segunda-feira, 23 de março de 2026

Programa de Estágio da Firjan está com inscrições abertas para cursos técnicos e universitários

Imagem: Comunicação FIRJAN

As oportunidades incluem 18 áreas de atuação como Comunicação, Tecnologia e Inovação, Educação, Jurídico, Petróleo, Gás e Naval, Planejamento, entre outras

Estudantes dos níveis técnico e superior têm a chance de incluir no currículo uma grande empresa por meio do Programa de Estágio da Firjan, que está com inscrições abertas até o dia 31 de março por meio deste link. São cerca de 60 oportunidades, com duração de seis meses a dois anos, carga horária diária de quatro a seis horas e benefícios como bolsa-auxílio, auxílio-refeição, auxílio-transporte, recesso remunerado e seguro de vida.

Os candidatos selecionados vão atuar em uma empresa considerada um “excelente lugar para trabalhar”, conforme a certificação Great Place To Work® (GPTW), reconhecimento internacional que atesta a qualidade do ambiente de trabalho. O programa está disponível para alunos das áreas de Competitividade, Comunicação, Desenvolvimento e Inovação, Educação, Gestão de Pessoas, Integridade Corporativa, Jurídico, Negócios, Petróleo, Gás e Naval, Planejamento e Finanças, Planejamento Estratégico, Relacionamento, Relações Institucionais, Relações Internacionais, Saúde e Segurança do Trabalho, Suprimentos e Serviços, Tecnologia da Informação, Tecnologia e Inovação.

Estagiária na Firjan SENAI SESI Parque Tecnológico, Carolina de Paula da Silva faz Administração pela Unigranrio e entrou para a federação em abril do ano passado. “Tive a oportunidade de crescer em diversas áreas, especialmente na comunicação. Além disso, participar dos projetos de inovação foi algo muito marcante: buscamos atender demandas e desafios reais da sociedade, e agora quero fazer uma pós-graduação em gestão de projetos. Esse estágio não apenas ampliou meus conhecimentos técnicos, mas fortaleceu minha confiança, senso de responsabilidade e visão profissional, sendo uma experiência fundamental na minha trajetória”, disse Carolina.

Inscrições e processo seletivo

O processo de seleção do programa começa com a inscrição on-line no site da Firjan, seguida de entrevistas individuais, resolução de cases, conversa de alinhamento e painel final. Para participar, é preciso estar matriculado e com frequência comprovada. No caso do nível técnico, caso já tenha concluído o curso, o interessado deverá apresentar uma declaração informando a necessidade de realizar a carga horária obrigatória de estágio. Já no nível superior, é preciso estar cursando no mínimo o 3º período da faculdade e estando no mínimo a 12 meses da data de conclusão da graduação.

“Nosso programa atua no desenvolvimento de talentos, incentivando a preparação profissional e a constante atualização do nosso ambiente organizacional. Os participantes têm contato direto com a realidade da carreira escolhida, adquirindo aprendizado prático e integrando-se às atividades, fluxos de trabalho e iniciativas estratégicas da instituição”, enfatiza Cintia Miranda, gerente de Performance, Governança e Experiência da Firjan.

O estagiário terá ainda a oportunidade de fazer trilhas de capacitação e desenvolvimento, abordando fatores técnicos da formação acadêmica universitária ou da escola técnica. E conta, ainda, com um canal de comunicação para discussões e sugestões e, até mesmo, para rodas de diálogo com executivos da federação.


OPINIÃO: Estupro de vulnerável em Minas Gerais. Por: Pedro Cardoso

Opinião: Pedro Cardoso

Mais um dos absurdos combatidos pela mobilização e pela força da sociedade brasileira. Interrompeu-se o estupro continuado de uma adolescente de 12 anos de idade, em Indianópolis, cidade do Estado de Minas Gerais.

Exercendo adequadamente seu papel de educadora, a escola sentiu falta da aluna e procurou o Conselho Tutelar, que, também como se deve, tomou as medidas cabíveis, e o caso chegou à Justiça.

