sábado, 18 de abril de 2026

BBB 2026: 16 franquias para abrir com prêmio de R$ 5,4 milhões


A grande final do Big Brother Brasil 26 já tem data marcada: será no dia 21 de abril. Após 100 dias de confinamento, o participante vencedor levará para casa o maior prêmio já oferecido na história do reality, de R$ 5,4 milhões. Com esse valor em mãos, o campeão terá diversas possibilidades para aplicar o dinheiro de forma estratégica. Entre as opções de investimento, o setor de franquias se destaca como uma alternativa promissora para quem deseja empreender com segurança e apoio de marcas consolidadas. Abaixo, descubra algumas sugestões de negócios nos quais o futuro milionário do BBB 26 poderá investir.

5àsec 

Especialista no tratamento de roupas do dia a dia, peças exclusivas, tênis, cortinas, tapetes, estofados, pelúcias e travesseiros por meio de um sistema de limpeza de qualidade, que utiliza equipamentos e produtos de alta tecnologia e exclusivos em seus serviços, a 5àsec é reconhecida no mercado como uma lavanderia inteligente. Seus diferenciais estão centrados no atendimento ao cliente e nos serviços especializados, como: a revitalização das cores das roupas; o processo de engomar, que conserva o efeito da passadoria por mais tempo; a impermeabilização, que evita a fixação de manchas, e o tratamento especial em couro, que o hidrata e rejuvenesce. A 5àsec é a maior rede de lavanderias do Brasil, com mais de 600 pontos de venda em todo o território brasileiro. Para fazer parte da rede, o investimento parte de R$ 185 mil.

 

Água Doce Sabores do Brasil  

Os restaurantes da Água Doce são destino para famílias e grupos de amigos que buscam fazer de almoços, jantares, happy hours e confraternizações variadas um momento especial de entretenimento. O cardápio é extenso, repleto de delícias da culinária brasileira servidas em fartas porções e pratos. Além do extenso menu de cachaças e drinques, a casa é reconhecida pelo melhor Escondidinho do País, presente nas versões tradicional (carne de sol), camarão, frango e bacalhau, além das versões vegetarianas de palmito e brócolis. Atualmente, são 80 unidades em seis estados. Além do conceito de restaurante completo, a rede conta dois modelos com investimentos menores: a Água Doce Express, que conta com um cardápio mais enxuto e foco em almoço e happy hour, além do tradicional jantar; e a Água Doce Delivery, focado nas entregas em domicílio e take away. Para abrir uma franquia da rede, é necessário investir a partir de R$ 594 mil, dependendo do formato de negócio.

 

Café Cultura 

O Café Cultura é uma franquia de cafeterias focada em cafés especiais e boa gastronomia, que comercializa mais de 7 milhões de xícaras ao ano. Com 20 anos de mercado e atuando no franchising desde 2014, a rede conta com cerca de 50 operações localizadas nos estados do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Além da arquitetura, pensada para oferecer um ambiente acolhedor, outro diferencial da marca é o cardápio que contempla mais de 18 opções de cafés quentes e frios, além de uma linha de bebidas, como a marca própria de café gelado ready to drink, o Cold Brew; matcha, frappés, chás e sucos. Para acompanhar, há uma grande variedade de pães, pratos rápidos, como saladas e sanduíches, além de drinks e sobremesas. As unidades também contam com coffee shops, onde é possível adquirir cafés de marca própria moídos ou em grãos, além de acessórios para que o cliente possa preparar a bebida em casa. O investimento inicial é R$ 450 mil.

 

Calçados Bibi 

Fundada em 1949, a Bibi é referência no mercado de calçados infantis, sendo a maior rede da América Latina. Com fábricas em Parobé (RS) e em Cruz das Almas (BA), produz mais de 2,6 milhões de pares ao ano. Presente em mais de 60 países nos cinco continentes, está em mais de 5 mil pontos de venda multimarcas, entre Brasil e outros países, além do e-commerce e de uma rede de franquias com mais de mais de 150 lojas. A empresa é a primeira calçadista certificada pelo Selo Diamante de Sustentabilidade, que atesta o compromisso com as iniciativas nos processos industriais, bem como o desenvolvimento de ações em sintonia com os pilares estabelecidos pelo programa de Origem Sustentável: Ambiental, Econômico e Social. O investimento para fazer parte da rede de franquias parte de R$ 400 mil.

 

Carflix  

Já pensou em transformar a paixão por carros em um negócio próprio? A Carflix oferece um modelo digital e prático para quem quer investir no mercado automotivo com retorno rápido. A rede facilita a compra e venda de veículos seminovos por meio de unidades franqueadas que realizam inspeção, intermediação completa, oferta digital e atendimento especializado, sempre priorizando segurança, transparência e conveniência para o cliente. Fundada em 2016, a empresa está em expansão e projeta alcançar 300 unidades nos próximos anos. O investimento inicial é de R$ 250 mil, com retorno estimado em 12 meses.

