Gomes acrescenta que o custo de moradia costuma ser o principal fator de impacto. “Capitais como Londres ou Paris exigem praticamente o dobro do orçamento de cidades universitárias menores, como Coimbra ou Varsóvia. Na Europa, que costuma ser uma das regiões mais acessíveis, o custo de moradia pode variar de cerca de € 200 a € 1.200 por mês”, explica.


Para reduzir os custos no orçamento, vale pesquisar por universidades que oferecem bolsas de estudo e os países que permitem que o estudante trabalhe enquanto estuda.


Países que se destacam para brasileiros


Segundo as educadoras do BIS e do Progresso, nos últimos anos alguns destinos têm se tornado especialmente atrativos para estudantes brasileiros, seja por custos mais baixos, facilidade de ingresso ou políticas de incentivo a estrangeiros.


Portugal é um dos principais exemplos. “O país se destaca pela proximidade cultural e pelo fato de mais de 50 instituições aceitarem a nota do ENEM como forma de ingresso”, afirma Ana Claudia Gomes. Outro destino em ascensão é a Alemanha, onde muitas universidades públicas oferecem cursos gratuitos ou de baixo custo. “Além do ensino gratuito em muitas instituições, há um forte incentivo para que estudantes estrangeiros permaneçam no país após a graduação e ingressem no mercado de trabalho”, diz.


Segundo Ana Claudia, alguns países da Europa Central também têm ganhado visibilidade. “Hungria e Polônia são verdadeiros ‘tesouros escondidos’. Eles oferecem cursos em inglês com mensalidades relativamente baixas, entre € 2 mil e € 4 mil por ano, e custo de vida inferior ao da Europa Ocidental”, afirma. Na América do Sul, a Argentina continua sendo um destino tradicional. “Universidades públicas como a UBA têm ingresso sem vestibular e um custo de vida ainda considerado atrativo para brasileiros, apesar da forte inflação na economia do país”, completa.


Juliana Germani destaca também que países como Canadá e membros da União Europeia têm políticas interessantes de apoio a estudantes internacionais. “O Canadá, por exemplo, permite que estudantes que cursaram programas de pelo menos dois anos solicitem um visto chamado PGWP (Post-Graduation Work Permit), que possibilita ingressar integralmente no mercado de trabalho canadense após a graduação”, explica.


Processo seletivo no exterior é diferente do Brasil


As formas de ingresso em universidades estrangeiras variam bastante conforme o país e a instituição. No geral, o processo envolve análise do histórico escolar, atividades extracurriculares e comprovação de proficiência em idiomas – bem diferente do modelo de vestibular tradicional brasileiro, que costuma se basear principalmente no desempenho em uma prova.


“As universidades lá fora costumam analisar o histórico acadêmico, atividades extracurriculares, provas de proficiência em idiomas e até voluntariado. É uma avaliação mais global e holística sobre quem é aquele indivíduo candidato à vaga. Nos Estados Unidos também é comum a exigência de exames como SAT ou ACT, que guardam algumas semelhanças com o Enem brasileiro”, explica Juliana Germani.


A educadora do Progresso ressalta que o perfil do estudante é analisado de forma mais ampla do que no modelo tradicional brasileiro, buscando avaliar o impacto positivo que o aluno formado poderá causar na sociedade no futuro. “As universidades estrangeiras escolhem os alunos com base no perfil completo. Interesses pessoais, atividades, hobbies e projetos extracurriculares contam bastante. Ter um portfólio pessoal com conquistas acadêmicas e objetivos futuros pode fazer diferença no processo”, diz.


Programas internacionais cursados no ensino médio também podem facilitar o acesso. “Diplomas como o International Baccalaureate (IB), ou programas como as Advanced Placement (AP) oferecidas pelo College Board são bem reconhecidos por universidades no exterior e podem contar pontos e abrir portas”, acrescenta.


Bolsas de estudo e financiamentos


Outro fator que pode tornar a experiência internacional mais viável são as bolsas de estudo e auxílios financeiros oferecidos por universidades e programas governamentais. “Existem bolsas baseadas na necessidade financeira do aluno e outras concedidas por mérito acadêmico ou talentos específicos, como esportes ou artes. Na Hungria, por exemplo, o programa Stipendium Hungaricum é bastante completo e pode incluir isenção de anuidade e auxílio para despesas básicas. Já em países como Itália e Holanda existem bolsas regionais que podem cobrir 100% da anuidade e ainda oferecer auxílio alimentação”, explica Ana Claudia Gomes.


Juliana Germani acrescenta que algumas instituições também oferecem bolsas direcionadas a estudantes latino-americanos. “Existem universidades que oferecem bolsas exclusivas para alunos da América do Sul ou do Brasil. Além disso, há ONGs e até empresas que financiam bolsas para estudantes com desempenho acadêmico ou esportivo destacado”, diz.


Planejamento precisa começar cedo


As especialistas ressaltam que quem pretende estudar fora precisa começar o planejamento com antecedência, muitas vezes ainda durante os primeiros anos do ensino médio.


“O ideal é iniciar a preparação no 9º ano ou no início do ensino médio”, afirma Ana Claudia Gomes. “É preciso se organizar para obter certificações de idioma, reunir documentação acadêmica traduzida e apostilada e também preparar a comprovação financeira exigida para o visto em muitos países.”


Juliana Germani reforça que com planejamento e informação adequada, a experiência internacional pode ser mais acessível do que muitas famílias imaginam. “Não adianta tentar organizar tudo no último ano do ensino médio. Quanto antes o estudante começar a se preparar, maiores serão as oportunidades.”