Um homem de 35 anos de idade e a mãe da adolescente foram condenados pelo juizado de primeira instância a mais de nove anos de prisão. Houve recurso, e a 9ª Turma do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, com os votos dos desembargadores Magid Nauef Láuar e Walner Barbosa Milward de Azevedo, decidiu pela absolvição de ambos, vencida a desembargadora Kárin Emmerich.

Os argumentos principais pela absolvição foram que a jovem já havia tido experiência sexual antes, que havia consentimento dela e da família, além de haver uma suposta constituição natural de família. Mas nenhum desses argumentos se sustenta minimamente.

Eles foram utilizados sem sustentação legal. Fundam-se numa cultura arraigada no Judiciário brasileiro de criativismo interpretativo, sem respaldo legal algum, já que interpretação pode ser feita, mas nunca fora do ordenamento jurídico nacional.

Quando uma conduta é proibida, a anuência do absolutamente incapaz não tem validade. Mas, para evitar que contorcionismos interpretativos fossem utilizados, o Código Penal, no artigo 217-A, § 5º, proibiu explicitamente o consentimento e relações sexuais anteriores como argumentos que descaracterizem o crime. Está lá, cristalinamente.

O outro argumento, o de constituição de família como balizador da absolvição, chega a ser patético. Dados oficiais apontam que, no caso específico de estupro de vulneráveis, é dentro das famílias que ele mais ocorre.

Mas, no transcorrer do noticiário, alguns pontos vão surgindo: uns se esclarecem; outros, não. Argumentaram que a menina já havia tido relações sexuais. Seria preciso verificar qual era a idade, se a ação foi movida e, se não foi, por que não foi. O mesmo deveria ser averiguado para os demais casos de absolvição com os mesmos argumentos, tanto no Tribunal mineiro como nos demais tribunais.

O pai também não entrou na discussão. Se consentiu ou não, isso não importa; o que conta é o dever de cuidar da filha.

Há notícias também de que vários autores de abusos já haviam sido absolvidos no Tribunal de Minas e até no Superior Tribunal de Justiça e não houve informação se o Ministério Público recorreu dessas absolvições.

Quanto às notícias posteriores de possíveis abusos ou tentativas do ministro Magid Nauef Lauar, talvez se aplique a frase clichê de que “nada ocorre por acaso”.

De bom, somente o fato de a sociedade ter tomado gosto pelos resultados de sua participação no combate a episódios e isso trazer repercussão e consequências punitivas. O triste é saber que foi mais um caso entre inúmeros semelhantes, que fazem com que tantos crimes fiquem impunes sob o manto da conivência das instituições que deveriam proteger adolescentes e crianças contra esses abusadores. Existem outras formas de abuso e de violência que também precisam ser permanentemente combatidas com rapidez e eficiência.

Pedro Cardoso da Costa - Interlagos-SP

Semana Santa eleva pressão sobre voos e exige atenção redobrada aos direitos do passageiro

Imagem: Comunicação Livre
Alta demanda expõe fragilidades operacionais e reforça a importância de informação, assistência e organização para evitar prejuízos durante o feriado prolongado

A proximidade da Semana Santa, tradicionalmente marcada por intenso fluxo de passageiros nos aeroportos brasileiros, reacende um cenário recorrente no país: o aumento significativo da demanda por transporte aéreo e, consequentemente, a elevação dos riscos de atrasos, cancelamentos e falhas na prestação do serviço. Em períodos de grande movimentação, a cadeia operacional das companhias aéreas é submetida a forte pressão, o que amplia a possibilidade de intercorrências e efeitos em cascata ao longo da malha aérea.

 

Segundo o advogado Fábio Araújo (foto), especialista em direito do consumidor e membro da equipe da Lima Vasconcellos Advogados, esse contexto exige não apenas planejamento por parte das empresas, mas também atenção redobrada dos passageiros. “Em feriados prolongados, qualquer atraso inicial pode repercutir em voos subsequentes, aumentando o risco de cancelamentos e perda de conexões”, explica. Fatores como condições meteorológicas adversas, congestionamento do tráfego aéreo, manutenção não programada de aeronaves e limitações estruturais dos aeroportos estão entre as causas mais frequentes de transtornos.