 

Casa do Celular 

Trazendo o sonho de seu fundador Darlan Almeida, a Casa do Celular é uma grande marca com 20 anos no mercado e mais de 300 lojas espalhadas por 24 estados brasileiros. Incluída num dos setores que mais crescem no país, o de Comunicação, Informática e Eletrônicos, a Casa do Celular possui três oportunidades de negócios: lojas de rua, shoppings e quiosques, com investimentos a partir de R$150 mil. Atualmente, a Casa do Celular é referência de mercado na comercialização de celulares, smartphones e tablets para as classes C e D devido a sua política de atendimento premium.

 

Divino Fogão  

Desde 1984, o Divino Fogão lançou-se no mercado com uma estratégia inovadora, servindo o que há de mais saboroso e variado da comida típica da fazenda. Hoje, o Divino Fogão é nacionalmente reconhecido por seus produtos de excelente qualidade e com sabor genuinamente brasileiro. Receitas próprias e exclusivas foram desenvolvidas ao longo dos anos, procurando atender o gosto e o paladar brasileiro. A rede conta hoje com 246 pontos de vendas. O investimento para fazer parte da marca é a partir de R$ 1 milhão.

 

Ensina Mais Turma da Mônica 

A Ensina Mais licenciada Turma da Mônica e faz parte do Grupo MoveEdu. A rede oferece programas educacionais e surgiu da necessidade de melhoria na educação de base das crianças e jovens no Brasil. A missão da Ensina Mais Turma da Mônica é fortalecer a construção da base educacional dos alunos de forma lúdica e inovadora, contribuindo para sua formação. Dessa forma, a marca adota uma metodologia exclusiva, utiliza recursos tecnológicos, promove aulas totalmente interativas, dinâmicas e altamente qualificadas, buscando o desenvolvimento das crianças em todos os aspectos. O foco é no desenvolvimento intelectual dos alunos, contribuindo na formação cultural e complementar. Hoje, a marca conta com mais de 100 escolas em operação. O investimento inicial para se tornar um franqueado é a partir de R$ 100 mil, com prazo de retorno a partir de 12 meses.

 

iGUi 

A iGUi é a maior produtora de piscinas pré-fabricadas do mundo e está presente com indústrias (máster franquias) e lojas (franquias) em mais de 54 países, sendo uma das marcas mais internacionalizadas do Brasil. Criada em Gravataí, região metropolitana da capital gaúcha Porto Alegre (RS), em junho de 1995, em 2008 a marca foi franqueada e sua sede transferida para Cedral, região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Sinônimo de piscina e tendo a inovação em seu DNA, a iGUi revolucionou o mercado com seu novo modelo de piscina, personalizada, conectada, revestida com a exclusiva Cerâmica Atlas, que atende as necessidades de arquitetos, engenheiros, designers de interiores e outros profissionais da área de construção civil. Esse novo modelo de piscina trouxe uma loja com outro conceito. Com a nova Loja iGUi lançada em 2022, a marca passou a realizar parcerias com construtoras, ingressando em condomínios verticais. Atualmente, com 29 anos de mercado, a Rede conta com mais de 1.200 unidades, em todo o mundo, entre fábricas, lojas iGUi e UNLIMITED, além de franquias e lojas SPLASH e TRATABEM no País. São 40 fábricas estrategicamente instaladas no Brasil, Argentina, Paraguai, México, Portugal e Estados Unidos que atendem as Américas, Europa, África, Oriente Médio, Ásia e Oceania. Para ser um franqueado da rede o investimento é a partir de R$ 1 milhão e o retorno do investimento é previsto entre 36 e 60 meses.

 

LavPop 

A LavPop by 5àsec, lançada em 2022, é a marca de lavanderia autosserviço do Grupo FRoth, líder no setor de lavanderias. Desde sua criação, a LavPop tem expandido rapidamente a presença da rede no mercado brasileiro, oferecendo uma alternativa democrática e acessível para o cuidado com as roupas. A marca utiliza o know-how da 5àsec, adaptado ao setor de autosserviço, que vem ganhando destaque no Brasil. Assim, a franquia possui um sistema exclusivo com tecnologia própria que aumenta a eficiência na limpeza e conservação das roupas processadas. Utilizando produtos exclusivos produzidos com a mais alta tecnologia do setor, os serviços oferecem eficácia e eficiência superiores, diferenciando-se no mercado mundial. Atualmente, são mais de 110 lojas em todo o Brasil. Para quem deseja implantar uma lavanderia de autosserviço, o investimento parte de R$ 210 mil.

