domingo, 26 de abril de 2026

Universidade Veiga de Almeida promove ação de coleta de preventivo em Cabo Frio


O curso de Enfermagem da Universidade Veiga de Almeida (UVA) realiza nesta terça-feira, dia 28 de abril, no campus Cabo Frio, uma ação voltada à saúde da mulher, com a oferta de coleta de exame preventivo (Papanicolau) para a comunidade.

O exame é fundamental para a detecção precoce de alterações no colo do útero, incluindo lesões que podem evoluir para o câncer do colo do útero, além de identificar infecções.

O atendimento será realizado das 8h às 17h, no consultório da instituição, em ambiente climatizado e seguindo todos os princípios éticos, mediante agendamento prévio. A iniciativa é conduzida por docentes do curso, com o apoio dos estudantes de Enfermagem, e inclui também a consulta de enfermagem ginecológica.

“Cuidar da saúde da mulher é também garantir informação, acolhimento e acesso. Essa ação permite que as pacientes realizem o exame com orientação adequada e acompanhamento, desde a coleta até a devolutiva dos resultados”, ressalta Priscila Pradonoff, coordenadora de Enfermagem da UVA em Cabo Frio.

O exame terá custo de R$ 20, valor destinado à análise realizada por laboratório externo parceiro, um preço até 80% mais acessível em comparação com outros serviços similares.

Após a coleta, as amostras são encaminhadas para análise, e os resultados são enviados por e-mail. A devolutiva é feita por meio de teleconsulta, quando a equipe entra em contato com as pacientes para orientar sobre os resultados e eventuais encaminhamentos.

A ação faz parte de um mutirão realizado periodicamente pela UVA, com o objetivo de ampliar o acesso à prevenção e ao cuidado com a saúde feminina.

Serviço – Coleta solidária de preventivo

Quando: 28/04

Horário: 8h às 17h

Local: campus Cabo Frio da UVA

Endereço: Estrada Perynas, s/nº - Cabo Frio

Agendamento: (22) 97404-6605 / (21) 97547-1012


Baltimore Ravens é o adversário do Dallas Cowboys no NFL Rio Game 2026


Durante o segundo dia do NFL Draft, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, a National Football League anunciou o Baltimore Ravens como adversário do Dallas Cowboys no NFL Rio Game 2026. A partida acontecerá no dia 27 de setembro, um domingo, no icônico estádio do Maracanã, a partir das 17h25 (horário de Brasília).

Os fãs podem se cadastrar para receber novidades sobre o jogo por meio do site nfl.com/Rio. Informações gerais sobre venda de ingressos serão anunciadas em breve.

“Estamos honrados em ser a escolha para estar no primeiro jogo da NFL no Rio de Janeiro”, disse o proprietário do Baltimore Ravens, Steve Bisciotti. “A expansão internacional do nosso esporte tem sido notável. A América do Sul abriga alguns dos torcedores mais apaixonados do mundo, incluindo nossa torcida no Brasil. Estamos ansiosos para jogar no histórico Maracanã contra o Dallas Cowboys, enquanto nossa liga continua a se conectar com fãs de todo o mundo”, complementou.

“Estamos emocionados e honrados em fazer parte do primeiro jogo da NFL no Rio. Jogar no lendário estádio, diante de uma torcida tão apaixonada e crescente, em um palco global, será muito especial para nosso time, para toda organização dos Cowboys e para os milhões de torcedores ao redor do mundo”, celebrou o proprietário, presidente e general manager do Dallas Cowboys, Jerry Jones.

“Com as duas equipes da partida definidas, a expectativa continua a crescer para este jogo histórico. Estamos ansiosos para receber os Ravens e os Cowboys no Rio de Janeiro, e para que eles vivenciem a incrível paixão dos nossos torcedores”, explicou o general manager da NFL no Brasil, Luis Martinez.

O Brasil abriga mais de 36 milhões de fãs da NFL, e é um dos mercados internacionais mais importantes para a liga. A liga firmou compromisso plurianual de três jogos da temporada regular, pelo menos, no Rio de Janeiro nos próximos cinco anos, reforçando o investimento de longo prazo no país.