 

Apesar desse cenário, a legislação brasileira estabelece um conjunto robusto de garantias ao consumidor. A relação entre passageiros e companhias aéreas é regida pelo Código de Defesa do Consumidor, pela Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelo Código Brasileiro de Aeronáutica, assegurando direitos como informação clara, cumprimento da oferta e reparação por danos em caso de falha no serviço.

 

Na prática, esses direitos se materializam especialmente em situações de atraso e cancelamento. A companhia aérea é obrigada a comunicar imediatamente qualquer alteração no voo e a atualizar as informações a cada 30 minutos. Além disso, a assistência ao passageiro é escalonada conforme o tempo de espera: a partir de uma hora, deve ser oferecido acesso a meios de comunicação; após duas horas, alimentação; e, em atrasos superiores a quatro horas, hospedagem — quando necessário — além do direito de escolher entre reacomodação, reembolso integral ou transporte por outra modalidade.

 

Em casos de cancelamento, sobretudo quando comunicados em prazo inferior a 72 horas ou informados apenas no aeroporto, o passageiro também passa a ter direito imediato a essas alternativas, independentemente do motivo apresentado pela empresa. A escolha entre reembolso ou reacomodação cabe exclusivamente ao consumidor, e não à companhia aérea.

 

Outro ponto de atenção envolve a perda de conexões. Quando o problema decorre de responsabilidade da empresa, esta deve garantir a continuidade da viagem sem custos adicionais. Situações como overbooking — a venda de passagens acima da capacidade da aeronave — também geram direitos específicos, incluindo compensações previstas em lei.

 

Embora fatores externos, como condições climáticas, possam influenciar a responsabilização civil das empresas, eles não afastam a obrigação de prestar assistência material ao passageiro. “Mesmo em casos de força maior, o dever de informação, suporte e oferta de alternativas permanece”, ressalta Araújo.

 

Diante desse cenário, especialistas reforçam que a melhor estratégia para o passageiro é a prevenção aliada ao conhecimento. Monitorar o status do voo antes de sair de casa, realizar o check-in com antecedência, manter dados atualizados junto à companhia e chegar mais cedo ao aeroporto são medidas fundamentais para reduzir riscos.

 

Além disso, em caso de problemas, a orientação é documentar tudo: bilhetes, cartões de embarque, mensagens da companhia, comprovantes de despesas e registros fotográficos podem ser determinantes para eventual reclamação administrativa ou ação judicial. “Não basta reclamar verbalmente. É essencial exigir informações formais, registrar o ocorrido e guardar provas”, destaca o advogado.

 

Com a intensificação das viagens durante a Semana Santa, o alerta é claro: conhecer os próprios direitos e agir de forma organizada pode fazer a diferença entre um transtorno inevitável e um prejuízo irreparável.

 

Mais informações podem ser obtidas na sede do LV/A – Lima Vasconcellos Advogados, localizado no Shopping Center Pedro II, à Rua do Imperador, 288 - Sala 1002 - Centro, Petrópolis – RJ, ou ainda através do Instagram @lvalaw (https://www.instagram.com/lvalaw/) do Facebook @lvalawadvogados (https://www.facebook.com/lvalawadvogados/) , do telefone (24) 2245-7364, do WhstaApp (24) 99254-1758.

 

LV/A – Lima Vasconcellos Advogados

Shopping Center Pedro II

Rua do Imperador, 288 - Sala 1002

Centro, Petrópolis - RJ, 25620-000

 

Telefone: (24) 2245-7364

WhstaApp: (24) 99254-1758

 

Google Maps: https://goo.gl/maps/t9qHZ9hiGLZLchT48


SuperVia é autuada por falha em trem com explosão e princípio de incêndio

Foto: Equipe SEDCON

 Incidente ocorreu na estação de Quintino e expôs passageiros a risco; concessionária tem 15 dias para apresentar defesa

Uma falha técnica em uma composição ferroviária resultou em explosão seguida de princípio de incêndio na noite deste domingo (22/03), na estação de Quintino, na Zona Norte do Rio. A concessionária SuperVia foi autuada após fiscalização da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e do PROCON-RJ.