 

Microlins  

Uma das mais tradicionais e reconhecidas marcas do segmento de educação, a Microlins é líder em cursos de capacitação profissional no Brasil. Sua rede dispõe de mais de 400 escolas em todo o País. São oferecidos cursos de Tecnologia, Gestão, Saúde e Inglês, nas modalidades presenciais, EAD ou semipresencial. Em 2022, a Microlins recebeu do MEC a autorização para atuar também como faculdade, oferecendo cursos de Graduação (Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciências Contábeis, Marketing, Gestão de Recursos Humanos, Sistemas de Informação e Pedagogia), nas modalidades EAD e semipresencial, e Pós-graduação EAD nas áreas: Tecnologia, Gestão e Negócios e Educação. O investimento inicial para se tornar um franqueado é a partir de R$ 150 mil, com prazo de retorno a partir de 12 meses.

 

Milon 

No mercado desde 2006, a marca é conhecida pela inspiração europeia e estilo clássico, e veste desde bebês até o tamanho 14. Fabricados com tecidos e detalhes exclusivos, os produtos Milon possuem alto valor agregado e excelente custo-benefício. Atualmente, são 133 lojas físicas em operação. O investimento inicial para se tornar um franqueado é de R$ 350 mil, com prazo de retorno a partir de 24 meses.

 

Oral Sin  

Para quem prefere apostar em um segmento essencial e altamente procurado, a Oral Sin oferece um modelo sólido e reconhecido na área da saúde bucal. A rede atua com um portfólio completo de serviços odontológicos, de implantes a estética dental, próteses, ortodontia, toxina botulínica e enxertos ósseos, sempre com foco em atendimento humanizado e no uso de tecnologias digitais nos tratamentos. Fundada em 2004, em Arapongas (PR), e presente no franchising desde 2009, a marca requer investimento a partir de R$ 600 mil, com faturamento médio mensal de R$ 335 mil.

 

Peça Rara Brechó 

Uma das principais marcas do segmento de moda circular do país, com 19 de atividade, dá vida nova e ressignifica itens de segunda mão. Peça Rara Brechó oferece, além de moda feminina, masculina e infantil, itens de decoração e móveis, e tem como propósito, um novo estilo de vida, por meio de uma sociedade comprometida com a sustentabilidade e o consumo consciente, por meio do conceito second hand (uso de segunda mão).  A rede comercializou mais de 4 milhões de itens em 2025 e teve um faturamento acima de R$ 250 milhões. O plano de expansão é alcançar 300 unidades até 2030. O investimento inicial para se tornar um franqueado já com taxa de franquia, capital de giro e estoque inicial é a partir de R$ 320 mil para a Loja Pocket, com até 100 m², R$ 530 mil para Loja Midi, de 200m² a 250m² e de R$ 630 mil para a Loja Clássica, a partir de 300m². O prazo de retorno varia de 24 a 30 meses, conforme o formato da unidade.

 

Prepara IA 

Com mais de 20 anos de história no mercado de educação, a Prepara se consolidou como referência em cursos profissionalizantes no Brasil. Em 2025, a marca passou por um reposicionamento estratégico e tornou-se Prepara IA, a única escola do país que prepara jovens e adultos para o mercado de trabalho com metodologia 100% focada em Inteligência Artificial. Hoje, a rede oferece mais de 150 cursos profissionalizantes nas áreas de Informática, Linguagem, Tecnologia, Marketing, Design, entre outros, disponíveis nas modalidades presencial e EAD. Além disso, também disponibiliza graduação e pós-graduação à distância e semipresencial em Tecnologia, Negócios, Educação, Direitos e Humanidades. Pertencente ao Grupo MoveEdu, a Prepara IA conta com mais de 300 escolas em diversas regiões do Brasil, reunindo mais de 70 mil alunos que já se beneficiam de uma metodologia inovadora e de uma preparação diferenciada para os desafios do futuro do trabalho. O investimento inicial para se tornar um franqueado é de R$ 150 mil.

 

Rockfeller 

Fundada em 2004, em Santa Catarina, a Rockfeller nasceu com o compromisso de buscar a excelência no ensino de idiomas. Com um crescimento rápido e sustentável, a Rockfeller abriu sua primeira franquia em 2006 e, em 2008, implementou seu modelo de negócios como franqueadora, expandindo suas unidades por várias partes do Brasil. Atualmente, a marca conta com mais de 100 unidades instaladas em todo o país e tem planos de abrir mais escolas nos próximos dois anos. Atendendo a um público diversificado, desde crianças até adultos, a rede oferece três modelos de negócios: presencial, digital e incompany, adaptando-se às necessidades de seus alunos em que proporciona flexibilidade e conveniência. A escola recebeu algumas premiações e neste ano recebeu o Selo de Excelência por mais de 11 anos consecutivos pela ABF. Com foco em conversação e salas de aulas que favorecem a interação, a Rockfeller se destaca não só pela qualidade de seu ensino, mas também pela satisfação de seus franqueados, mantendo-se como uma referência no mercado de idiomas. Para quem deseja ingressar na rede, o investimento inicial é a partir de R$175 mil com faturamento médio de R$70 mil.