Além dos jogos da temporada regular, a NFL está comprometida em expandir o esporte em todos os níveis no Brasil, interagindo com os fãs ao longo do ano por meio de parcerias, programas e iniciativas, incluindo o NFL Flag e eventos comunitários O NFL Flag agora envolve milhares de jovens jogadores em todo o Brasil, refletindo os esforços para aumentar a participação e inspirar futuros atletas, já que o flag football fará sua estreia no programa olímpico nos Jogos Olímpicos de Verão Los Angeles 2028.

A NFL já realizou dois jogos no Brasil, em 2024 e 2025, ambos em São Paulo, na Arena Corinthians, onde jogaram Philadelphia Eagles vs Green Bay Packers e Los Angeles Chargers vs Kansas City Chiefs. A partida de 2026, no Rio de Janeiro, faz parte de um recorde de nove jogos internacionais na próxima temporada, visitando quatro continentes, sete países e oito estádios. São eles (* indica novo mercado ou cidade para 2026):

Londres, Reino Unido: Tottenham Hotspur Stadium e Estádio de Wembley

Madri, Espanha: Estádio Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid

Melbourne, Austrália*: Melbourne Cricket Ground

Cidade do México, México: Estádio Banorte

Munique, Alemanha: Estádio do FC Bayern de Munique

Paris, França*: Stade de France

Rio de Janeiro, Brasil*: Estádio do Maracanã

Os torcedores interessados em pacotes de viagens para o Rio de Janeiro, podem ter mais informações com a On Location.

Falta de continuidade em políticas para idosos acende alerta na Região dos Lagos


Marco Figueiredo e Cristiane Fernandes defendem fortalecimento da pauta do idoso como política permanente de Estado

A descontinuidade de políticas públicas voltadas à população idosa voltou ao centro do debate na Região dos Lagos. O tema ganhou destaque após visita de Marco Figueiredo e Cristiane Fernandes a um prédio público, atualmente sem utilização, localizado em Arraial do Cabo, que anteriormente abrigava serviços de assistência social.

Durante a agenda, ambos destacaram a importância da continuidade de projetos estruturantes voltados à terceira idade e alertaram para os impactos da interrupção dessas iniciativas na vida da população.

Cristiane Fernandes teve atuação direta na consolidação de políticas públicas para idosos em Cabo Frio. A criação da primeira Secretaria Municipal da Melhor Idade da região ocorreu por meio de lei de autoria de Emanoel Fernandes, vereador por dois mandatos no município, iniciativa considerada um marco na estruturação da política pública voltada ao segmento.

À frente da pasta, Cristiane coordenou ações voltadas à promoção da qualidade de vida da pessoa idosa, incluindo a implementação de iniciativas pioneiras na Região dos Lagos, como o curso de formação de cuidadores de idosos, contribuindo para a qualificação profissional e atendimento de uma demanda crescente. Também atuou em Arraial do Cabo, desenvolvendo políticas públicas para a garantia de direitos da pessoa idosa.

Sua atuação também se estendeu ao âmbito estadual, assessorando Marco Figueiredo nos trabalhos da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, criada por ele para ampliar o debate e a formulação de políticas públicas específicas para o segmento.

Segundo Marco Figueiredo, a interrupção de políticas públicas compromete não apenas o atendimento imediato, mas também o planejamento de longo prazo necessário diante do envelhecimento da população.

“O cuidado com a pessoa idosa precisa ser tratado como prioridade permanente, com continuidade, planejamento e fiscalização”, afirmou.

O episódio reforça a necessidade de ampliar o debate em nível estadual, com integração entre municípios, investimentos contínuos e políticas estruturadas que garantam dignidade, respeito e qualidade de vida à população idosa.

A visita ao espaço em Arraial do Cabo evidencia um desafio recorrente na gestão pública: garantir a continuidade de projetos ao longo do tempo. Para as duas lideranças que atuam na área, mais do que criar novas iniciativas, é fundamental assegurar que políticas já implementadas sejam mantidas, ampliadas e fortalecidas.



sexta-feira, 24 de abril de 2026

A “folha secreta” do Ceperj e o maior escândalo recente de uso eleitoral da máquina pública no Rio


O escândalo envolvendo contratações vinculadas à Fundação Ceperj e à Uerj revelou um dos episódios mais graves de utilização da estrutura administrativa do Estado para fins político-eleitorais no Estado do Rio de Janeiro nas últimas décadas.