Ela lembra que o processo envolve mais do que notas escolares. “O aluno precisa construir um portfólio acadêmico e pessoal ao longo dos anos, participar de atividades extracurriculares, fazer trabalho voluntário e começar a refletir sobre a área que pretende seguir”, afirma.


Segundo Juliana, também é importante pesquisar cuidadosamente as instituições antes de se candidatar. “Uma estratégia que eu aconselho é o aluno elencar cerca de 12 universidades: três que são as dos sonhos, mas muito difíceis de entrar; seis que são boas e das quais é possível o ingresso; e três onde ele com certeza será aceito, mesmo não sendo a instituição dos sonhos. Dessa forma, é possível ter um plano B ou C, caso o plano A não se concretize. Vale ainda analisar custo de vida, localização, clima, oportunidades de trabalho e onde os ex-alunos estão atuando no mercado”, finaliza.

ICL alerta para risco de volta da ilegalidade no mercado de combustíveis em meio à crise


O Instituto Combustível Legal (ICL) manifesta forte preocupação com o risco de que, em meio à ameaça de desabastecimento e à pressão sobre os preços dos combustíveis, sejam abertas brechas que favoreçam a volta de práticas ilegais já conhecidas do mercado. Momentos de exceção exigem responsabilidade redobrada das autoridades, justamente para evitar que soluções emergenciais acabem reabilitando agentes que, no passado, atuavam à margem da lei, com graves prejuízos à arrecadação dos Estados, à concorrência leal e à segurança do consumidor.

Diante da dificuldade de avanço de medidas coordenadas com os Estados, especialmente no campo tributário, o ICL alerta para o risco de que mecanismos concebidos para ampliar a oferta de diesel sejam utilizados de forma oportunista por sonegadores e devedores contumazes, inclusive por meio de operações estruturadas para postergar ou simplesmente não recolher tributos. Não se pode admitir que, sob o argumento de garantir abastecimento, o país volte a tolerar práticas que historicamente alimentaram fraudes, desequilíbrios concorrenciais e perdas bilionárias aos cofres públicos.

O momento é de extremo cuidado também com a qualidade dos produtos colocados no mercado. Em cenários de pressão e desorganização, cresce o risco de circulação de combustíveis contaminados, misturados ou fora das especificações, com impactos diretos sobre consumidores, transportadores e empresas que atuam regularmente. Combate à ilegalidade, fiscalização de qualidade e controle tributário precisam caminhar juntos.

O ICL defende que qualquer medida emergencial voltada a ampliar a oferta de combustíveis seja acompanhada de rastreabilidade, fiscalização rigorosa e controle efetivo sobre origem, movimentação e recolhimento de tributos. Abrir espaço para agentes com histórico de irregularidades não é solução; é retrocesso. O país não pode permitir que uma crise conjuntural se transforme em oportunidade para a rearticulação de esquemas de sonegação, adulteração e concorrência desleal.

Bioestimulantes à base de alga marinha transformam a produtividade da soja no Brasil


A agricultura enfrenta desafios crescentes. As mudanças climáticas, a escassez de recursos e o aumento da demanda global por alimentos pressionam a produção. Nesse ambiente desafiador, os sojicultores buscam soluções que aumentem a produtividade sem comprometer o meio ambiente. Entre essas soluções, os bioestimulantes à base da alga marinha Ascophyllum nodosum se destacam, oferecendo benefícios para o esperado desenvolvimento e o bom desempenho da cultura.

Extraída de forma sustentável das costas do Atlântico Norte, especificamente no Canadá, ela é rica em bioativos naturais – como ácido algínico, manitol, aminoácidos, polissacarídeos, vitaminas, ácidos orgânicos e minerais, que atuam como catalisadores de processos fisiológicos nas plantas. Em lavouras de soja, esses extratos estimulam o crescimento das raízes, aumentam a absorção de nutrientes, fortalecem a resistência a estresses abióticos como seca e calor excessivo e proporcionam maior uniformidade no desenvolvimento das plantas.

Os estudos conduzidos por vários anos pela Acadian na cultura da soja, em diferentes regiões do território brasileiro, comprovam que os bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum entregam consistência de resultados mesmo diante das adversidades do campo, proporcionando um incremento médio de 4 sacas de soja por hectare. 

Do ponto de vista fisiológico, os extratos melhoram a taxa de assimilação de dióxido de carbono (CO), a condutância estomática (que regula a entrada de CO e a saída de vapor de água) e a atividade de enzimas antioxidantes, aumentando a tolerância da planta a estresses térmicos e promovendo biometria mais robusta. Outro benefício importante é a redução de perdas por quebra de vagens, problema que compromete a colheita e favorece a produção de sementes em diferentes cultivos.

Globalmente, a Acadian Sea Beyond é referência no desenvolvimento de bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum. A empresa, de origem canadense, investe em tecnologia própria de extração para maximizar a atividade dos compostos bioativos da alga, com foco em produtividade, práticas de agricultura regenerativa e menor pegada ambiental. As soluções têm mostrado melhoria na resistência das plantas a estresses ambientais, fortalecendo sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis.

Com a agricultura brasileira batendo recordes de produção, a integração de bioestimulantes representa um diferencial competitivo. Ao fortalecer a fisiologia das plantas e mitigar efeitos de estresses climáticos e nutricionais, esses insumos proporcionam um manejo mais eficiente, tecnológico e ambientalmente responsável, representando um caminho para a agricultura sustentável e altamente produtiva.

 Por Bruno Carloto, engenheiro agrônomo e mestre em agrobiologia e gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e no Paraguai.