A hipertensão arterial, condição crônica que afeta cerca de 30% da população adulta no Brasil, sendo mais frequente em mulheres do que em homens, representa um dos maiores desafios para a saúde pública. Representa a primeira causa prevenível de morte cardiovascular e entre as mulheres é responsável por 1 em cada 3 óbitos anualmente.
Conhecida como uma "assassina silenciosa", a
hipertensão evolui sem sintomas aparentes na maioria dos casos, mas suas
consequências são devastadoras, incluindo o aumento do risco de infarto,
Acidente Vascular Cerebral (AVC) e doença renal com necessidade de diálise.
Para um grupo de pacientes cuja pressão não é controlada
mesmo com o uso de múltiplos medicamentos, a chamada hipertensão resistente, a
denervação renal surge como uma alternativa terapêutica inovadora e minimamente
invasiva.
“A hipertensão arterial é perigosa não por causar dor
imediata, mas porque geralmente age lentamente, podendo passar despercebida e
levar a eventos graves e até fatais”, explica o Dr. Rodolfo Staico,
cardiologista intervencionista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, com
ampla experiência no procedimento de Denervação Renal.
Sintomas, diagnóstico e os limites do tratamento convencional
Na maioria dos casos, os sintomas só aparecem quando a
pressão atinge níveis muito elevados, manifestando-se como dor de cabeça,
fadiga, tontura ou visão embaçada. O tratamento tradicional combina mudanças no
estilo de vida, como dieta balanceada e atividade física, com o uso de
medicament
Entretanto, parte dos pacientes não responde adequadamente a
essa abordagem. Para esse grupo, em que os hábitos de vida saudáveis e o uso de
múltiplas medicações não é suficiente para controlar os níveis de pressão
arterial, condição conhecida como hipertensão resistente, a denervação renal
representa uma alternativa terapêutica complementar ao tratamento tradicional.
“A hipertensão resistente é uma condição na qual a pressão
continua elevada mesmo com o uso de pelo menos três medicamentos em doses
adequadas. Nesses casos, é fundamental investigar a adesão ao tratamento, a
adoção aos hábitos de vida saudáveis e as possíveis causas secundárias”,
detalha o Dr. Staico.
Denervação renal: uma nova fronteira no tratamento
Para pacientes com hipertensão resistente, a denervação
renal se apresenta como uma solução. O procedimento é minimamente invasivo e
atua sobre os nervos simpáticos localizados ao redor das artérias renais, que
desempenham um papel central na elevação anormal da pressão arterial nestes
pacientes.
“A técnica é semelhante a um cateterismo. Através de uma
punção, um cateter dedicado é introduzido pela virilha e guiado até as artérias
renais, onde é aplicada energia por radiofrequência que interrompe a
hiperatividade dos nervos simpáticos. O efeito não é imediato, mas progressivo
e sustentado, com uma melhora significativa na pressão entre um e seis meses
após o procedimento”, afirma o Dr. Rodolfo Staico. A terapia deve ser indicada
em casos selecionados e avaliados apropriadamente pelo médico.
Instituto Dante Pazzanese como Centro de Referência
No Brasil, o acesso à denervação renal ainda é restrito a
poucos centros. O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, se
destaca como uma das principais referências na área, com equipes
multidisciplinares e a infraestrutura necessária para realizar o procedimento
com segurança.
“O Dante Pazzanese possui expertise para uma avaliação
criteriosa e um protocolo que determina a indicação apropriada do procedimento.
A denervação renal, quando aplicada em casos bem selecionados e executada com
técnica adequada, traz benefícios incontestáveis”, finaliza o Dr. Staico. A
consolidação dessa terapia no país representa um passo fundamental para
oferecer uma nova esperança a pacientes que convivem com hipertensão arterial
não controlada oferecendo melhor qualidade de vida e reduzindo o risco de
sofrer eventos cardiovasculares e renais graves.

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