O problema teve origem no pantógrafo, equipamento responsável por captar energia elétrica da rede aérea, e ocorreu por volta das 20h, quando foi registrado um forte clarão. No momento do incidente, o trem da linha 2 (Deodoro–Central) transportava cerca de 60 passageiros, que foram retirados da composição sem registro de feridos.

O serviço chegou a ser interrompido por aproximadamente 15 minutos, mas já havia sido normalizado na manhã desta segunda-feira. Durante a operação, os agentes também identificaram a presença de fumaça na via férrea, oriunda de dormentes (estruturas de madeira que sustentam os trilhos), embora sem impacto direto na circulação dos trens.

Segundo os fiscais, funcionários da concessionária foram acionados imediatamente para conter o foco do incêndio, o que foi realizado com rapidez, eliminando o risco iminente aos passageiros.

A operação concluiu que houve falha na prestação do serviço, caracterizando infração ao Código de Defesa do Consumidor, especialmente no que diz respeito à oferta de serviço adequado, eficiente, seguro e contínuo. Também foi constatada a ausência do Livro de Reclamações do PROCON-RJ.

O Secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, destacou a gravidade do episódio.

- Trata-se de uma situação que expôs diretamente os consumidores a risco. O transporte público precisa operar com total segurança e eficiência. Não podemos admitir falhas desse tipo, que colocam em risco a integridade física dos passageiros-, ressalta Fonseca.

A concessionária foi notificada e terá prazo de 15 dias para apresentar defesa. O caso seguirá em análise e poderá resultar na aplicação de sanções administrativas.

Música ambiente para foco cresce no YouTube e atrai público em busca de produtividade

Desenvolvido por fabIAno com Chat GPT

Um vídeo voltado à concentração e produtividade tem ganhado destaque entre usuários do YouTube que buscam foco no dia a dia. Com uma proposta simples e eficaz, o conteúdo entrega uma trilha sonora contínua no estilo lo-fi/ambient, ideal para acompanhar estudos, trabalho ou momentos que exigem atenção prolongada.

Sem narração ou interrupções, o vídeo aposta em uma experiência imersiva, utilizando sons suaves e repetitivos que ajudam a reduzir distrações e manter o ritmo das atividades. Esse formato, cada vez mais popular na plataforma, tem atraído milhões de visualizações justamente por atender a uma necessidade prática do público moderno: manter a produtividade em meio a rotinas cada vez mais aceleradas.

Além de servir como ferramenta de apoio, o conteúdo também reflete uma tendência crescente no consumo digital, onde vídeos funcionais — aqueles que acompanham o usuário em vez de exigir atenção total — ganham espaço e relevância.

Disponível no YouTube, o vídeo se consolida como mais uma opção para quem busca transformar o ambiente de trabalho ou estudo em um espaço mais equilibrado e focado.

Acesse para acompanhar e bom trabalho:



Do básico ao intermediário: 4 estratégias para acelerar o aprendizado de inglês

Imagem: FreePik

Assistir a séries sem legenda, planejar viagens internacionais ou disputar vagas em empresas globais são objetivos cada vez mais comuns entre os brasileiros. No entanto, muitas pessoas ainda enfrentam um desafio recorrente que é sair do inglês básico e avançar para um nível intermediário, etapa essencial para ganhar autonomia no idioma.
 
Segundo a pesquisa da EF English Proficiency Index (EF EPI), um dos maiores estudos internacionais sobre domínio do idioma, o Brasil está na 75ª posição no ranking dos 123 países e territórios por suas habilidades de inglês. Dentre as 20 nações da América Latina, o país está em 16º lugar, demonstrando baixa proficiência na língua inglesa.
 
De acordo com Rafael Cunha, diretor nacional da Microlins, essa transição pode ser mais rápida quando o aprendizado deixa de ser apenas teórico e passa a incluir prática frequente e contato real com o idioma. Entre os principais obstáculos enfrentados por estudantes estão o excesso de foco em gramática, a falta de rotina de estudos e o pouco uso do inglês em situações do cotidiano.
 
“Muitas pessoas estudam inglês por anos, mas continuam presas ao básico porque não utilizam o idioma na prática. Para evoluir, é fundamental ativar o conhecimento com conversação, escuta e escrita em situações reais”, explica o executivo.
 