 

Royal Face  

Pioneira em harmonização facial, a Royal Face revolucionou o segmento de tratamentos estéticos com o diferencial de oferecer condições facilitadas de pagamento, democratizando o acesso a um atendimento de qualidade, eficiente e humanizado. Fundada em Curitiba, a rede faz parte do Grupo SMZTO com mais de 250 unidades em todo o país, tendo como sócios a atriz Flávia Alessandra e o comunicador Otaviano Costa. A Royal Face é associada à Associação Brasileira de Franchising (ABF) e atua desde 2018 no sistema de franquias com dois modelos de negócios: Slim e Premium e com mais de 40 tipos de tratamentos faciais e corporais. O investimento inicial para se tornar um franqueado é a partir de R$ 257 mil, com prazo de retorno a partir de 18 meses.

 

TRATABEM 

A franquia TRATABEM foi criada em 2012 com o objetivo de formar profissionais credenciados, treinados e especializados no tratamento de água, por meio de cursos específicos realizados na própria iGUi e com todo suporte da marca. A franquia TRATABEM, realiza os seguintes serviços com excelência: limpeza, manutenção, assistência técnica e tratamento de água de todos os tipos de piscinas; soluções e serviços de reparo em piscinas de fibra, alvenaria e vinil. O franqueado TRATABEM identifica e relata defeitos na piscina e equipamentos, assim como analisa e instrui o cliente sobre como cuidar bem de sua piscina e efetua a venda de produtos químicos, acessórios e piscinas. Para ser um franqueado da marca o investimento é a partir de R$ 49 mil, com prazo de retorno de 12 a 18 meses.

 

Supera 

O Supera é uma empresa educacional de estimulação cognitiva brasileira, sediada em São José dos Campos (SP) e com mais de 250 unidades em todo território nacional. Fundada há 20 anos, possui metodologia pioneira, validada por estudo científico conduzido por pesquisadores da USP, responsável por desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a vida diária de crianças, adolescentes, adultos e idosos. O método oferece atividades variadas, que envolvem novidades e desafios, adequadas às diferentes faixas etárias. O investimento para se tornar um franqueado da rede parte de R$ 159.990,00 com prazo de retorno de 24 meses.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Agenda de eventos impulsiona aluguel por temporada no Rio e abre janela de alta rentabilidade para investidores


A intensa agenda de eventos no Rio de Janeiro consolidou-se como o principal motor do mercado de short stay, transformando datas comemorativas e grandes shows em janelas de alta lucratividade. O próximo grande marco é a apresentação da cantora Shakira, no dia 2 de maio, que já movimenta a demanda por imóveis de temporada e coloca investidores em alerta para capturar a valorização das diárias, que podem chegar a quintuplicar, dependendo da localização.

Em regiões estratégicas como Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca, a taxa de ocupação costuma romper a barreira dos 90% durante esses picos de demanda. O fenômeno reflete a robustez de um setor que, segundo dados da Fundação Getulio Vargas, movimentou R$ 99,8 bilhões no Brasil em 2024. Apenas no Rio de Janeiro, a atividade conectada a plataformas como o Airbnb injetou R$ 9,9 bilhões na economia, sustentando mais de 61 mil empregos e adicionando R$ 5,6 bilhões ao PIB local.

Para Ramiro Delgado, CEO do Trade Imobiliário e especialista em investimentos no setor, o calendário de eventos da cidade tornou-se um vetor previsível de valorização. Segundo o executivo, o investidor que compreende essa dinâmica consegue antecipar movimentos e maximizar margens em períodos curtos.

“O Rio de Janeiro opera com uma lógica de picos de demanda altamente previsíveis. Quem se posiciona corretamente e prepara o ativo para esses momentos consegue resultados significativamente acima da média do mercado tradicional”, analisa Delgado.

A preparação do imóvel é apontada como o divisor de águas entre uma ocupação comum e uma rentabilidade premium: Delgado destaca que a sofisticação da demanda exige agilidade na entrega dos projetos. “Investidores têm buscado reformas rápidas, concluídas em até três meses, com montagem final de mobiliário e decoração em menos de 20 dias, tudo para não perder o timing dos grandes eventos”.
 

Além da Zona Sul, o especialista aponta o crescimento da Barra da Tijuca, impulsionado por festivais como o Rock in Rio e o robusto calendário corporativo da região, e do Centro, durante períodos como o carnaval.

O avanço do aluguel por temporada no Rio também marca uma mudança estrutural no perfil do proprietário. O setor deixou de ser uma fonte de renda extra para se tornar uma estratégia de investimento empresarial, baseada em precificação dinâmica e análise de dados.

“Quem trata a locação com visão de negócio, acompanhando o calendário, o comportamento da demanda e investindo na experiência do hóspede, transforma o imóvel em um ativo de alta performance financeira”, conclui o CEO do Trade Imobiliário.