Mais do que irregularidades administrativas isoladas, as investigações conduzidas pelo Ministério Público Eleitoral apontaram para um modelo operacional estruturado de movimentação de recursos públicos que teria funcionado como base de sustentação eleitoral às vésperas do pleito de 2022.


A engrenagem da “folha secreta”

O ponto central do caso não foi apenas o volume de contratações temporárias realizadas fora dos padrões tradicionais de transparência administrativa, mas principalmente a forma como os pagamentos foram operacionalizados.

Foram identificadas 27.665 contratações temporárias vinculadas a projetos executados por meio da Ceperj e da Uerj, muitas delas sem publicação no Diário Oficial.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, mais de R$ 220 milhões foram sacados em dinheiro vivo diretamente em agências bancárias, por meio de ordens bancárias individuais destinadas aos chamados beneficiários dos projetos.

A Justiça classificou esse modelo como uma “folha de pagamento secreta”, estruturada de forma a dificultar a rastreabilidade financeira e reduzir a capacidade de monitoramento por órgãos de controle como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras.


Programas públicos usados como fachada

Outro elemento central revelado pelas investigações foi o uso de programas institucionais classificados como “Projetos Especiais” para operacionalizar a distribuição de recursos.

Entre as iniciativas mencionadas nos processos aparecem:

  • Esporte Presente
  • Casa do Consumidor

No papel, esses programas tinham objetivos sociais legítimos. Na prática, segundo o entendimento da Justiça Eleitoral, teriam sido utilizados para descentralizar recursos públicos em bases eleitorais estratégicas às vésperas da eleição.

Esse mecanismo permitiu a criação de uma rede de pagamentos pulverizados, sem vínculo funcional clássico com a administração pública.


O papel da estrutura política do governo

As decisões judiciais relacionadas ao caso reforçam que o modelo não operava de forma isolada dentro da administração, mas estava inserido no núcleo decisório da gestão estadual da época.

A cassação da chapa governamental por abuso de poder político e econômico indicou que a utilização massiva dessas contratações teve impacto direto no equilíbrio do processo eleitoral.

Investigadores passaram a classificar o mecanismo como uma espécie de “rachadinha institucionalizada em escala ampliada”, pela utilização da estrutura estatal para sustentação indireta de projetos eleitorais.


O desfecho no Tribunal Superior Eleitoral

Em março de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral manteve a condenação relacionada ao caso, reconhecendo a ocorrência de abuso de poder político e econômico associado à descentralização de recursos públicos durante o período pré-eleitoral.

A decisão consolidou o entendimento de que houve utilização indevida da máquina administrativa com finalidade eleitoral, reforçando a gravidade institucional do episódio.


Um marco na história recente da política fluminense

Pelo volume de recursos envolvidos, pela quantidade de contratações identificadas e pela sofisticação do modelo operacional utilizado, o caso da chamada “folha secreta” do Ceperj tornou-se um dos episódios mais emblemáticos da história recente da política do Estado do Rio de Janeiro.

Mais do que um escândalo administrativo, trata-se de um alerta institucional sobre os riscos da utilização da estrutura pública fora dos limites da legalidade e da transparência — e sobre a importância do fortalecimento dos mecanismos de controle no processo democrático.

Muro de 14 metros em Minas Gerais viraliza e expõe limites do direito de construir no Brasil

Um muro com quase 14 metros de altura, construído em Passos (MG) para bloquear a visão de um prédio vizinho, viralizou nas redes sociais e levantou uma discussão que vai além da curiosidade: até onde vai o direito de construir dentro do próprio terreno?

A obra, segundo informações divulgadas pela imprensa, teria sido erguida com o objetivo de preservar a privacidade de uma residência que passou a ficar exposta após a construção de um edifício ao lado. O episódio dividiu opiniões entre quem defende o direito à intimidade e quem questiona os impactos causados ao imóvel vizinho.

Para a advogada Helen Salomão, especialista em Direito Notarial, Imobiliário e Registral do RAASA Advogados, o caso ilustra uma dúvida comum, mas com resposta clara na legislação: o direito de propriedade não é absoluto.

“O proprietário tem, sim, o direito de construir e usar seu imóvel, como prevê o Código Civil. Mas, esse direito encontra limites no chamado direito de vizinhança. Ou seja, ele não pode exercer esse direito de forma a prejudicar o outro”, explica.