O nível intermediário corresponde, geralmente, às classificações B1 e B2 do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR). Segundo Cunha, é nesse estágio que o estudante já consegue compreender diálogos do cotidiano, participar de conversas simples, escrever e-mails curtos e acompanhar vídeos com maior entendimento. “Na prática, isso significa conseguir se comunicar em situações como viagens, reuniões simples de trabalho ou interações sociais básicas, ampliando as oportunidades profissionais e culturais” revela.
 
Para quem quer evoluir no inglês, o profissional reuniu hábitos que ajudam a avançar mais rápido no processo de aprendizado.
 
Praticar diariamente a fala e a escrita 
Narrar a própria rotina em inglês, gravar áudios ou escrever pequenos textos ajuda a desenvolver o chamado “output” do idioma, ou seja, a capacidade de se expressar. Exercícios simples de 15 minutos por dia já fazem diferença na evolução.
 
Criar uma rotina de contato com o idioma 
A leitura de textos curtos, escutar podcasts, assistir a vídeos com legenda em inglês e revisar semanalmente conteúdos em inglês são iniciativas que auxiliam a manter a constância, fator essencial para o aprendizado.
 
Perder o medo de errar 
O receio de falar incorretamente é uma das principais barreiras para o progresso. Rafael Cunha reforça que cometer erros faz parte do processo e contribui para o desenvolvimento da fluência.
 
Buscar orientação e feedback 
Cursos estruturados ou professores especializados, até mesmo nativos na língua que deseja aprimorar, ajudam a corrigir erros recorrentes e direcionar o aprendizado, reduzindo o tempo necessário para avançar de nível.
 
“Mais do que uma ferramenta acadêmica ou profissional, o inglês se tornou uma habilidade cada vez mais presente no cotidiano desde o consumo de conteúdo digital até a conexão com pessoas de diferentes culturas. Com prática, consistência e um plano de estudos alinhado aos objetivos pessoais, é possível sair do nível básico e conquistar o intermediário mais rápido do que muitos imaginam, permitindo abrir portas para novas experiências, oportunidades de carreira e uma relação mais natural com o idioma”, finaliza Rafael Cunha.
 
Sobre a Microlins   
Uma das mais tradicionais e reconhecidas marcas do segmento de educação, a Microlins é líder em cursos de capacitação profissional no Brasil. Sua rede dispõe de mais de 400 escolas em todo o País. São oferecidos cursos de Tecnologia, Gestão, Saúde e Inglês, nas modalidades presenciais, EAD ou semipresencial. Em 2022, a Microlins recebeu do MEC a autorização para atuar também como faculdade, oferecendo cursos de Graduação (Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciências Contábeis, Marketing, Gestão de Recursos Humanos, Sistemas de Informação e Pedagogia), nas modalidades EAD e semipresencial, e Pós-graduação EAD nas áreas: Tecnologia, Gestão e Negócios e Educação.   

Por: Rafael Cunha, diretor nacional da Microlins, aponta estratégias práticas para evoluir no idioma e destravar a comunicação no dia a dia 

Três sinais do atual momento político brasileiro - Por: Ives Gandra

Foto: Andreia Tarelow

Quero trazer aos amigos leitores algumas considerações sobre o atual momento político brasileiro.

A primeira delas diz respeito ao Partido dos Trabalhadores, que sempre afirma não ter relação alguma com os escândalos divulgados diariamente na imprensa, mas que se opõe ou procura obstruir a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito conduzidas pelo Poder Legislativo, não querendo, por exemplo, a CPMI do INSS nem a do Master, seja votando contra, seja criticando incisivamente.

Ora, se o PT e seus correligionários — deputados, senadores e o próprio governo — não estão envolvidos nos escândalos, não precisam ter receio da instalação de nenhuma CPMI, nem de seus desdobramentos, investigações e convocações. É extremamente curioso que eles afirmem não estar vinculados aos vergonhosos fatos que vêm sendo divulgados, mas não queiram que as investigações sejam aprofundadas.