 

Sobre Ramiro Delgado 


Ramiro Delgado é sócio e fundador do Trade Imobiliário e um dos principais especialistas em house flipping no Brasil. Formado em Administração pela UFRJ e com experiência no mercado financeiro, construiu sua trajetória na interseção entre análise de risco e investimento imobiliário. Com passagens por multinacionais como Norskan Offshore, Subsea 7, PwC México, Accenture e Deloitte, levou ao setor imobiliário o rigor analítico e os padrões de governança corporativa das grandes empresas, desenvolvendo uma metodologia própria de compra, reforma e revenda acelerada de imóveis.

Livro infantil explora forma como crianças enfrentam o medo


A autora e ilustradora Tessa Nogueira apresenta seu livro “Nina e o Monstro da Caixa”, publicado pela Studio Plural Editora. Voltada para leitores a partir de sete anos, a obra aborda temas como medo, coragem, amizade e superação, convidando crianças e famílias a dialogarem sobre emoções comuns da infância.

A história começa em um dia chuvoso, quando Nina, que adora desenhar e criar mundos cheios de cor, sente um medo interior crescer. Com papel, lápis e muita imaginação, ela cria algo inesperado: um monstrinho azul, peludo e curioso. A partir desse desenho, descobre que até os sentimentos mais assustadores podem ganhar novos significados.

Segundo a autora, a ideia do livro nasceu a partir de experiências pessoais e da observação dos temores infantis. “Quando eu era pequena também tinha medos bem fortes, às vezes de coisas que não eram tão grandes assim. E meu filho, que é autista, também tem medos que ganham proporções enormes em certas ocasiões. A história surgiu como uma forma de explicar às crianças o que é esse sentimento e como ele pode existir como proteção”, explica Tessa.

 

A criação do monstrinho também dialoga com um fenômeno comum na infância: os amigos imaginários. Especialistas apontam que essas figuras fazem parte do desenvolvimento emocional das crianças, ajudando-as a expressar sentimentos, temores e inseguranças.

 

No decorrer da narrativa, o monstrinho criado por Nina passa por transformações, refletindo a forma como os medos podem mudar quando são enfrentados. “A mensagem principal é a de que, quando conseguimos dar ao medo o tamanho que realmente tem, ele começa a diminuir”, afirma a autora.

 

Processo criativo 

 

Além de escrever a história, Tessa também assina as ilustrações. O processo criativo começou pela narrativa e, posteriormente, evoluiu para a construção visual dos personagens e do universo da protagonista. “Primeiro criei a história e depois comecei a estudar os personagens, fazendo muitos desenhos até chegar no que funcionava melhor. Gosto de ilustrar minhas próprias histórias, porque consigo explorar a narrativa visual com mais liberdade”, conta.

 

Inicialmente pensado como uma criatura mais assustadora, o monstrinho azul foi ganhando um aspecto mais amigável ao longo do desenvolvimento da obra. “Percebi que ele estava ficando assustador demais. Então, fui ajustando até encontrar um equilíbrio: ele continua sendo um monstrinho, mas com um lado mais fofinho, que ajuda a mostrar que o medo também pode transformar-se”, explica.

 

Formada em Artes Visuais e com pós-graduação em Ilustração para Livros Infantis, Tessa Nogueira construiu uma trajetória ligada às artes e à criação visual. Antes de se dedicar à literatura infantil, trabalhou com desenho de moda e explorou outras linguagens artísticas, como pintura e cerâmica.

 

A convivência com os filhos também se tornou uma fonte importante de inspiração para suas histórias. “A infância é um universo muito rico. Aqui em casa, meus filhos são muito criativos, gostam de desenhar e inventar histórias. Esse ambiente de imaginação acaba influenciando muito o processo de criação”, afirma.

 

A autora espera que “Nina e o Monstro da Caixa” proporcione não apenas uma leitura prazerosa, mas também momentos de diálogo entre pais e filhos. “Gostaria que as famílias tivessem um momento de conexão durante a leitura. A leitura tem a capacidade de aproximar as pessoas e ajudar as crianças a entenderem melhor os próprios sentimentos”, conclui.

“A gente precisa consumir mais pescado. Comer peixe significa ter uma vida melhor”, diz Edipo Araujo, ministro da Pesca


Edipo Araujo, ministro da Pesca e Aquicultura, foi categórico nesta quinta-feira (16/4), durante participação no programa Bom Dia, Ministro, ao afirmar que é preciso que o Brasil mude seus hábitos alimentares e passe a adotar mais o consumo de pescado. “A gente precisa mudar uma cultura no nosso país de consumir pescado. Comer peixe significa ter uma vida melhor. E o consumo de pescado no Brasil ainda é muito baixo quando comparado ao resto do mundo”, declarou.