Segundo a especialista, o artigo 1.277 do Código Civil estabelece que o proprietário pode exigir a cessação de interferências que afetem segurança, sossego e saúde, o que, na prática, inclui situações que impactam diretamente a qualidade de vida.

Outro ponto que costuma gerar confusão é o chamado “direito à vista”. Apesar de amplamente discutido em casos como esse, ele não existe de forma expressa na legislação brasileira.

“A lei não protege a vista em si, mas protege os efeitos que uma construção pode causar. Iluminação, ventilação, privacidade e até a sensação de confinamento são fatores que podem ser analisados juridicamente”, afirma Helen.

É nesse contexto que entra o conceito de abuso de direito. Previsto no artigo 187 do Código Civil, ele caracteriza como ilícita a conduta de quem ultrapassa os limites da boa-fé, dos bons costumes ou da função social da propriedade.

“Não basta estar dentro do seu terreno ou cumprir regras urbanísticas. Se a obra gera um impacto desproporcional ao vizinho, ela pode ser questionada na esfera civil. Cada caso precisa ser analisado individualmente”, destaca.

Mesmo quando uma construção é considerada regular do ponto de vista municipal, isso não impede a discussão judicial sobre seus efeitos na vizinhança.

Para a especialista, o caso que ganhou repercussão nas redes sociais serve como alerta para proprietários e construtores. “O direito de propriedade não é uma autorização irrestrita. Existe um equilíbrio necessário entre proteger a própria privacidade e respeitar a convivência com o outro. Essa linha é definida pela razoabilidade e pela boa-fé”, conclui.

Segurança digital entra em uma nova fase sem senhas


Durante décadas, as senhas foram o principal mecanismo de proteção no ambiente digital. Elas estiveram presentes em praticamente todas as etapas da nossa vida on-line, seja no acesso ao e-mail às compras, dos aplicativos bancários às plataformas de serviços. No entanto, o avanço das fraudes, dos vazamentos de dados e das técnicas de engenharia social colocou em xeque a real proteção que esse modelo oferece.

Em 2025, pesquisadores do site de cibersegurança Cybernews identificaram mais de 19 bilhões de combinações de logins e senhas expostas em cerca de 30 grandes bases de dados acessíveis na internet, reunindo informações vazadas ao longo de diferentes incidentes ao redor do mundo. A análise do portal indica, ainda, que aproximadamente 94% dessas senhas eram reutilizadas ou duplicadas em múltiplos serviços, enquanto apenas 6% eram combinações únicas, um cenário que amplia de forma significativa o impacto de cada vazamento.Esses números evidenciam como o 

modelo tradicional baseado em senhas se tornou um dos principais vetores de risco no ambiente digital. Mesmo com investimentos em mecanismos de defesa, as credenciais continuam sendo o alvo preferencial em ataques de phishing e engenharia social. E, no setor de pagamentos, essa fragilidade ganha uma dimensão ainda maior.

No sistema financeiro, a vulnerabilidade das senhas soma o problema tecnológico ao risco que afeta diretamente a segurança patrimonial e a confiança dos usuários.

O Brasil registrou 10,8 milhões de tentativas de fraudes até setembro de 2025, segundo o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, com projeção de mais de 14 milhões de ocorrências até o fim de 2025. Bancos e instituições financeiras são alvo de 6 a cada 10 tentativas de golpes cartões. Trata-se de uma ocorrência a cada 2,2 segundos, dados que revelam escala e sofisticação crescente das ações criminosas.

Diante desse cenário, o setor buscou mitigar riscos com múltiplas camadas de proteção, como autenticação multifator, biometria e monitoramento comportamental. A tokenização, por exemplo, representou um importante avanço ao substituir informações sensíveis, como o BIN do cartão, por códigos temporários sem valor fora daquele contexto, reduzindo o impacto de vazamentos em transações.

No entanto, embora essas soluções fortaleçam a proteção de dados e pagamentos, muitas ainda dependem da senha como ponto inicial de autenticação. E é justamente nessa etapa que reside a fragilidade estrutural. A crescente complexidade das credenciais, com exigência de combinações longas, caracteres especiais e trocas frequentes, aumentou a fricção para o usuário, mas não eliminou o risco.