Um bom governo é aquele que procura saber tudo o que existe de irregular para corrigir. Este é, pois, o primeiro aspecto que quero trazer: a minha perplexidade diante do fato de o governo e seus apoiadores negarem qualquer envolvimento com os escândalos noticiados, mas, ao mesmo tempo, trabalharem e atuarem firmemente para evitar que as Casas Parlamentares convoquem, ouçam depoimentos, apurem e obtenham informações dos envolvidos, impedindo que o Poder Legislativo exerça sua função fiscalizadora.

A segunda reflexão que quero fazer é sobre a probabilidade de que tenhamos dois candidatos conservadores nas eleições à Presidência da República este ano: Flávio Bolsonaro e outro nome, sendo Ratinho Jr. o que apresenta mais chances no momento. Caso se confirmem duas candidaturas, será indispensável o estabelecimento de um pacto de não agressão entre ambos.

Um exemplo a ser seguido é o caso da eleição no Chile, onde quatro candidatos conservadores disputaram a presidência contra um único nome da esquerda, que acabou indo para o segundo turno. Naquela ocasião, os quatro conservadores firmaram um pacto: aquele que avançasse para o segundo turno receberia o apoio imediato dos demais.

Ora, no contexto brasileiro, este pacto de não agressão significa que, havendo dois candidatos conservadores, estes possuirão um único adversário comum: o presidente Lula.

Este pacto é fundamental para garantir que o candidato que avançar para o segundo turno conte não apenas com o apoio partidário e institucional do aliado, mas com a transferência da sua base de eleitores. Ao evitar a agressão mútua, preserva-se a imagem de ambos e impede-se a geração de ofensas e insultos que, no futuro, dificultariam uma aliança autêntica. Mais do que uma trégua, esse pacto assegura que as críticas permaneçam voltadas ao adversário comum, evitando que o eleitor se sinta confuso pela troca de ataques dentro do seu próprio espectro ideológico.

Diante do cenário de duas candidaturas de oposição ao presidente Lula, a estratégia mais eficaz seria a adoção desse modelo inspirado na experiência chilena em primeiro turno. O objetivo central é pavimentar o caminho para o segundo turno, garantindo que o candidato remanescente herde a totalidade do capital político e a confiança dos eleitores do outro candidato.

A terceira e última reflexão que gostaria de trazer aos amigos leitores é um dado extremamente relevante que circula no meio jornalístico: a informação de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão, no momento, decepcionados com o governo Lula. O movimento parece ser de autoproteção: os magistrados buscam se afastar de qualquer responsabilidade direta pelos rumos da gestão federal para preservar a imagem da Corte.

Essa percepção de distanciamento ganha força quando observamos que diversos dos escândalos divulgados estão sob o exame do STF, do Congresso Nacional e do ministro André Mendonça. A pressão se intensifica com a atuação da CPMI do INSS e as movimentações em torno do Banco Master. Não sou jornalista, mas a leitura que faço "nas entrelinhas" das colunas e painéis políticos é a de que o presidente Lula tenta se eximir de responsabilidades para não contaminar sua candidatura à reeleição.

Entretanto, há aqui uma contradição que não podemos ignorar. Em 2022, muitos analistas apontaram que o STF e o TSE garantiram o pleito que permitiu a eleição de Lula, inclusive restringindo a atuação de emissoras e veículos alinhados ao então presidente Bolsonaro — como a Gazeta do Povo, Brasil Paralelo, Rádio Jovem Pan e outros canais — que publicavam matérias críticas, baseadas em fatos, mas que foram proibidas de circular.

Naquela época, houve uma blindagem institucional; agora, nota-se uma tentativa de desvincular o Supremo de qualquer ligação com o Executivo.

Enfim, são três pontos a serem refletidos pelos protagonistas que formatarão o futuro das Instituições e do país.

Enfim, são três pontos a serem refletidos pelos protagonistas que formatarão o futuro das Instituições e do país. É imperativo que se compreenda a gravidade desse cenário, pois o equilíbrio entre os Poderes e a transparência das ações governamentais constituem os pilares de sustentação do Estado de Direito, sem os quais qualquer projeto de nação se torna frágil diante das crises."

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).