Formado em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal Rural da Amazônia, mestre em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais, e doutor em Ecologia Aquática e Pesca pela Universidade Federal do Pará, Edipo Araujo atuou como professor e pesquisador em diversas instituições de ensino e também na gestão de órgãos públicos. Ele apresentou dados que mostram como o consumo de pescados no Brasil ainda é limitado. “A taxa mundial é de 20 quilos por ano, por pessoa. No Brasil, nós estamos em 12 quilos. Esse dado é muito mais preocupante quando a gente traz para um recorte regional”, explica.

 

A gente precisa mudar uma cultura no nosso país de consumir pescado. Comer peixe significa ter uma vida melhor. E o consumo de pescado no Brasil ainda é muito baixo quando comparado ao resto do mundo”

Edipo Araujo, ministro da Pesca e Aquicultura
 

Segundo o ministro, o consumo está praticamente concentrado em lugares que têm a cultura de pescar, como a Região Amazônica, por exemplo, onde a taxa chega a 30, 40 quilos por ano, por pessoa. “Quando a gente vai para comunidades totalmente pesqueiras tradicionais, a gente pode chegar a 120 quilos. Mas um dado preocupante é o consumo nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, por exemplo, onde esses dados podem chegar a cinco quilos por ano. É muito pouco quando a gente está falando de uma proteína nutritiva, de qualidade, que tem menor impacto no meio ambiente”, frisou Edipo Araujo.
 

VENDA DIRETA – O ministro também deixou claro que sua pasta está atenta e trabalha para que a exigência da nota fiscal como o documento oficial de comprovação de origem do pescado proveniente da pesca e da aquicultura não prejudique os pescadores de pequeno porte, que praticam a pesca artesanal, e que vendem diretamente para a população, principalmente nas praias.
 

“Quanto à questão da venda direta, esse é um tema que a gente precisa encarar. Hoje, está posto na lei que precisa passar no sistema de inspeção. Mas nós também sabemos que hoje nós já nos alimentamos de grande parte de pescado, quando nós estamos numa praia, de compra direta com o pescador. Será que esse pescado não tem qualidade? Por que ele precisa parar no sistema de inspeção? A gente precisa encarar esse diálogo”, afirmou Edipo Araujo.
 

“Todo pescado, toda matéria-prima de origem animal, precisa passar por sistemas de inspeção. A abrangência desse sistema de inspeção pode ter um sistema de inspeção federal, estadual ou municipal. Isso já está posto em lei. Nós, recentemente, publicamos a Portaria Interministerial 54, junto com o Ministério da Agricultura e Pecuária, que trouxe uma desburocratização para o setor que não estava conseguindo desembarcar e colocar o seu pescado dentro da indústria pesqueira. A gente sabe que tem um gargalo da venda direta do nosso pescado. E isso não é só na atividade pesqueira, está dentro de toda a agricultura familiar”, prosseguiu o ministro.
 

DOCUMENTO FISCAL – O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) definiram a nota fiscal como o documento oficial de comprovação de origem do pescado proveniente da pesca e da aquicultura. O objetivo é fortalecer a rastreabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva. A medida amplia a transparência nas operações comerciais, melhora os mecanismos de fiscalização e valoriza o pescado brasileiro, trazendo segurança jurídica ao alinhar a comprovação às práticas atuais do setor. Além disso, a norma institui uma autodeclaração para proteger os produtores que solicitaram a atualização de dados no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e aguardam análise administrativa, evitando prejuízos às suas atividades econômicas.


BACIA DO RIO DOCE – Outro ponto destacado pelo ministro foi como o Ministério da Pesca e Aquicultura atua em relação aos impactos aos pescadores na recuperação da Bacia do Rio Doce. Em 5 de novembro de 2015 ocorreu o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana (MG), considerado o maior desastre socioambiental do país no setor de mineração, com o lançamento de cerca de 45 milhões de metros cúbicos de rejeitos no meio ambiente. Os poluentes ultrapassaram a barragem de Santarém, percorrendo 55 km no rio Gualaxo do Norte até o rio do Carmo, e outros 22 km até o rio Doce. A onda de rejeitos, composta principalmente por óxido de ferro e sílica, soterrou o subdistrito de Bento Rodrigues e deixou um rastro de destruição até o litoral do Espírito Santo, percorrendo 663,2 km de cursos d'água.

“A gente precisa falar do Acordo do Rio Doce. A gente não pode deixar essa história morrer do desastre que aconteceu com o rompimento da barragem de Fundão e que prejudicou não só o estado do Espírito Santo, mas boa parte do Estado de Minas Gerais”, ressaltou o ministro.
 