À medida que os pagamentos se tornam mais integrados, instantâneos e invisíveis na jornada do consumidor, impulsionados por Open Finance, carteiras digitais e embedded finance, a dependência de senhas passa a ser um entrave tanto para a segurança quanto para a experiência. É nesse contexto que surgem as passkeys.

Como funcionam as passkeys

As passkeys - ou chaves de acesso - se baseiam em um modelo criptográfico que substitui o uso de senhas por um sistema de chaves digitais. Quando um usuário se cadastra em um serviço, são geradas duas chaves: uma pública, armazenada nos servidores da empresa, e uma privada, protegida no próprio dispositivo do usuário.

Essa chave privada nunca é compartilhada. Ela só pode ser utilizada após uma autenticação local, como reconhecimento facial, impressão digital ou outro mecanismo de segurança do aparelho. Isso significa que, mesmo em caso de invasão de sistemas, não há senhas para serem roubadas. Sem acesso ao dispositivo, o criminoso não consegue se passar pelo usuário.

O consumidor precisa apenas confirmar sua identidade no próprio celular ou computador para acessar serviços ou autorizar pagamentos, de forma rápida e segura. Para o setor de pagamentos, a adoção de passkeys representa a uma redefinição do modelo de confiança.

Com autenticação mais robusta, reduzem-se significativamente os riscos de sequestro de contas, transações não autorizadas e golpes baseados em engenharia social. Ao mesmo tempo, a eliminação da senha reduz barreiras, aperfeiçoa a experiência e contribui para melhores taxas de conversão.

Além disso, modelos de autenticação mais potentes reforçam estratégias de prevenção à fraude e ajudam as instituições a atenderem exigências regulatórias cada vez mais rigorosas. Em um ambiente de pagamentos instantâneos, Open Finance e serviços financeiros embarcados, a identidade digital se torna um dos principais ativos do sistema. E não é possível construir a próxima geração do setor sobre um modelo de autenticação concebido décadas atrás.

 Por Fabio Noronha, Diretor de Segurança da Informação da Evertec Brasil

Soluções à base de algas marinhas contribuem para o aumento da produtividade agrícola


A busca contínua pelo aumento de produtividade na agricultura, sem abrir mão do cuidado com o meio ambiente, leva muitos produtores a olhar com mais atenção para soluções naturais. Nesse contexto, os bioestimulantes à base da alga marinha Ascophyllum nodosum vêm ganhando destaque, principalmente pelos resultados consistentes que apresentam no campo.

Reconhecida por sua alta concentração de compostos bioativos, Ascophyllum nodosum se diferencia entre as matérias-primas utilizadas em outros bioestimulantes. “Se compararmos os bioestimulantes disponíveis no mercado, como aminoácidos e extratos vegetais, os extratos dessa alga oferecem respostas positivas consistentes, sendo muitas vezes mais eficazes”, explica o biólogo marinho Raul Ugarte, diretor de Pesquisa Científica da Acadian Sea Beyond.

Esses efeitos se manifestam de diferentes formas no desenvolvimento das plantas: favorecem o equilíbrio fisiológico, estimulam o crescimento radicular, o que resulta em maior absorção de nutrientes do solo, e aumentam a tolerância a períodos de seca, altas temperaturas e outras adversidades ao longo do ciclo.

Grande parte desse potencial está ligada ao ambiente extremo onde Ascophyllum nodosum se desenvolve naturalmente. Em regiões costeiras, essa alga é submetida a condições severas, com variações intensas de temperatura e exposição. “No Canadá, ela pode enfrentar temperaturas de até 40°C no verão e congelamento no inverno, com variações de até 60°C ao longo do ano”, afirma Ugarte. Essa adaptação contribui para a formação de compostos altamente bioativos, que podem ser aproveitados na agricultura.

Para que esses benefícios sejam plenamente transferidos ao campo, o processo de extração é determinante. No caso da Acadian Sea Beyond, Ascophyllum nodosum passa por uma tecnologia exclusiva que preserva a integridade desses compostos, potencializando sua atuação no metabolismo vegetal. Essa tecnologia permite entregar ao produtor um bioestimulante mais consistente, com respostas previsíveis, promovendo desenvolvimento radicular, maior eficiência no uso de nutrientes e melhor tolerância a estresses.

“Esse cuidado assegura não apenas a qualidade do produto, mas também a disponibilidade a longo prazo, que é importante para o mercado de bioestimulantes”, finaliza Raul Ugarte.