R$ 500 MILHÕES – Edipo Araujo lembrou a importância do Programa de Transferência de Renda (PTR), firmado no âmbito do acordo judicial para reparação integral e definitiva relativa ao rompimento da Barragem de Fundão. O programa busca atender indivíduos que tiveram suas atividades impedidas devido ao desastre, destinando auxílio mensal por até quatro anos, no valor inicial de 1,5 salário-mínimo, nos três primeiros anos e de um salário nos últimos 12 meses. A gestão do PTR Pesca cabe ao Ministério da Pesca e Aquicultura e está sendo articulada juntamente ao Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, responsável pelo PTR Rural.
 

“Dentro da discussão do Acordo do Rio Doce, o anexo 4, que trata do PTR Pesca, contempla 48 municípios, sendo 38 municípios de Minas Gerais e 10 do Espírito Santo. Quando a gente fala do impacto dos pescadores, o Espírito Santo tem o maior número de pescadores impactados, em torno de 20 mil pescadores. O Programa de Transferência de Renda já está na décima parcela. São mais de R$ 500 milhões de investimento dentro desse anexo 4, chegando na mão do pescador do Espírito Santo e de Minas Gerais, entendendo que esses pescadores precisavam ser reparados pelo dano dessa tragédia”, detalhou o ministro.
 

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta-feira o Portal A Crítica, de Manaus (AM); a Rádio Guarany, de Santarém (PA); o Portal A Tarde, de Salvador (BA); o Portal ES 365, de Vitória (ES); o Diário de Pernambuco, de Recife (PE); e o Portal Imperatriz Online, de Imperatriz (MA).

Amizades e finanças: Serasa revela que 6 em cada 10 brasileiros já emprestaram o nome para conhecidos

Emprestar o nome para ajudar alguém na busca por crédito ainda é uma prática comum no Brasil, mesmo abrindo espaço para consequências negativas nas finanças. Segundo pesquisa da Serasa em parceria com o Opinion Box, 6 em cada 10 brasileiros já cederam o CPF para terceiros. Entre esses, 34% acabaram endividados após o não pagamento das obrigações assumidas. 

O levantamento também mostra que 29% das pessoas que já emprestaram o nome se arrependeram da decisão e jamais fariam novamente. Além disso, a prática acontece principalmente com pessoas consideradas de confiança: em 60% dos casos, o empréstimo foi feito para familiares; 31% para amigos; 14% para colegas de trabalho; 11% para parceiros; e 3% para outras pessoas.

 

“Na prática, emprestar o nome significa viabilizar o acesso ao crédito — seja por meio de cartões, empréstimos, financiamentos ou parcelamentos. Mesmo sem utilizar diretamente o recurso, a responsabilidade legal pela dívida é integralmente de quem cede o CPF”, explica Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira. “Isso pode comprometer o orçamento, afetar o histórico de crédito e, em casos mais críticos, levar à inadimplência, com impactos que vão além do aspecto financeiro.”

 

 

Cenário se agrava em meio a alta da inadimplência

 

Esse comportamento ganha ainda mais relevância diante da alta da inadimplência no país. De acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa, de março de 2026, mais de 82,8 milhões de brasileiros estão inadimplentes, com um total de 338 milhões de dívidas. Desse volume, 47% das dívidas estão concentradas em bancos e financeiras – justamente os setores mais associados à concessão de crédito e, consequentemente, às situações em que o empréstimo de nome ocorre com maior frequência.

 

Só no estado do Rio de Janeiro, são mais de 8 milhões de pessoas com o nome negativado, que somam mais de 31 milhões de dívidas. Dentre essas dívidas, 32% se concentram em contas básicas.

 

“Embora não seja possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito, o empréstimo do nome pode ampliar a exposição ao risco em um cenário já pressionado pela inadimplência. Mesmo quando há confiança, imprevistos financeiros são comuns e podem transferir integralmente o impacto para quem assumiu formalmente a dívida”, afirma Aline.

 

Como ajudar sem comprometer o próprio bolso

 

Para evitar prejuízos financeiros e preservar as relações pessoais, a Serasa reuniu algumas orientações:

 

1.Avalie a situação com racionalidade:

Antes de decidir emprestar o nome, entenda quem está pedindo a ajuda, o motivo do pedido e se há um plano real de pagamento. Confiança é importante, mas em casos como esse exige também uma análise financeira e prática.


2. Tenha total clareza sobre a dívida:

Informe-se sobre valores, prazos, juros e possíveis encargos. Ao formalizar o crédito em seu nome, toda a responsabilidade passa a ser sua, em caso de inadimplência.


3. Entenda o contexto do pedido:

Se o crédito foi negado para a outra pessoa, é importante compreender os motivos. Isso pode indicar um risco maior de não pagamento.


4. Considere os impactos no seu futuro financeiro:

Dívidas ativas podem limitar o acesso a crédito e comprometer planos pessoais, como financiamentos ou novos empréstimos.


5. Saiba dizer "não"

Preservar sua saúde financeira pode evitar conflitos, estresses e desgastes ainda maiores na relação com familiares, amigos e colegas. Sempre que possível, ofereça ajuda de outras formas, como orientação ou apoio na negociação de dívidas.

 

“Existem maneiras de apoiar alguém sem comprometer o próprio orçamento. Proteger a própria saúde financeira também é uma forma de cuidar das relações, evitando que um gesto de ajuda se transforme em um problema duradouro”, conclui a especialista.

 

Metodologia

 

Pesquisa realizada pelo Instituto Opinion Box, com coleta entre 08 e 16 de outubro de 2025, ouvindo 1.003 entrevistados. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

Eneva está com vagas abertas no Programa de Estágio em seis cidades


A Eneva, maior operadora privada de gás natural do Brasil, está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2026, com 40 oportunidades para nível técnico e superior, em seis cidades onde a companhia opera. As inscrições podem ser realizadas pelo site oficial da companhia. Os prazos de inscrição variam conforme as vagas: para o nível técnico, as inscrições vão até 08/05; e para o nível superior, até 15/05.

 A cidade de Boa Vista, em Roraima, concentra o maior número de oportunidades para nível técnico, com 13 vagas, seguido por Silves, no Amazonas (8) e Linhares, no Espírito Santo (5). Para nível superior, o Rio de Janeiro lidera com 10 vagas, seguido de São Paulo, com 3 oportunidades e Itaqui, no Maranhão, com uma vaga.

 

Para o nível Superior, podem se candidatar estudantes dos cursos de Administração, Direito, Engenharias, Economia, Relações Internacionais, Comércio Exterior, Matemática e Ciências Contábeis. Já para o nível Técnico, as oportunidades contemplam formações em Eletromecânica, Eletrotécnica, Eletroeletrônica, Mecatrônica, Automação, Mecânica, Instrumentação, Automação Industrial, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente.
 

O programa tem duração de até 12 meses e oferece uma jornada estruturada de desenvolvimento profissional, além de bolsa-auxílio compatível com o mercado e benefícios como vale-refeição, vale-transporte, plano de saúde, entre outros.

O processo seletivo inclui as etapas de inscrição, aplicação de testes, dinâmica de grupo, entrevistas individuais e admissão.
 

Benefícios oferecidos pela Eneva:

  • Bolsa-auxílio compatível com o mercado
  • Vale-refeição e/ou alimentação
  • Vale-transporte
  • Plano de saúde e odontológico
  • Acesso à plataforma Wellhub (antigo Gympass)
  • Participação no Programa de Qualidade de Vida
  • Cartão-presente de Natal

A Eneva reforça seu compromisso com a diversidade e inclusão, destinando vagas também para pessoas com deficiência (PCDs). A companhia alerta que não solicita qualquer tipo de pagamento durante o processo seletivo e que todos os contatos são realizados exclusivamente por e-mails corporativos.

Soluções naturais ajudam pomares a manter produtividade mesmo em situações de estresse


A produção de frutas enfrenta desafios cada vez maiores diante das variações do clima e das condições ambientais. As culturas, como citros, uva, maçã e manga, são sensíveis à escassez de água, calor excessivo e salinidade do solo, fatores ambientais conhecidos como estresses abióticos. Esses eventos comprometem o desenvolvimento das plantas e reduzem tanto a qualidade quanto o volume da produção, levando produtores a buscar alternativas para proteger o potencial produtivo dos pomares, como os bioestimulantes.

Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e no Paraguai, destaca, entre os bioestimulantes, os extratos da alga Ascophyllum nodosum. Encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, ao longo das costas do Canadá, Irlanda e Noruega, essa alga se desenvolve em um ambiente naturalmente desafiador. 

Ela é constantemente exposta às variações de maré, elevada salinidade e oscilações intensas de temperatura, que podem variar de -22°C a 40°C. “Ao longo do tempo, essas condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. São justamente essas características que, quando transferidas por meio de seus extratos, contribuem para aumentar a tolerância das plantas cultivadas a diferentes tipos de estresse”, afirma.

Estudos e aplicações no campo mostram que esses compostos fortalecem processos internos das plantas, o que aumenta sua capacidade de resposta ao ambiente. Em situações de estresse, como períodos de seca ou temperaturas elevadas, as plantas tratadas tendem a manter um desenvolvimento mais estável, com importante redução dos impactos negativos na produção.Dessa forma, compreender a resposta das plantas às condições do ambiente é fator-chave para alcançar bons resultados no campo. Bruno Carloto explica que “quando conseguimos ajudar a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente em produtividade e qualidade dos frutos”, explica.

No dia a dia do campo, o efeito da adoção dessas estratégias pode ser observado em plantas que conseguem atravessar períodos difíceis sem comprometer a formação e o enchimento dos frutos. Em culturas frutíferas, para as quais a qualidade final é tão importante quanto o volume produzido, esse equilíbrio faz diferença tanto para o mercado interno quanto para exportação.